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Capítulo 2

Penulis: Mia Writes
last update Tanggal publikasi: 2026-08-10 18:17:42

O Alfa Leonardo me pendurou em seu ombro enquanto arrombava a porta do próprio quarto como o mafioso sem modos que era, me arremessando na cama dele.

Minhas costas caíram nela com um estrondo, e senti uma dor aguda e repentina na cintura. Minhas mãos seguraram minha cintura enquanto um grito escapava dos meus lábios. Tentei me mover, mas senti uma rigidez repentina. “Será que esse monstro acabou de me paralisar?” gritei em pensamento, com os olhos fixos na cara irritante dele.

“Está na hora de começar a pagar a dívida do seu pai”, a voz dele estava envenenada. Ele se esticou em direção às minhas pernas, puxando-as com força para si, como se quisesse separar minha cintura da parte superior do meu corpo.

“O que você pensa que está fazendo?” rosei, olhando para ele pelo espaço aberto entre minhas pernas abertas.

“Como você se atreve a me questionar? Que porra você achou que estava assinando?” O tom dele foi implacavelmente brusco e frio. As mãos dele desabotoavam lentamente os botões da camisa.

Meus olhos percorreram seu corpo peludo enquanto ele jogava a camisa longe, com a mão alcançando o cinto. Senti minha respiração travar na garganta enquanto o medo me dominava como um torno. Eu nunca tinha visto um pau na minha vida, e não estava pronta para colocar meus olhos em um.

Ele desfez o cinto e abriu o zíper da calça, revelando sua cueca branca. Segurou minhas pernas mais uma vez, me arrastando para mais perto.

Lutei para chutá-lo para longe, mas ele segurou minhas coxas com força, separando-as, e me puxou para mais perto de si. Minha frente ficou posicionada bem diante dele.

O Alfa Leonardo deslizou a mão por baixo da minha saia, alcançando minha calcinha e agarrando-a.

Segurei a mão dele em um instante: “Não, por favor, Alfa!! Eu nunca estive com homem nenhum! Por favor, pare!!” Lutando para libertar minha calcinha do aperto dele.

Ele pausou, seu olhar fixo no meu rosto enquanto fungava misteriosamente, como se eu o estivesse entretendo. “O que te faz pensar que eu me importo?” Ele zombou e rasgou minha calcinha em um instante, me fazendo gritar.

Tentei puxar minhas pernas para longe dele, meu coração disparado ainda mais rápido, mas ele segurou minhas mãos e as empurrou para cima da minha cabeça. “Você está me machucando, por favor, Alfa. Eu te imploro”, lágrimas encheram meus olhos enquanto eu gritava.

Esse era o meu pior medo — um homem se forçando sobre mim.

Mas ele fez ouvidos moucos. O Alfa Leonardo estava prestes a tirar a cueca quando uma batida na porta o fez parar. “Alfa Leonardo, por favor, o senhor tem um assunto urgente para resolver.”

Aquela batida veio como um resgate, e o Alfa Leonardo finalmente me soltou.

Ele pegou sua camisa e saiu furioso.

Eu me encolhi em uma bola, lágrimas quentes escorreram pelas minhas bochechas enquanto meu corpo tremia de medo. A ideia de que essa era a minha realidade era algo que eu ainda não tinha aceitado.

Qual seria o meu destino? Como eu seria capaz de lidar com essa fera? Seria eu capaz de sobreviver a ele antes de um ano?

Minhas lágrimas aumentaram quando o pensamento de como o Caleb se sentiria ao saber que o deixei por outro homem veio à mente. Como vou explicar as coisas para ele estando presa aqui? Se eu tivesse minha Loba, teria feito uma ligação mental com ele.

O Caleb era meu melhor amigo e o único homem com quem eu tinha uma conexão romântica. Passamos por altos e baixos por causa da nossa classe como Ômegas. Tínhamos concordado em entrar em um relacionamento romântico quando eu fizesse 18 anos, e faltava apenas um mês para o meu aniversário de 18 anos. Mas nada disso vai acontecer. A vida linda que planejei com o Caleb não vai acontecer por causa do erro do meu pai.

Agarrei o travesseiro da cama, minhas lágrimas jorrando a cada segundo que passava, encharcando o travesseiro e o colchão. A tristeza envolveu meu corpo e parecia que o meu lado feliz simplesmente tinha desaparecido.

Ouvi a porta do quarto se abrir e me sentei ereta na cama num pulo. Mas meus olhos se encontraram com os de outra pessoa, e não com os do Alfa Leonardo. Era uma jovem mulher, muito deslumbrante, para ser exata. Ela segurava alguns papéis nas mãos.

Ela tinha 1,65m de altura, olhos azuis brilhantes, cabelos escuros e longos que caíam confortavelmente na altura da cintura. Usava um vestido curto preto que revelava suas pernas impecáveis e retas. Seus stilettos vermelhos se ajustavam perfeitamente aos pés, e ela parecia muito elegante neles.

“Você é o novo brinquedinho do Alfa Leo, né?” Ela disse, com um deboche nos lábios.

“Eu não sou brinquedo de ninguém.”

Ela deu uma risadinha maliciosa, o nariz enrugado de nojo enquanto seus olhos percorriam meu corpo. “Vejo que você tem coragem”, ela jogou os papéis na minha cara e eu me encolhi. Os papéis se espalharam por toda a cama.

“Esse é o seu acordo final com o Alfa Leo, certifique-se de assinar antes que ele volte. Não sei o que o Alfa Leo vê nessa ômega imunda e fedorenta.” Ela bufou e saiu do quarto.

As palavras dela me atingiram como uma tempestade enquanto eu a observava sair. Levei o nariz ao sovaco, cheirando para confirmar se conseguia perceber algum cheiro desagradável, mas nada. “Então por que ela me insultou? Acho que tem muita gente sem educação nesta casa.”

Juntei os papéis um a um, organizando-os em uma pasta, antes de passar os olhos por eles. Era um contrato de casamento de um ano que parecia um acordo com risco de vida. O contrato vinha com um aviso no final que dizia: “Se você não assinar nosso acordo final, considere seu pai morto.”

Que pessoa normal enviaria um contrato de casamento com uma ameaça de morte?

Levantei da cama com os papéis nas mãos. Meus pés andavam de um lado para o outro pelo quarto como um animal enjaulado, contemplando o que fazer.

Devo finalizar isso ou não? E se depois de um ano eu não conseguir recuperar minha vida, o que seria de mim? Mas o meu pai... eu não podia deixá-lo morrer, e pagar o dinheiro do Alfa Leonardo era quase o mesmo que a palavra ‘Impossível’.

Mordi o lábio inferior enquanto as lágrimas embaçavam minha visão. Peguei uma caneta da penteadeira.

Meu coração martelava no peito enquanto minhas lágrimas caíam lentamente pelas minhas bochechas, encharcando os papéis em minhas mãos.

Um suspiro enorme escapou dos meus lábios quando assinei meu nome, finalizando o contrato com a fera.

Apertei os olhos com força, as lágrimas escorrendo ainda mais. “Acabei de me vender para o diabo”, murmurei.

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