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Roubada pelo Alfa Diabólico
Roubada pelo Alfa Diabólico
Penulis: Mia Writes

Capítulo Um

Penulis: Mia Writes
last update Tanggal publikasi: 2026-08-10 18:14:37

Eira;

Você já pronunciou uma palavra que nunca teve a intenção de dizer diante do terror, e as palavras saíram pela culatra multiplicadas por cem? Pois é… sou eu agora mesmo diante do Alfa Leonardo, cujos olhos aterrorizantes estavam perfurando minha alma, fazendo meu coração disparar em pânico.

Eu sempre soube que minha língua afiada me meteria em encrenca algum dia, e sim, meteu. Uma encrenca bem grande, por sinal. E agora mesmo, espero não ser morta ao lado do meu pai, quando o motivo de eu ter soltado a língua era salvar a vida dele da fera: o Alfa Leonardo.

O Alfa Leonardo se aproximou um pouco mais de mim, sua mão agarrou minha mandíbula enquanto ele a pressionava com suas garras afiadas. Seu rosto se contorceu em uma careta. “Vejo que você tem uma língua bem afiada. Será uma honra cortá-la em pedacinhos”, ele jogou meu rosto para o lado, e meu pescoço estalou. “Tragam o tolo aqui e cortem a mão dele por roubar meu dinheiro”, o Alfa Leonardo ordenou.

E seus mafiosos de repente avançaram sobre o meu pai.

“Que tipo de Alfa trata seu súdito como um pedaço de merda, só por causa de trinta mil dólares? Você deveria abaixar a cabeça de vergonha!!” eu me esgoelei com ele, lágrimas reabastecendo meus olhos. Minhas palavras soaram como um desejo de morte para mim.

Os braços do Alfa Leonardo se estenderam como um sinal na direção de seus mafiosos — palma para fora. “Soltem o ladrão imundo”, ele ordenou mais uma vez, e seus mafiosos agressivos largaram os braços do meu pai.

Seu olhar flamejante me encontrou. E um pequeno sorriso apareceu em seus lábios enquanto ele caminhava lentamente até mim. Colocando o dedo sob o meu queixo, levantando meu rosto: “Parece que essa coisinha preciosa adora se fazer de corajosa. Quão bem você consegue jogar xadrez?” Seu dedo deslizou até minhas clavículas.

Meu coração disparou ainda mais rápido, como se estivesse prestes a explodir. Minhas pernas tremeram enquanto eu lutava para não deixá-las ceder, o suor brilhando na minha testa e no meu queixo. Eu não sabia o que estava fazendo, enfrentando o mortal Chefe da Máfia. Mas espero que hoje não seja meu último dia na terra.

“Apenas poupe a vida do meu pai, eu prometo que vamos dar um jeito no seu dinheiro”, eu gaguejei, forçando as palavras para fora da minha boca.

Os cantos da boca do Alfa Leonardo se curvaram, revelando seus dentes. Seus olhos se franziram nas laterais, criando uma teia de linhas finas que pareciam irradiar maldade. Seu sorriso era frio. “Eu não perdoo os meus inimigos. A única maneira de você salvar o seu pai é se fizer um acordo comigo.”

Lentamente ele se inclinou para frente, com os lábios mais próximos do meu ouvido, enviando um arrepio pela minha espinha enquanto sussurrava cruelmente: “Seja a minha mascote por um ano em troca da liberdade do seu pai.” Sua voz rouca soava ameaçadora.

Afastando-se, notei os desejos perversos que enchiam os olhos dessa fera.

Meu olhar se voltou para o meu pai, que encolhia seu corpo trêmulo no chão frio de medo, cheio de hematomas por todo o corpo. Eu sabia que meu pai tinha o hábito nojento de jogar, mas ele não merecia morrer.

Sim, meu pai roubou do Alfa Leonardo, e também tinha roubado de muita gente. Mas desta vez, foi por uma boa causa. Minha mãe estava morrendo, e precisávamos de dinheiro para a cirurgia cardíaca dela.

Era um assunto urgente, e meu pai não tinha dinheiro porque tinha perdido tudo no jogo, deixando minha mãe e eu na miséria absoluta. Meu pai tinha roubado de todo mundo: vizinhos, colegas de trabalho, membros da família e até da minha mãe.

A doença da minha mãe veio no pior momento possível. Quer dizer, nunca há um momento perfeito para uma doença, mas desta vez foi o pior. Não havia dinheiro para remédios, quanto mais para uma conta de hospital. Como teríamos dinheiro para uma cirurgia cardíaca, quando não podíamos pagar por uma refeição decente?

