Share

Rejeitada pelo Supremo agora ele IMPLORA MEU PERDÃO
Rejeitada pelo Supremo agora ele IMPLORA MEU PERDÃO
Author: Romislaine Corrêa

Capítulo 1 — Rejeitada

last update publish date: 2026-08-27 04:48:10

— Eu, Theron Ashborne, Supremo Alpha do Domínio de Valcrest, rejeito Nyra Everhart como minha companheira destinada.

As palavras atravessaram o salão como uma lâmina.

Por um instante, Nyra não sentiu nada.

Nem o frio do mármore sob os pés descalços. Nem os olhares de centenas de lobos reunidos ao redor do grande círculo. Nem a mão de sua mãe estremecendo a poucos passos dela. Nem o peso das correntes de prata lunar prendendo os pulsos de seu pai.

Nada.

Era como se o mundo inteiro tivesse parado diante daquela única frase.

Theron estava sobre os degraus do trono, vestido de negro, com o manto do Supremo caindo pesado sobre os ombros. A coroa de ferro lunar não estava em sua cabeça, mas repousava sobre a almofada de veludo ao lado, como se até aquele símbolo tivesse sido retirado para tornar o julgamento mais solene.

Mais verdadeiro.

Mais cruel.

Nyra olhou para ele sem conseguir respirar.

Aquele era Theron.

O menino que havia corrido com ela pelos bosques de Valcrest.

O jovem que lhe prometera que jamais permitiria que alguém a ferisse.

O homem que a tocara como se seu corpo fosse sagrado.

Seu companheiro.

Seu futuro Alpha.

Seu amor.

Não podia ser ele.

Não com aquele rosto frio.

Não com aqueles olhos dourados fixos em algum ponto acima da cabeça dela, como se encará-la fosse um esforço que ele não estava disposto a fazer.

O vínculo reagiu antes que a mente de Nyra compreendesse.

Uma dor brutal se abriu dentro de seu peito.

Não foi como uma ferida.

Foi como se algo vivo tivesse sido arrancado de dentro dela.

Nyra cambaleou.

O ar desapareceu de seus pulmões. Seus joelhos perderam a força, e ela teria caído se Garrick Everhart não tivesse tentado avançar, mesmo preso, lançando o corpo na direção da filha.

As correntes se esticaram com um ruído metálico.

Dois guardas o contiveram.

— Nyra!

A voz do pai chegou distante.

O grito da loba dentro dela veio muito mais perto.

A criatura se contorceu em sua alma, enlouquecida, procurando o outro lado do elo. Chamando o lobo de Theron. Implorando por ele. Rasgando as próprias garras contra uma barreira que acabara de surgir entre os dois.

Não.

Não podia estar acontecendo.

Nyra apertou o peito com uma das mãos.

A outra encontrou o chão quando ela finalmente caiu de joelhos.

O impacto contra o mármore atravessou seus ossos, mas não conseguiu competir com a dor do vínculo rompendo.

Seu corpo arqueou.

Um som fraco escapou de sua garganta.

Ao redor, os murmúrios começaram.

Não eram palavras de compaixão.

Eram sussurros de horror, julgamento e desprezo.

— Ele a rejeitou.

— Diante de todo o Conselho.

— Depois do que ela fez, era o mínimo.

— Uma traidora jamais poderia ser Suprema Luna.

Nyra ergueu o rosto.

O salão girava.

As colunas negras, os estandartes de Valcrest, as tochas presas às paredes e os rostos das famílias nobres se embaralharam diante de seus olhos. Pessoas que haviam brindado com sua família. Mulheres que haviam segurado suas mãos e falado sobre os vestidos da coroação. Guerreiros que se curvavam quando Garrick passava.

Agora todos olhavam para eles como se estivessem diante de uma doença.

Como se os Everhart já não fossem lobos.

Como se fossem uma mancha que precisava ser removida.

Nyra voltou os olhos para Theron.

Ele continuava de pé.

Mas ela o conhecia.

Conhecia cada linha daquele rosto, cada tensão dos ombros, cada pequena mudança na respiração.

