MasukAcordei em silêncio, ainda processando, mesmo que lentamente, tudo o que havia acontecido. O quarto estava escuro, mas com alguns raios de luz que conseguiam passar pelos cantos do blackout. A temperatura era muito agradável e, por debaixo da coberta, Camila estava junto a mim, abraçando-me pelas costas.
Meu corpo estava exausto como há muito tempo não ficava, porque é incrível o quanto é diferente fazer um sexo casual, de transar com alguém que mexe com você de uma forma especial. O deseAcordei em silêncio, ainda processando, mesmo que lentamente, tudo o que havia acontecido. O quarto estava escuro, mas com alguns raios de luz que conseguiam passar pelos cantos do blackout. A temperatura era muito agradável e, por debaixo da coberta, Camila estava junto a mim, abraçando-me pelas costas.Meu corpo estava exausto como há muito tempo não ficava, porque é incrível o quanto é diferente fazer um sexo casual, de transar com alguém que mexe com você de uma forma especial. O desejo era tamanho que nem sei o tempo que levamos, só sei que me deliciei em cada segundo até que o sol começou a clarear o nosso dia.Não fazia ideia de que horas eram e se não fosse pelo roncar do meu estômago eu continuaria sem saber, mas olhei ao redor em busca do meu celular e descobri que já passavam das duas da tarde, o que fazia sentido, já que havíamos dormido por volta das seis da manhã.Me levantei com o máximo de cuidado, pois não queria acordá-la, até porque eu precisava de mai
Camila se aproximou, enrolada em um lençol, e se sentou ao meu lado, no chão mesmo, onde me encontrava. Olhamos uma pra outra com um ar de constrangimento e sorrimos. O som de seu sorriso era tão gostoso. – Você não deve ter entendido nada do que eu fiz, né? – Me perguntou ela.– Pra te ser sincera, realmente não entendi, mas não posso dizer que reclamo. – Sorri.– Existem coisas que ainda são difíceis pra mim, difíceis até de falar a respeito, mas juro que não sou doida, a vida é que não tem sido muito fácil.– Não posso te julgar, a minha também tem sido uma loucura, mesmo que só por dentro, muitas das vezes.– Pois é... – Respirou fundo olhando pro nada. Me olhou e continuou. – Eu pretendia não te procurar, uma porque não to bem e outra porque não quero que pense que tenho algum interesse por qualquer que seja a sua situação financeira, que nitidamente parece ser muito melhor do que a minha.– Por isso você não me contou sobre sua demissão e mentiu sobre
Seus lábios, sua pele... seu calor. Achei que não a veria mais, achei que a despedida depois do Uber teria sido nosso último encontro, mas agora ela estava em meus braços, e eu, completamente nos seus. Camila me abraçava e nos beijávamos enquanto caminhávamos, cambaleantes, por dentro do apartamento.Não serei modesta, não economizarei palavras, pois aquilo era o que mais queria desde que me perdi em seu olhar e em seu sorriso. Tirei sua blusa ainda enquanto caminhávamos e não tenho como descrever o quão delicioso era sentir sua pele no tato de minhas mãos.Nós ardíamos em paixão, isso era extremamente recíproco naquele momento e sabíamos disso. Sabe quando você saboreia sua refeição favorita? Pra mim era essa a sensação, como se estivesse saboreando o que havia de mais saboroso e, por mais que isso me assustasse, de maneira alguma me permitiria atrapalhar por qualquer que fosse o motivo.Entramos pelo quarto, onde ela me colocou contra o armário enquanto seguíamos nos b
– Eu preciso conversar com você, por favor, Le, me deixa falar. – Pediu ela.– Como você me encontrou? – Perguntei puta.– Isso não vem ao caso agora, só me deixa entrar, lá em cima a gente conversa, por favor, por tudo que nós vivemos...– Não me venha com isso de “por tudo que nós vivemos” porque você sabe, muito melhor do que eu, a respeito do que realmente vivemos, ou do que você viveu enquanto eu era colocada como a insensível e etc.– Eu sei... perdão... por favor, meu amor, me deixa subir.Fiquei longos e breves segundos em silêncio olhando-a e digerindo que ela realmente estava ali, bem na minha frente, querendo conversar comigo, depois de tudo que havia acontecido entre nós, mas, o que mais me irritava, de verdade, era a minha dificuldade em mandá-la embora.Se eu a deixa-se subir poderia ser ainda mais difícil colocá-la pra fora, e nem digo isso por meus sentimentos, mas por diversos fatores. Falei:– Quer conversar? Vamos conversar, mas não vamos subir, vamos até a praia, l
Tentei obter alguma informação a mais vinda do restaurante, mas não queria parecer doida e sei que eles também não podem passar informações pessoais das pessoas pra terceiros. Minha situação era complicada, pois quem me garante que o endereço onde a deixei era realmente onde ela morava? Como encontrar alguém numa Cidade tão grande quanto o Rio de Janeiro? Eu queria mesmo me desgastar para encontrá-la? O que fazer? Não sabia.Parei do lado de fora do restaurante me sentindo perdida, olhava de um lado pro outro enquanto era consumida por uma angustia estranha. Confusa. Me sentia muito confusa e sem saber o que fazer.– Ei. – Ouvi uma voz feminina vindo pelas minhas costas.Olhei pra trás e era uma moça que já havia visto trabalhando no restaurante. Ela estava se dirigindo a mim enquanto vinha saindo do estabelecimento. Fiquei imóvel aguardando-a se aproximar.– Você tá procurando a Camila, não tá? – Me perguntou a moça.Eu poderia tentar disfarçar, mentir, ou qualquer coisa, mas aquela
No dia seguinte acordei com meu celular aos berros. Lúcia estava me ligando, sendo aquela já a sua quinta tentativa. Ainda grogue, eu atendi, até porque a conheço e sei que não pararia enquanto não falasse comigo, e perguntei:– Por que de tanto desespero? Aconteceu alguma coisa?– Claro que aconteceu, você me mandou mensagem dizendo que tinha muito pra contar, mas eu só vi hoje de manhã. Acorda e me conta! – Exigiu ela.– Como está sua viagem?– Acredito que nem preciso dizer, né? Quando não está chata, é porque alguém ta fazendo algum tipo de barraco de família, mas como eles tentam manter a pose, então a viagem fica chata a maior parte do tempo mesmo. Agora me conta! – Insistiu.– Eu acabei de acordar, calma.– Não tenho culpa, bora, bora, se anima aí.– Eu vou te contar tudo, mas não agora, até porque ainda to processando as coisas, mas o que posso adiantar é que os últimos dias giraram em torno da Bea ter me mandado duas mensagens enquanto eu acabava de conhecer uma pessoa maravi