Eu tive que largar a escola só para arrecadar dinheiro para a saúde da minha mãe. Muitos lugares onde fui procurar emprego me recusaram porque eu não tinha idade para trabalhar. Não tínhamos ninguém que pudesse nos ajudar.

O que uma Ômega de 17 anos como eu faria em um mundo solitário? Eu não apoiava os roubos do meu pai, mas por essa causa, eu o aplaudia.

Agora eu teria que tomar uma decisão terrível que me mandaria para o inferno, só para salvar meu pai. Eu sei com certeza que se meu pai morrer, minha mãe eventualmente se juntará a ele. Era quão forte era o laço de companheiros deles.

Olhando de novo para a fera que estava na minha frente com um sorriso alegre nos lábios, eu nunca imaginei que ‘ser a mascote dele’ seria o pedido dele em troca da vida do meu pai.

Sabe essa fera na minha frente? Ele era o pior do seu tipo.

O Alfa Leonardo era o Alfa da nossa alcatéia, mas todos o odiavam e o temiam.

Ouvimos boatos de como ele tinha matado muita gente, assim como seu falecido pai, que também era um gângster. O Alfa Leonardo nasceu em um lar da máfia. Após a morte de seu pai, ele assumiu o cargo de Alfa da nossa alcatéia — a Alcatéia Silver Lake. E também foi tornado o Chefe da Máfia de sua família de sanguessugas frios. No entanto, ele é jovem.

Ouvia dizer que muitas lobas de alto nível o queriam como amante e estavam prontas para fazer qualquer coisa só para tê-lo. Eu costumava duvidar da possibilidade de elas serem obsessivas pelo Alfa Leonardo, até a primeira vez que coloquei meus olhos nele no mercado.

Ele tinha a altura perfeita, 1,80m de altura, um rosto bem estruturado com um nariz esculpido. Seus olhos castanhos eram tão bonitos que quase o confundi com uma bela mulher. Seu porte físico também era perfeito; atlético.

Eu nunca tinha visto um homem tão perfeitamente criado pela Deusa. Mas a personalidade dele estragava tudo. Ele era implacável e impiedoso, orgulhoso e arrogante. Uma fera nojenta, que não tinha o menor respeito por seus súditos.

Todos o detestavam, e eu liderava essa fila. Meu ódio por ele cresceu após o incidente no mercado, quando seus mafiosos derrubaram uma senhora idosa, e nenhum deles conseguiu abrir a boca imunda para dizer uma palavra gentil de desculpa.

O Alfa Leonardo passou por mim naquele dia, enquanto eu segurava a senhora idosa, ajudando-a a se levantar. Ele tinha um sorriso cruel e perverso no rosto, o mesmo que ele tem agora mesmo na minha frente.

Engoli em seco o caroço na minha garganta, fixando meus olhos de volta no Alfa Leonardo. “Eu farei tudo o que você desejar de mim, mas certifique-se de não tocar em mais um fio de cabelo do corpo do meu pai.”

Ele deu uma risadinha maliciosa, mas seu sorriso se desfez em um deboche em um instante: “Peguem o promissória do pai dela.” Ele ordenou a um mafioso, que abriu uma maleta e tirou um papel branco, entregando a ele.

O Alfa Leonardo agarrou meu polegar, cravando um objeto afiado nele, o que enviou uma dor muito intensa para minhas veias. As lágrimas nos meus olhos escorreram pelas minhas bochechas. Um pouco de sangue jorrou do meu polegar, e ele o pressionou com força na lateral do papel que tinha o nome do meu pai escrito.

“Nosso contrato está selado”, ele pronunciou friamente e soltou meu polegar. Seu rosto se voltou na direção de seu mafioso. “Podem soltar o velho dela”, ele instruiu com preguiça.

Meu olhar voltou disparado para o meu pai. Fiz menção de correr em direção a ele, mas notei um puxão forte pelo lado.

Antes que eu pudesse dizer uma palavra, meus pés saíram do chão. Minha cintura foi colocada no ombro direito do Alfa Leonardo, minhas pernas balançando no ar. Enquanto ele saía da nossa casa minúscula comigo pendurada em seu ombro.

Eu lutei para me libertar, mas ele de repente me jogou no banco traseiro de seu carro, batendo a porta com força, e eu dei um pulo de medo.

O Alfa Leonardo ajeitou o bumbum no banco da frente e seu motorista acelerou sem pronunciar uma palavra.

Foi nesse instante que me dei conta de que tinha me arrastado para a porra do inferno.

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