Sua mão direita estava fechada com tanta força que os nós dos dedos haviam perdido a cor.

A mandíbula parecia entalhada em pedra.

Sob a gola negra, uma veia pulsava em seu pescoço.

O vínculo o atingira também.

O lobo dele estava sofrendo.

Nyra sentiu isso durante um breve segundo, antes que a ruptura fechasse a passagem entre os dois.

Uma onda de dor feroz, carregada de raiva e desespero, atravessou o que ainda restava da conexão.

Depois, nada.

Theron havia erguido uma muralha.

Ele permanecia de pé porque fora ele quem pronunciara a rejeição. Porque se preparara para aquilo. Porque, talvez, já tivesse enterrado tudo o que existia entre eles antes mesmo de entrar naquele salão.

Nyra não tivera esse privilégio.

Naquela manhã, ainda acreditava que seria coroada ao lado dele dentro de poucos dias. Ainda era sua prometida, sua companheira, a mulher que carregava a marca incompleta de seu destino no coração.

E, poucas horas antes de entrar naquele salão, tivera uma oportunidade de não estar ali.

Elowen havia pedido que ela partisse.

Ainda existiam homens leais aos Everhart, e havia tempo para tirá-la do castelo antes que os portões fossem fechados. Sua mãe não se importava se todos interpretariam aquilo como fuga. Queria apenas a filha longe dali.

Nyra recusara.

Não porque confiasse no Conselho.

Não porque as acusações não a assustassem.

Ficara porque confiava em Theron.

Dissera à própria mãe que não precisava fugir do homem que a conhecia desde criança. Theron ouviria sua versão. Olharia para ela. Perceberia que havia alguma coisa errada.

Ele poderia duvidar das provas.

Poderia duvidar das testemunhas.

Mas não duvidaria dela.

Nyra entrara naquele salão acreditando que, se ninguém mais ficasse ao seu lado, Theron ficaria.

Agora estava ajoelhada diante de todo o domínio, rejeitada pelo único homem em quem apostara tudo.

— Theron... por... favor.

O nome saiu tão baixo que talvez ninguém além dele pudesse ter ouvido.

Mas ele ouviu.

Nyra soube porque os dedos fechados ao lado do corpo estremeceram.

Malrik deu um passo à frente.

O Primeiro Ancião parecia ainda maior sob as luzes das tochas. Os cabelos grisalhos estavam penteados para trás, e o símbolo do Conselho, uma lua partida por três garras, reluzia sobre seu peito.

— A rejeição foi testemunhada pelo Conselho, pelas Casas do Domínio e pela alcateia soberana — anunciou ele. — O vínculo entre o Supremo Alpha Theron Ashborne e Nyra Everhart deixa de ser reconhecido por Valcrest.

Cada palavra era formal.

Limpa.

Como se não estivessem destruindo duas vidas.

Como se fosse apenas uma linha sendo riscada de um registro.

Nyra mal o escutava.

Sua loba havia parado de gritar.

Isso era pior.

A criatura estava encolhida em algum lugar profundo, respirando tão fraco que Nyra teve medo de procurá-la e não encontrá-la.

Elowen se aproximou o quanto os guardas permitiram.

A mãe de Nyra não estava acorrentada, mas dois soldados mantinham-se junto dela. Seus cabelos escuros haviam se soltado do penteado e caíam sobre os ombros. O rosto normalmente sereno estava branco.

— Minha filha — sussurrou.

Nyra tentou se levantar.

As pernas não obedeceram.

Elowen se abaixou depressa, segurando-a pelos braços.

— Respire. Olhe para mim, Nyra. Respire.

— Ele... — A voz falhou. — Ele me rejeitou.

Os olhos da mãe se encheram de lágrimas.

Elowen não mentiu.

Não disse que tudo ficaria bem.

Apenas puxou Nyra contra o peito e tentou sustentá-la enquanto o salão inteiro assistia.

Garrick rosnou.

Foi um som tão grave que as chamas nas tochas pareceram vacilar.

— Basta! — rugiu ele. — Ela está ferida. Qualquer julgamento pode esperar.

