INICIAR SESIÓN— Você sabe que este é um tema sensível, Jenny. Deixa assim, por favor.
Relutantemente, eu assenti. Se era isso que ele queria, eu respeitaria.Eu não conseguia dormir. Tentei tanto quanto eu pude, mas não consegui convencer meu corpo a seguir a minha mente. Eu devia estar com jet lag, cansada, na máxima exaustão, era a explicação. Mas eu estava também bastante confusa. Olhei para o relógio e percebi que era tarde demais para ligar para a minha mãe e eu realmente não estava preparada para a gritaria dela.Ela iria me dizer exatamente que era uma estúpida decisão essa que eu tinha feito e eu não estava pronta para ouvir isso ainda. Então, eu saí da cama e vesti um roupão de seda caro que eu tinha trazido. Estes eram os prazeres que me deixavam mais culpada, pois era onde boa parte do meu dinheiro se ia.Puxei-o em torno de mim com força e amarrei-o. Coloquei minhas pantufas felpudas e sai do quarto. Eu esperava que não tivesse ninguém acordado em nenhum lugar, ou isso seria muito embaraçoso.Eu calmamente desci, os meus pés fazendo um ruído surdo no chão. A lareira estava acesa, mas ninguém estava em torno dela. Eu fiz uma careta, mas dei de ombros. As pessoas ricas e seus brinquedos.As portas francesas estavam abertas e eu olhei para o gramado. Calmamente fui andando e a vista era realmente impressionante. Ela me tirou o fôlego. Olhei novamente para o gramado. O luar caiu sobre ele, banhando-o. As luzes brancas que estavam ali só acentuavam a sua beleza.Havia pequenos arbustos e plantas, e uma horta no canto mais distante. A única coisa que faltava era um lago. Uma pequena risada escapou de mim quando eu pensei sobre onde eu estava escondida. Eu envolvi minhas mãos em volta de mim, o frio ficando mais intenso.Embora a Itália fosse muito quente, senti um arrepio. Pelo menos não estava chovendo. Eu sorri.— Bonito, não é? — Alguém falou atrás de mim e eu gritei, virando-me. Pierre Lawrence ficou atrás de mim em toda sua glória. Ele parecia tão bonito, e tão... comestível. Ele estava vestindo apenas a calça do pijama, deixando seu lindo peito à mostra.Ele levantou uma sobrancelha para mim.— Srta. Kingsley?— Jennifer. — Eu o corrigi. — Sim?— O que você está fazendo fora tão tarde? — Ele perguntou curiosamente, chegando a ficar ao meu lado.— Eu poderia te perguntar a mesma coisa. — Repliquei, mas quando ele me lançou um olhar sério, eu respondi. — Eu não conseguia dormir. E você?— Eu não conseguia dormir. — Disse ele, mas eu peguei o desconforto em sua voz. Eu não pressionei para obter mais informações, então Pierre rapidamente mudou de assunto. — Então, como você e meu irmão se conheceram?Eu sorri com carinho.— Seu irmão idiota derramou seu café em mim quando eu estava no meu caminho para a biblioteca da universidade. Eu não gostei dele, obviamente. Aquele era o meu vestido favorito. E o resto é história.— Você sabe... — Ele começou a dizer, mas hesitou. Eu levantei minhas sobrancelhas para ele. — Eu sempre pensei que Adrian fosse gay.Eu parei minha respiração. O que? Depois respirei fundo. Ele pensou, logo não sabia.— Oh, sim?Essa foi a melhor resposta que eu poderia ter dado? Estúpido Jenny, minha voz interior me incitou.Sério? Oh? Agora, mesmo que ele não era suspeito, ele seria.