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04

Autor: Anny lago
last update Data de publicação: 2021-06-18 04:29:54

A vontade de agarrar o pescoço dele e torcer como se fosse um saco de lixo é quase incontrolável.

— Não me faça cometer um homicídio, Evans. — Ameaço, com o olhar fixo nele.

— Vai com calma, sereia...

— Cala a droga da boca, Luke. — Respondo, séria.

O problema com Luke, além do fato de ser um fofoqueiro nato, é que ele tem essa mania insuportável de meter o nariz onde não é chamado. E, claro, essa curiosidade insana já o colocou em apuros mais vezes do que ele poderia contar.

Quanto ao apelido "sereia", é o meu nome nas pistas. Ninguém é idiota o suficiente para usar o nome real quando as corridas clandestinas estão cheias de policiais, seja disfarçados para investigar ou apenas lá para curtir a adrenalina.

Ah, e Luke tem um irmão, Alexsander Evans, conhecido nas pistas como "Fantasma". Ele é uma das ironias vivas da cidade: um dos policiais mais respeitados durante o dia, e um dos melhores pilotos mascarados à noite. A moral dessa história? Todo mundo tem seus segredos – alguns só sabem disfarçar melhor que outros.

— Da próxima vez que falar tão alto assim, eu costuro sua boca, seu imbecil. — resmungo, sem nem tentar esconder minha irritação.

— Vai com calma, gatinha. — Uma voz desconhecida ecoa ao meu lado, atraindo minha atenção. — O que ele fez para te deixar assim?

Quem faz a pergunta é ninguém menos que a estrela ascendente do time, o novo capitão, que chega como quem não quer nada, pousando casualmente um dos braços sobre meus ombros. Que palhaçada é essa?

— Larga. — ordeno, retirando o braço dele com firmeza e me afastando para encará-lo de frente. Ele apenas sorri, como se fosse irresistível.

— Uuuuh, ela é brava. — provoca, com um olhar avaliador que vai dos meus pés à cabeça.

— Meninas, esse é Aaron, o novo capitão do time. — Luke se mete, tentando abafar as chamas da minha irritação. — Aaron, essa é Stormy, minha namorada. — Ele aponta para a Smurfette sorridente ao meu lado. — E essa é Sophie, nossa amiga.

— Nossa não. — interrompo, arqueando uma sobrancelha com falsa indignação. — Eu só te aturo porque a Stormy decidiu que você seria seu animal de estimação.

— Hilária como sempre. — Luke me mostra o dedo do meio, e eu apenas reviro os olhos.

— É um prazer conhecê-las. — diz Aaron, apertando a mão de Stormy com um sorriso. Quando volta a atenção para mim, a intensidade do olhar aumenta. — Bela tatuagem...

Ele aponta para as borboletas tatuadas no meu braço.

— Obrigada. — respondo secamente, me virando para Stormy e Luke, que agora me observam como se esperassem uma explosão.

— Vou nessa. Nos vemos amanhã?

Antes que Stormy possa responder, Aaron se adianta.

— Na verdade... O time vai dar uma festa hoje à noite, pra comemorar a vitória. Você devia aparecer.

— Agradeço, mas tenho outros planos. — corto, com um sorriso educado. — Até amanhã, gente. E, Luke, boca fechada ou você vai acordar sem ela.

— Pode deixar, sereia. — responde ele, com aquele tom brincalhão irritante que faz minha mão coçar para jogar a lata de refrigerante nele.

Stormy, no entanto, se encarrega disso com um tapa certeiro na cabeça dele, fazendo-o resmungar algo incompreensível. Não consigo evitar uma risada antes de sair do ginásio, atravessando o corredor em direção ao estacionamento.

Zack já me esperava lá, casualmente encostado na moto, com dois de seus brutamontes de estimação ao lado. O que ele faz com esses caras, eu nem quero saber. Sem dizer nada, pego o capacete que ele me estende e subo na moto atrás dele.

Infelizmente, minha moto estava na oficina porque esse energúmeno quase destruiu o escapamento dela. Ainda não sei por que confiei meu bebê a ele.

Zack dá partida, e logo estamos a caminho do prédio onde moramos. O motor ronca alto, mas o silêncio entre nós diz tudo: ele sabe que me deve uma explicação... E eu sei que vou arrancá-la, cedo ou tarde.

•°•°•°•°•°•°•°•°•

A noite já estava longe de ser minha favorita. Trabalhar como garçonete na lanchonete logo depois da faculdade não era exatamente meu sonho de vida, mas pelo menos pagava algumas contas. Estava na metade do turno, tentando lidar com a clientela de sempre, quando o sino acima da porta soou, indicando novos clientes.

Suspirei, terminando de atender uma mesa antes de me virar para a entrada. Meu humor, que já não era dos melhores, despencou quando reconheci alguns dos caras do time de basquete entrando. Claro, porque a lanchonete convenientemente ficava a poucos minutos da universidade, e o destino parece adorar me testar.

Voltei para trás do balcão, tentando ignorar a presença deles.

— Jenna, pode pegar aquela mesa? — pedi à minha colega, já antecipando a dor de cabeça que seria lidar com aquele grupo.