Um dos guardas puxou as correntes.

Garrick foi obrigado a dar um passo para trás.

O antigo comandante das forças de Valcrest, chefe da Casa Everhart, homem que passara décadas protegendo as fronteiras do domínio, encarou Theron com uma fúria que teria feito qualquer outro Alpha recuar.

Theron não se moveu.

— Você cresceu dentro da minha casa — disse Garrick. — Comeu à minha mesa. Treinou ao meu lado. Chamou-me de mestre antes mesmo de compreender o peso da espada que carregava.

O silêncio se tornou absoluto.

— Pai... — Nyra tentou impedi-lo.

Garrick não desviou os olhos.

— Olhe para ela.

Theron continuou imóvel.

— Eu disse para olhar para ela!

O rugido de Garrick ecoou pelo salão.

Alguns lobos abaixaram a cabeça por instinto.

Theron finalmente baixou o olhar.

E Nyra desejou que ele não tivesse feito isso.

Não havia ternura em seus olhos.

Nenhum traço do homem que a abraçara na cabana, enterrando o rosto em seus cabelos enquanto falava sobre o futuro.

Havia dor.

Mas estava enterrada sob algo muito maior.

Repulsa.

Nyra sentiu o pouco de ar que recuperara desaparecer outra vez.

— Eu já olhei o suficiente — respondeu Theron.

A frase atingiu Garrick como uma bofetada.

Atingiu Nyra como outra rejeição.

Malrik ergueu a mão.

— Chega. Este salão não será transformado em palco para descontrole.

Garrick voltou-se para o ancião.

— Descontrole? Vocês arrastam minha família até aqui, acorrentam meus homens, apresentam acusações sem permitir defesa e chamam isso de justiça?

Um murmúrio correu entre os presentes.

Malrik não perdeu a compostura.

— As provas foram apresentadas ao Supremo Alpha e ao Conselho.

— Provas que ninguém da Casa Everhart teve permissão para ver!

— Provas suficientes.

— Então mostre-as!

A voz de Garrick ecoou contra as paredes.

Malrik sorriu sem mover os lábios.

— O senhor ainda não compreendeu sua posição, Garrick.

Nyra virou o rosto para o pai.

As correntes de prata lunar queimavam a pele dele. Havia marcas avermelhadas em seus pulsos, mas Garrick mantinha a coluna reta.

Ele não parecia um traidor.

Parecia o homem que sempre fora.

O pai que a ensinara a montar.

O guerreiro que lhe contava histórias à noite, mesmo quando chegava ferido das fronteiras.

O pai que acreditava que força sem honra era apenas brutalidade.

Nada daquilo fazia sentido.

E, pela primeira vez desde que entrara no salão, Nyra sentiu algo além da dor da rejeição.

Arrependimento.

Elowen havia lhe oferecido uma saída.

Nyra recusara porque acreditava que Theron seria sua defesa.

Agora seu pai estava acorrentado e sua mãe cercada por soldados enquanto o homem por quem escolhera ficar permanecia do outro lado do salão.

Ela havia confiado nele.

E não era apenas ela quem estava pagando por isso.

Nyra fechou os olhos e tentou agarrar as lembranças da noite anterior.

A cabana.

O bilhete.

A urgência.

Theron deveria estar na fronteira.

Mas alguém deixara em seu quarto uma mensagem curta com a inicial dele, pedindo que fosse até a cabana.

Nyra fora porque acreditara que Theron a esperava.

Não para encontrar um vampiro.

Não para entregar mapas.

Não para trair Valcrest.

Fora encontrar o homem que amava.

Depois...

A lembrança se partiu.

A bebida.

O peso estranho tomando seus braços e suas pernas.

Um vulto.

Sangue.

O cheiro de um vampiro que não deveria estar ali.

Guardas surgindo entre as árvores.

Theron entrando e olhando para ela como se não a conhecesse.

Nyra apertou os olhos.

Sua cabeça latejava.

Aquilo estava errado.

Precisava estar.

Ela levantou o rosto e procurou Theron outra vez.

