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CAPÍTULO 4

ผู้เขียน: Liora
As criadas no andar de baixo gritaram e correram para a varanda. Logo depois, veio o som dos passos de Matteo.

— Lucia! — Ele gritou, correndo até ela e erguendo-a do chão nos braços. — Alguém chame o médico da família. Agora!

Lucia se apoiou nele, com a voz trêmula e cheia de lágrimas.

— Eu escorreguei sem querer... Juro que não foi a Srta. Ricci que me empurrou. Eu só fiquei com medo de que ela tirasse você de mim...

— Chiara Ricci! — Matteo rosnou, lançando-me um olhar frio como uma lâmina. — Tragam-na até mim!

Dois seguranças de uniforme preto agarraram meus braços imediatamente, eles me arrastaram escada abaixo com brutalidade e me forçaram a ficar de joelhos. Com o impacto, minha testa bateu na beirada de um degrau de pedra, e uma dor aguda explodiu no local.

Matteo parou diante de mim, imponente, com os olhos gelados.

— Como você ousou tentar machucá-la?

Cerrei os dentes.

— Não fui eu. Há câmeras por toda parte. Verifique as imagens e vai saber.

Lucia puxou a manga dele e implorou baixinho:

— Por favor, não culpe ela... Ela não fez por mal.

— E você ainda a defende? — A raiva de Matteo aumentou. Ele a segurou com ainda mais força e disse:

— Vou garantir que você receba a justiça que merece, Lucia.

Meus lábios se apertaram numa linha amarga. Ele nem sequer tentou me ouvir.

— Cortem o rosto dela. — Ordenou friamente.

Minha cabeça se ergueu de repente, e meus olhos se arregalaram. Gritei:

— Não! Eu não fiz nada de errado! Você não pode fazer isso comigo!

Matteo zombou.

— Perdeu a coragem agora? Tarde demais.

Ele acenou com a mão.

— Tragam a adaga.

Enquanto isso, Lucia me lançou um sorriso astuto e vitorioso. A fúria subiu pelo meu peito. Ela claramente armou aquela queda para me incriminar.

Matteo empunhou uma adaga militar e a passou pelo meu rosto. A lâmina fria e afiada cortou minha pele fina, provocando uma dor tão intensa que comecei a tremer da cabeça aos pés. Sangue vermelho-rubi escorreu pela minha bochecha e manchou o degrau de pedra de um tom escuro.

— Esse é o preço por não saber qual é o seu lugar. — Disse ele com crueldade, pairando sobre mim. — Tente de novo, e vou garantir que você desapareça de vez.

Meu sangue esfriou aos poucos, mas meu peito ardia de ódio.

Ele era tão cruel quanto na minha vida anterior. Durante oito longos anos, permitiu que eu e meus filhos fôssemos ridicularizados dentro da família.

Matteo ergueu a adaga novamente.

— Vai continuar bancando a teimosa? Admita que errou, e eu deixo você escapar desta vez.

Encarei-o diretamente e pronunciei cada palavra entre os dentes cerrados:

— Eu não fiz nada de errado. Por que você não vai se ferrar?

O olhar dele ficou mais afiado, e ele levantou a lâmina com decisão.

Exatamente naquele instante, passos ecoaram vindos da varanda. Uma voz grave cortou o ar, carregando uma autoridade impossível de ignorar.

— O que você pensa que está fazendo?

Raffaele havia voltado.
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