INICIAR SESIÓN~ Benício ~Malu saiu deixando os cacos do prato no chão, e eu precisei conter um sorriso. Chiara tinha mandado a irmã nos espionar. Não havia outra explicação para aquela aparição, embora o sotaque continuasse sendo um mistério.Acompanhei sua saída antes de voltar a atenção para Camilly. Se Chiara queria saber alguma coisa, teria que perguntar. Eu não pretendia continuar aquela conversa com a irmã dela por perto, pronta para contar tudo depois.— Você conhece essa menina? — Camilly perguntou.— Por quê?— Parecia estar prestando bastante atenção em nós.— Depois de quebrar um prato ao nosso lado, seria estranho não prestar.Esperei o funcionário que chegou depois terminar de recolher os cacos e peguei o celular.
~ Malu ~O prato escorregou das minhas mãos e se espatifou no chão com um estrondo que fez metade do restaurante olhar na nossa direção.Ah, merda!Por um instante, fiquei parada, encarando os cacos espalhados aos meus pés. Eu havia passado os últimos vinte minutos fingindo que não estava interessada na conversa, mas bastou Camilly propor que Benício abandonasse minha irmã para eu esquecer até como se segurava um prato.— Mil desculpas! — exclamei, agachando-me para recolher os pedaços maiores. — Não se preocupem comigo, podem continuar a conversa. Finjam que não estou aqui.— Está um pouco difícil fingir isso — reclamou Camilly, revirando os olhos. — Sinceramente, acho que vou precisar fazer uma reclamação formal à administração do Mil
~ Malu ~Troquei de função com uma colega em menos de dez minutos. Ela ficou responsável pelo evento da mulher que queria todos os arranjos de flores combinando com a própria roupa, e eu assumi o restaurante da piscina. Achei uma troca bastante justa, embora só uma de nós duas soubesse disso.Quando Chiara apareceu, estava usando um chapéu de palha tão grande que poderia abrigar uma família debaixo dele, óculos escuros que cobriam metade do rosto e um vestido florido que eu nunca tinha visto antes. Parecia uma turista estrangeira tentando passar despercebida depois de roubar alguma coisa de uma loja de lembrancinhas.— Muito discreta — comentei, conduzindo-a até uma mesa atrás de uma palmeira.— Eu sei. Ele nunca vai me reconhecer.— Principalmente porque você está
Na quarta-feira, acordei ainda chateada com Benício.Desde a consulta médica, nossas conversas haviam se limitado ao necessário. Mas o problema era que eu sabia que ele não havia mencionado minha doença por mal. Benício estava preocupado comigo, e qualquer pessoa razoável entenderia isso. Infelizmente, eu não estava me sentindo muito razoável desde que saíra daquele consultório.Enquanto tomava café, ele apareceu na cozinha, já vestido para trabalhar, e me avisou que iria ao almoço com Camilly naquele dia.— Você quer ir comigo? — perguntou, puxando uma cadeira.Olhei para ele por cima da xícara.— Camilly deixou bem claro que era um encontro a dois.— Não é um encontro, Chiara. É uma reunião de negócios, e Camilly não dita as regras. Se você quiser ir, vai comi
— Quero fazer uma avaliação completa — respondeu Benício. — Faz algum tempo que não faço um check-up e achei melhor colocar os exames em dia.— Alguma queixa específica?— Nenhuma. Só prevenção.— Ótimo. Vamos começar com os exames de rotina e ver se há necessidade de alguma avaliação complementar.Benício assentiu.O médico fez algumas perguntas sobre atividade física, alimentação e histórico de lesões. Meu noivo respondeu a todas com uma tranquilidade irritante.Aparentemente, ele não tinha problemas de saúde.Nem sequer uma unha encravada.Quando chegou minha vez, o médico sorriu.— E você, Chiara? O que a traz aqui?Apontei para Benício.— Ele.O médico riu.— Vim obrigada. Gostaria que isso constasse no prontuário.Benício revirou os olhos.— Ela desmaiou ontem.— Ah. — O médico voltou sua atenção para mim. — Conte o que aconteceu.— Estava muito calor. E eu estava usando um casaco um pouco inadequado para a temperatura.— Um sobretudo de inverno — esclareceu Benício. — Fechado a
Na manhã seguinte, permaneci na cama por um tempo consideravelmente maior do que o necessário.Não porque estivesse com sono. Na verdade, já havia acordado fazia uns vinte minutos, mas descobrira que, se permanecesse imóvel, com os olhos fechados e a respiração cuidadosamente controlada, poderia fingir que aquela terça-feira simplesmente não existia.Era um plano excelente.Ou seria, se eu não estivesse dividindo a cama com um homem irritantemente observador.Abri um olho, só um pouquinho, para verificar se Benício já havia saído do quarto.Não havia.Ele estava diante do espelho, terminando de abotoar os punhos de uma camisa azul-clara. Quando nossos olhares quase se encontraram pelo reflexo, fechei o olho imediatamente.— Sei que está acordada, cenourinha. É melhor se arrumar. Não queremos nos atrasar para a consulta.Queremos, sim.Na verdade, eu queria me atrasar tanto que o médico desistisse de me atender, fechasse o consultório e se mudasse para outro país.Maldita hora em que u