— Estou atolada com pedidos, Sophie. Vai lá. — Ela nem levantou os olhos da bandeja que equilibrava, e lá se foi minha última esperança.

Revirei os olhos, respirando fundo. "Você consegue", pensei comigo mesma enquanto pegava meu bloquinho e seguia em direção à mesa deles.

Os caras estavam espalhados em um canto, falando alto, rindo de alguma piada que provavelmente nem era engraçada. Todos eles pararam de falar quando me aproximei, e a sensação de ser observada como se estivesse em um palco me irritou ainda mais.

— Boa noite. O que vão querer? — perguntei, minha voz calma, mas carregada com aquele tom que dizia "sejam rápidos".

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Último capítulo

  • Quando o Sol se Põe   28•

    Aaron narrando.Observo a cada movimento de Ava enquanto ainda permaneço em meu carro. observo a forma como Christopher há abraçou e a forma carinhosa que ela o trata, não tenho ideia do porquê me importo tanto com tudo isso, na verdade não faço ideia do porquê ah quero tanto. E o porquê eles me afastam tanto dela. Eu jamais seria capaz de machuca-la, eu só há quero para mim. nada mais que isso, Ava será minha, ela é minha garota e não aceito ficar longe dela. observo quando Chris e ela se soltam, ela o beijo na bochecha, seus olhos se voltam em direção ao meu carro, nossos olhares se cruzam e logo em seguida ela entra no carro dele. Que logo depois da a partida, saindo com o carro. respiro fundo e dou a partida em meu carro, dirigindo um pouco mais devagar, eu poderia sim retornar a meu apartamento. porém desvio meu caminho seguindo o carro de Christopher que ao invés de ir para o apartamento de Ava, segue diretamente para seu apartamento. observo que antes de chegarem o carro par

  • Quando o Sol se Põe   27 • A tatuagem.

    Ava Narrando. Não demora muito para que chegasse-mos ao estúdio de Jack, na verdade tivemos de retornar ao campus pois minha moto havia ficado no estacionamento. Assim que saímos de lá, seguimos a caminho do estúdio de tatuagens. desço de minha moto e logo Aaron estaciona seu carro próximo a minha moto, adentramos no local que estava lotado. O estúdio de Jack tem estado bastante lotado nos últimos dias, isso é bom, significa que o mesmo está tendo o trabalho reconhecido e sinceramente eu não poderia estar mais feliz por ele. Não demora muito para que Jack saia para chamar um novo cliente, ao me ver seu semblante parece se suavizar. porém logo se torna rígido novamente ao notar a presença de Aaron.— Sem companhia hoje Ava, o lugar tá lotado pequena. vai ter que mandar seu amigo passar depois. — Disse Jack com certa rispidez. — Ele vai fazer uma tatuagem. E dessa vez não estou brincando. — digo ao mesmo que nos encara por um momento.— Você não pode forçar os outros a fazerem uma

  • Quando o Sol se Põe   26• Aaron

    Ava Narrando. Cessamos o beijo por falta de ar, não faço ideia de por quanto tempo nos beijamos, Chris ainda mantém nossas testas coladas. Nossas respirações estão ofegantes e o uma de suas mãos ainda acaricia meu rosto suavemente. Abro Os olhos lentamente, o mesmo ainda se mantinha de olhos fechados, talvez processando oque havia acabado de acontecer. Elevo minhas mãos até sua face, acariciando levemente, vejo um breve sorriso surgir em sua face. Me aproximo novamente, tomando a iniciativa deposito um breve selinho em seus lábios e vejo novamente o mesmo abrir aquele sorriso de antes. — Não sabe o quanto eu ansiava por isso sereia. — sua voz soa um pouco falha enquanto ele ainda exibia o mesmo sorriso. Me aproximo novamente, unindo nossos lábios em um outro beijo, dessa vez algo mais urgente. Em um impulso Chris me segura pela cintura, me colocando sobre a bancada da cozinha, o mesmo se põe entre minhas pernas, uma de suas mãos vai até meus cabelos. Puxando suavemente me fazen

  • Quando o Sol se Põe   25• De volta às pistas.

    Ava Narrando. Estaciono no lugar onde aconteceria a corrida, retiro meu capacete e solto meus cabelos. Observo o movimento a minha volta, nada novo se assim posso afirmar, haviam diversas pessoas. Carros e motos de luxo, música alta e um bar improvisado, sem contar com o intenso cheio de maconha que se misturava a brisa da noite. Desço da minha moto, caminhando até onde os outros estavam, Jack se mantinha encostado em seu carro com os braços ao redor dos ombros de kiara, Rick e Monique estavam abraçados e riam de algo que Rick acabará de dizer. Alex por sua vez parecia aéreo a tudo, se quer notando minha presença quando me aproximo do mesmo. Ele haviam vindo na frente, já que posso dizer que fiquei precrastinando em meu sofá até a última hora. A verdade é que havia muita coisa se passando minha mente, Aaron, Alex, e até mesmo Chris estava presente em meus pensamentos. Algo que eu se quer conseguir entender. — Finalmente chegou, achei que não viria. — disse Jack atraindo minha

  • Quando o Sol se Põe   26•

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  • Quando o Sol se Põe   25 • De volta às pistas.

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