— Sim, ele pensava que eu não o notava olhando as fotos de todos os modelos masculinos nas revistas da mamãe ou olhando alguns caras na rua. Mas eu acho que eu estava errado, no fim das contas. — Ele fez uma pausa. — Ele tem você agora.Havia algo em sua voz. Eu não gostei disso, ele parecia magoado... Surpreso mesmo. Foi então que eu descobri que Pierre tinha um segredo. Quem não tinha? Mas uma parte de mim me disse que o seu não era tão... Normal. Perigoso mesmo.— Isso é uma coisa ruim? — Fiz uma careta.Ele ficou quieto por algum tempo. Eu percebi que eu não gostaria de obter uma resposta a esta pergunta. Eu me virei.— Boa noite, Pierre.Assim que eu estava prestes a sair, o ouvi falar.— Não, não é. É uma grande coisa. Você é boa para ele. Ele não é esse cara aberto quando está aqui. Ele não brinca muito.Ele suspirou.— Eu só queria ter te encontrado antes dele.Porra. O quê você diz sobre isso? Eu fiquei sem palavras. Eu não sabia o que dizer ou fazer. Eu sabia que se eu me virasse, eu gostaria de me lançar em seus braços, mas eu não podia. Eu fiz a única coisa que eu podia.— Obrigada, Pierre.Acordei com um bater horrível na minha porta. Fiz uma careta, odiando a pessoa atrás dela. Levantei-me e abri a porta. Um Pierre divertido estava ali, mas seus olhos escureceram e seu sorriso caiu quando ele olhou para mim.— O que? — Rosnei para ele.— Ahm... Você deve vir para baixo. E colocar algumas roupas.Foi então que eu percebi que estava com minha roupa de dormir. Um robe bem menor do que o que eu usava quando o vi de madrugada. Corei furiosamente e fechei a porta na cara dele. Tomei banho em tempo recorde e coloquei um vestido. Era um vestido azul real que tinha um decote suave, e era encaixado na região do peito, abrindo-se mais abaixo. Ele parava cerca de quatro polegadas acima do joelho. Eu decidi renunciar à maquiagem, optando apenas por um gloss rosa em seu lugar.Desci e Adrian já estava no pé da escada. Ele me deu um sorriso de desculpas. Apertei os olhos para ele.— Jenny... Eu não posso sair com você hoje. Meu pai me chamou para verificar algumas coisas.Eu fingi um sorriso. Eu estava realmente animada com a saída, mas ele parecia querer estar com o pai. Eu queria gritar com ele, mas optei por um pequeno sorriso.— Está tudo bem, Adrian. Eu vou encontrar outra coisa para fazer.Adrian sorriu um sorriso de desculpas.— Eu disse que eu não vou. Não significa que você não pode.Dei-lhe um olhar confuso.— Você pode ir com o Pierre.Oh inferno.Calma, Jennifer. Lembre-se de respirar. Você tem tempo. Eu repetia para mim mesma o tempo todo. O problema é que é difícil se concentrar nessas coisas quando você está sentindo uma dor horrível que parece que vai arrancar uma parte do seu corpo.— Eu estou aqui, cara.A voz calma e tranquilizadora do Pierre também não estava ajudando. Eu sabia que era para ser reconfortante, mas se ele dissesse isso mais uma vez, eu jogaria a primeira coisa que minha mão alcançasse na cabeça dele.Adrian estava dirigindo como um louco pela rua e eu não aguentava mais. Eu queria entrar logo na sala de cirurgia. Eu tinha sido teimosa e esperado até o último minuto, aparentemente. Se eu tivesse resolvido ir ao hospital na noite anterior, não estaríamos xingando motoristas lentos ou furando sinais ao meio dia.— Adrian, acelera mais. Ela está esmagando minha mão. — Pierre disse com a voz sofrida. Eu tinha pegado sua mão na hora em que entrei no carro e ela já devia estar branca por causa da minha pressão.
