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CAPÍTULO 37 — Parte 2

last update publish date: 2026-09-01 03:21:00

Elara permaneceu diante de Agnes sem dizer nada.

A expressão da governanta havia mudado.

Não era apenas preocupação.

Havia algo mais.

Uma espécie de receio que Elara nunca tinha visto nela antes.

— Menos tempo para quê?

Agnes desviou o olhar.

— Para você ficar longe de problemas.

— Isso não responde à minha pergunta.

— Eu sei.

Elara cruzou os braços.

— Então me responda direito.

Agnes respirou fundo.

Por alguns segundos, pareceu considerar dizer alguma coisa.

Mas, no fim, apenas guardou a chave
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    CAPÍTULO 39 — Lucien encontrou Cael e Kaelay na biblioteca pouco depois do meio-dia. Os dois estavam inclinados sobre uma mesa, com um pedaço de papel envelhecido aberto entre eles. As bordas estavam gastas e havia pequenas manchas amareladas espalhadas pela superfície, como se aquele mapa tivesse passado anos escondido em algum lugar úmido.— Onde vocês conseguiram isso? — Lucien perguntou.Cael levantou os olhos.— Estava dentro de uma caixa antiga. Kaelay encontrou no depósito.Lucien se aproximou. O desenho mostrava Grinvale, as ruas mais antigas e uma parte extensa da floresta que cercava a cidade. Algumas áreas estavam riscadas à mão, enquanto outras tinham pequenas marcas feitas com tinta escura. No meio das árvores, havia um símbolo que Lucien reconheceu imediatamente.Era parecido com aquele que havia aparecido durante o baile.— Esse símbolo... — murmurou.Kaelay passou o dedo sobre a marca.— Também achei estranho. Olha aqui.Ela apontou para uma inscrição quase apagada no

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    Elara permaneceu diante de Agnes sem dizer nada.A expressão da governanta havia mudado.Não era apenas preocupação.Havia algo mais.Uma espécie de receio que Elara nunca tinha visto nela antes.— Menos tempo para quê?Agnes desviou o olhar.— Para você ficar longe de problemas.— Isso não responde à minha pergunta.— Eu sei.Elara cruzou os braços.— Então me responda direito.Agnes respirou fundo.Por alguns segundos, pareceu considerar dizer alguma coisa.Mas, no fim, apenas guardou a chave no bolso do avental.— Ainda não.Elara soltou uma pequena risada, sem humor.— Claro.— Elara...— Não, tudo bem.Ela passou por Agnes e caminhou em direção à escada.— Já entendi.— Entendeu o quê?Elara parou no primeiro degrau.— Que todo mundo sabe alguma coisa e eu sou sempre a última a descobrir.Agnes não respondeu.Elara subiu.---No quarto, fechou a porta.Sentou-se na cama e ficou olhando para as próprias mãos.Estava irritada.Não apenas com Agnes.Com a cidade.Com a mansão.Com a

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