Se ele apenas a escutasse...

Se perguntasse o que acontecera antes de condená-la...

Talvez ainda houvesse alguma coisa para salvar.

Mas, antes que Nyra pudesse falar, Malrik abriu um novo pergaminho.

O ruído do selo sendo rompido atravessou o salão.

Nyra olhou para o papel.

Depois para Theron.

E teve a terrível sensação de que a rejeição não era o fim de sua punição.

Era apenas o começo.

Continue to read this book for free
Scan code to download App

Latest chapter

  • Rejeitada pelo Supremo agora ele IMPLORA MEU PERDÃO    CAPÍTULO 161 — A DOR DA PERDA

    Ela passou a ponta do dedo sobre a marca.Uma lembrança atravessou sua mente.Elowen mandando que ficasse reta.Nyra reclamando que a mãe apertava demais o cabelo contra o batente.Garrick segurando um pedaço de carvão.— Pare de levantar o calcanhar.— Não estou levantando.— Está tentando ganhar altura.— Isso é mentira.— Sou comandante. Sei reconhecer fraude.Elowen rira.Nyra discutira.Garrick fizera a marca.E depois...Evelyn encontrou o entalhe.Pouco acima das últimas linhas.Um pequeno lobo.Não perfeito.As patas eram grandes demais. A cabeça torta. Uma das orelhas parecia maior que a otra.Garrick havia feito aquilo. Evelyn lembrava.Tinha nove anos. Reclamara porque uma amiga possuía um desenho bonito perto das marcas de altura.Garrick dissera que faria algo melhor.Elowen observara o resultado e perguntara:— Isso é um lobo?Garrick parecera ofendido.— Claro que é um lobo.— Parece um cachorro mal alimentado.Nyra rira tanto que sentara no chão.Garrick passara a tard

  • Rejeitada pelo Supremo agora ele IMPLORA MEU PERDÃO    CAPÍTULO 160 — A CASA QUE ELES DESTRUÍRAM

    A antiga propriedade dos Everhart ficava longe do centro de Valcrest.Não isolada.Mas distante o suficiente para que o barulho da cidade desaparecesse aos poucos e desse lugar a estradas mais estreitas, terrenos amplos e árvores antigas que cresciam em ambos os lados do caminho.Evelyn conhecia aquela estrada.Ou acreditava que conhecia.Oito anos mudavam muita coisa.O mato havia avançado sobre as laterais.Algumas pedras que delimitavam a antiga passagem estavam cobertas por musgo.Árvores que antes eram podadas regularmente agora cresciam sem controle, lançando galhos sobre o caminho.O silêncio parecia maior do que deveria.Tina cavalgava alguns metros atrás dela.Darek vinha do outro lado.Ward seguia mais distante, acompanhado por dois homens de Asterion.Nenhum deles perguntara nada desde que Evelyn dissera para onde queria ir.Não precisavam.Ela não falava.Mantinha os olhos na estrada. As mãos firmes nas rédeas. A expressão controlada.Por dentro, alguma coisa se apertava a

  • Rejeitada pelo Supremo agora ele IMPLORA MEU PERDÃO    CAPÍTULO 159 — ONDE NASCI

    — Nossas famílias sustentam Valcrest há gerações.— O Conselho precisa participar.— Isso ultrapassa—Theron fechou os olhos por um instante.Dentro dele, o lobo continuava recolhido.Ferido.Distante.A barulheira aumentou.Uma voz sobre a outra.Malrik levantou-se.— Theron, pense antes de—Foi o bastante.A criatura dentro dele se moveu.Não voltou completamente.Não abriu a mente para Theron.Não respondeu.Apenas se irritou.A aura atravessou o salão.Pesada.Violenta.Repentina.As vozes morreram.Cadeiras rangeram.Alguns homens prenderam a respiração.Outros baixaram os olhos por puro instinto.A pressão lupina ocupou o ambiente por poucos segundos.Não tinha a força devastadora da noite anterior.Não precisava.Era Theron.Era o Supremo.Era o lobo dizendo ao mundo inteiro que já havia escutado o suficiente.Evelyn ficou imóvel.Sentiu aquilo atravessá-la.Conhecia aquela presença.Conhecera durante anos.Quando eram mais jovens, a loba dela respondia imediatamente.Às vezes