— Você vai se casar. — A voz de Adrian estava atordoada. Como se ele não soubesse de antemão, ou como se ele tivesse acabado de ouvir sobre isso.Eu levantei minhas sobrancelhas.— Por isso que estamos aqui, e eu estou em um vestido de casamento.— Merda. Você vai mesmo se casar. — ele repetiu.Eu franzi a testa e estava quase perguntando se ele ainda estava de ressaca, mas então ele falou novamente.— Você deveria continuar sendo uma solteirona cheia de gatos.— Eu odeio gatos, Adrian. — Eu ri para ele.— Ainda assim. Quem é estúpido o suficiente para se casar com você?— Seu irmão. Pare de bancar a cadela recalcada no meu casamento.— Eu não estou sendo recalcada. — Adrian sorriu para mim e depois me abraçou. — Você está linda. Meu irmão não vai saber o que o atingiu. Mas admito que estou com um pouquinho de inveja por você se casar e eu não.— Quem sabe você não consegue arrastar o Dylan para uma capelinha aqui em Vegas. Ele já descansou da viagem?Dylan não veio para Vegas conosco
Pierre ficou olhando para mim com expectativa. Eu estava com os olhos marejados e minhas palavras ficaram presas na garganta. Nem se eu quisesse, poderia dizer não. Sinceramente, quando conheci Pierre nunca imaginei, nem mesmo em meus melhores sonhos, que ele seria meu marido. E aqui estava ele agora, esperando uma resposta que com certeza estava clara no meu rosto como a lua lá fora.— Sim.Ele soltou um suspiro audível. Eu ri e afastei as lágrimas com as costas das mãos, em seguida, ele foi até a mesinha, abriu a caixinha e se ajoelhou.— Jennifer Kingsley Harrison, é uma enorme honra fazer de você minha noiva. Obrigada por aceitar fazer da minha vida uma vida mais feliz.Ele pôs o anel no meu dedo, se levantou e me puxou para si. Colamos nossos lábios e caminhamos até a cama.— Por que não me deixa colocar a lingerie daquela arara ali? — perguntei contra sua boca, enquanto ele me beijava.— Podemos pular essa parte. — ele enfiou as mãos pelas minhas costas e desabotoou meu sutiã. —
— Acorde, dorminhoca.Ouvi um barulho longe.— Eei. Acorde.Senti beijos suaves nas minhas costas.— Você vai mesmo querer ficar na cama com o dia que eu preparei para nós?Dentes começaram a brincar com a minha orelha. Mãos apalparam minha bunda e, em seguida, meus seios. Ok, agora eu estava muito acordada.— Huuum.— Até que enfim alguma resposta.E antão, as mãos sumiram.— Não era para você parar. — eu resmunguei.— Eu adoraria começar o dia com sexo, mas teremos um dia cheio. — Pierre riu, um som rouco e baixo. — Mas o que acha de adiarmos para o fim do dia e início da noite? Se tudo sair bem, espero estar dentro de você antes das nove.Virei a cabeça para trás e vi um pequeno sorriso travesso em seus lábios.— Pierre Lawrence, o que você está aprontando?— Levante-se. — ele respondeu apenas. Deu um beijo na minha testa e saiu da cama.Eu me alonguei ainda sob os lençóis e resolvi descobrir o que ele estava fazendo. Tomei um banho rápido e fui encontrá-lo na varanda do quarto. A
Eu não sabia muito o que dizer ao Pierre enquanto o mantinha em meus braços, mas eu queria curá-lo. Ficamos tanto tempo juntos, apenas abraçando um ao outro, que esquecemos a comida. E quando fomos para a cama, eu não consegui pregar o olho. A intensidade da situação que ele me contou ainda pesava sobre mim.Cansada de ficar rolando de um lado para o outro, e não querendo acordá-lo, pois sabia que momentos de sono tranquilo como ele estava tendo eram raros, eu calmamente escorreguei para fora dos lençóis e saí do quarto em direção à praia.Os grãos de areia penetraram meus pés enquanto eu andava. O único barulho que dava para ouvir era o das ondas e eu não poderia ser mais grata. Eu queria espairecer um pouco e aquilo era um calmante natural. A praia parecia mais bonita do que quando chegamos, com apenas o luar e as luzes do hotel refletindo na água.Agora eu entendia a aversão de Pierre à mãe e o motivo de Adrian parecer ser o queridinho dela. Ele tinha motivos para odiá-la. Mesmo a
— Jennifer, já chegamos.— E daí? — Eu virei o rosto para o outro lado da poltrona.— Você vai precisar de se levantar, querida.Abri meus olhos para ver seu lindo rosto sorrindo para mim, mas também um pouco de preocupação.— Vamos.Eu me sentei, penteei o cabelo com os dedos e fiz um rabo de cavalo.Ele pegou minha mão e nós saímos do jatinho. O ambiente era úmido e eu não reconheci. Então vi a placa no aeroporto.— Bali?Pierre sorriu. — Nada como a praia e o sol para fazer você se sentir melhor.Eu sorri, inclinando-me para beijá-lo. — Obrigada.O percurso até o hotel foi em silêncio, nós dois perdidos em nossos pensamentos. Eu sabia que ele estava pensando em Arianna. E eu estava pensando sobre essa história.Assim que nos instalamos, Pierre pediu serviço de quarto. Eu não queria comer fora, e foi muita gentileza dele perceber isso.— Você falou com seus pais? — senti a necessidade de falar, para quebrar o silêncio entre nós.— Falei. — ele parecia um pouco divertido com essa per