  • Rejeitada pelo Supremo agora ele IMPLORA MEU PERDÃO    CAPÍTULO 158 — O ORGULHO DAS CASAS

    Um dos líderes das Casas bateu os dedos sobre a mesa.— Ainda existe uma questão que ninguém parece disposto a mencionar.A sala diminuiu o ruído.Evelyn levantou os olhos.O homem era alto, cabelos grisalhos, vestes marcadas pelo símbolo de uma das antigas Casas de Valcrest.— Qual questão? — perguntou Theron.— Asterion.Darek inclinou a cabeça.O homem continuou:— Mais especificamente, as alianças de Asterion.Ward recostou-se na cadeira.Tina deixou os braços caírem ao lado do corpo.Evelyn permaneceu imóvel.— Continue — disse ela.O homem aceitou o convite.— Todos nesta sala sabem que seu reino mantém relações próximas com vampiros.O silêncio se apertou.Lyssandra ergueu o olhar.Malrik não se mexeu.O homem continuou:— Vlaus Mortem circula livremente em seu território. Vampiros estiveram envolvidos na expansão de Recomeço. Há relatos de acordos militares e comerciais.Evelyn ouviu.— E?A palavra simples pareceu irritá-lo.— E isso deveria preocupar Valcrest.— Por quê?— P

  • Rejeitada pelo Supremo agora ele IMPLORA MEU PERDÃO    CAPÍTULO 157 — NÃO É O MEU POVO QUE PASSA FOME

    — Podem se levantar.A voz de Evelyn atravessou o salão sem esforço.As cabeças começaram a se erguer.Primeiro lentamente.Depois quase ao mesmo tempo.Alguns homens voltaram imediatamente às próprias cadeiras, tentando recuperar a dignidade que haviam deixado pelo caminho quando precisaram se curvar diante da mulher que, anos antes, muitos deles haviam visto deixar Valcrest como traidora.Outros permaneceram de pé por mais alguns segundos.Malrik foi um deles.Evelyn percebeu.Não porque estivesse procurando. Era impossível não perceber.O Primeiro Ancião mantinha o queixo erguido, os olhos fixos nela, como se aquela reverência ainda queimasse em sua garganta.Lyssandra sentou-se ao lado do pai.Impecável.Vestido claro.Joias discretas.Cabelos organizados de forma que nada parecesse fora do lugar.Era exatamente o tipo de mulher que Valcrest esperava encontrar em uma sala política.Evelyn puxou a cadeira. A capa negra deslizou sobre o encosto.Calças.Botas.Couro.O broche de Ast

  • Rejeitada pelo Supremo agora ele IMPLORA MEU PERDÃO    CAPÍTULO 156 — TODOS SE CURVAM

    Durante anos, qualquer visão de Nyra nas lembranças fazia a criatura despertar.Agora Evelyn estava a poucos metros.Viva.Sentada entre seus homens.E o lobo continuava em silêncio.Theron respirou lentamente.Caleb olhou para ele.Não perguntou nada.Não precisava.Sentia.O vínculo entre Alpha e Beta não era o mesmo que existia entre companheiros.Mas Caleb conhecia a força de Theron havia tempo demais.Conhecia a pressão natural que o lobo exercia ao redor dele.Naquela manhã, parecia caminhar ao lado de um homem sozinho dentro do próprio corpo.— Você dormiu? — perguntou baixo.— Não.Caleb assentiu.Foi tudo.Theron olhou novamente para Evelyn.Havia um lugar preparado para ela na mesa principal.Ao lado dele.Não por intimidade.Por protocolo.Rainha de Asterion.Supremo de Valcrest.Era onde deveriam sentar.Evelyn nem olhara para a cadeira.Estava com sua comitiva.Darek dizia alguma coisa.Tina respondia.Ward tentava abrir uma pasta e Evelyn empurrava a mão dele de volta pa

More Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status