Se connecterLa pareja destinada de Judy, la rechazó para casarse con la hija del presidente de los licántropos, Gavin. Y como si eso no fuera lo suficientemente malo, llevó a su familia a la ruina e intentó convertirla en su amante secreta. La respuesta de Judy fue clara: "¡Preferiría acostarme con tu suegro antes que estar contigo!" Gavin era conocido por su poder, riqueza, y por ser el epitome de la palabra mujeriego, ya que nunca dormía con la misma mujer dos veces. Pero Judy estaba a punto de romper todas sus reglas... una y otra vez.
Voir plusEu estava mesmo fazendo isso.
Andava de um lado para o outro na antessala do salão de festas do Hotel Milani, um dos lugares mais luxuosos da cidade, tentando convencer a mim mesma de que aquilo era uma boa ideia. Contratar um gigolô para fingir ser meu noivo? Deus me perdoe, mas eu não tinha escolha.
Meu ex-noivo estava prestes a se casar. E não com qualquer pessoa, mas com a minha ex-melhor amiga. Sim, eu fui duplamente traída, num pacote "compre um, leve outro" que eu nem sabia que estava assinando. Se existisse um programa de fidelidade para otárias, eu já teria acumulado pontos suficientes para resgatar um tapa na cara e uma passagem só de ida para o fundo do poço.
Ignorar o casamento? Era o que eu queria. Mas Elise fez questão de me ligar pessoalmente! Claramente ela estava querendo rir de mim, me humilhar. Mas eu não podia perder aquela briga. Então disse que iria. Mas pior: eu disse que iria acompanhada pelo meu noivo incrivelmente gato e rico!
— Rico? — Ela riu, parecendo não acreditar.
— Ele é herdeiro de uma das maiores empresas do país — menti.
— Estou ansiosa para conhecê-lo.
No dia seguinte, a notícia já tinha se espalhado. Não fazia nem vinte e quatro horas desde que o convite tinha chegado, e de alguma forma, todos os nossos amigos em comum já sabiam que eu ia ao casamento. E pior: que eu levaria meu noivo milionário.
Agora, além de ser obrigada a comparecer, ainda estavam esperando um espetáculo. Se havia alguma chance de recusar antes, agora não existia mais. Eu precisava ir. Mas se eu ia, não podia aparecer sozinha, humilhada e derrotada. Precisava fingir ser alguém que eu não era.
Fingir já era praticamente meu segundo emprego quando se tratava do meu ex. Eu fiz isso por anos. Fingia que não percebia quando ele chegava em casa com outro perfume impregnado na roupa. Que não notava as desculpas esfarrapadas, os olhares trocados entre ele e Elise quando achavam que eu não estava olhando.
Eu ainda me lembro do vestido que usava, do som abafado da chuva lá fora, do silêncio pesado no apartamento de Elise quando cheguei ali sem avisar. Meu coração já batia forte no peito quando empurrei a porta entreaberta e os vi.
O homem que deveria ser o amor da minha vida, deitado no sofá entre as pernas da minha melhor amiga.
— Alex?
Os dois congelaram. Ele apenas suspirou e soltou um riso nasalado, sem um pingo de remorso.
— Zoey… Isso não ia durar mesmo.
Meu peito travou.
— Isso…?
— Zoey, sinceramente… Você sempre foi tão sem graça — Elise disse.
Minha cabeça virou para ela em um estalo.
Ela deu um sorrisinho de canto, mexendo no próprio cabelo com desdém.
— Você sempre se esforçou tanto pra ser perfeita. Pra ser a namorada ideal, a amiga ideal, a pessoa confiável. Mas vamos encarar a verdade? Você nunca teve nada de especial.
O golpe veio certeiro. Direto na minha alma. Minha melhor amiga. Meu noivo. Os dois rindo da minha cara.
— Ninguém nunca vai escolher alguém como você, Zoey — Elise continuou, implacável. — Você só serve pra ser coadjuvante na vida dos outros.
Foi naquele momento que eu soube. Eu nunca fui a mulher que Alex queria. E talvez nunca fosse a mulher que alguém quisesse.
Então, se eu não podia vencer na vida, ao menos venceria na aparência.
Meu celular apitou, e eu rapidamente peguei para ler a mensagem.
"Estou atrasado, mas já estou chegando."
Revirei os olhos. Pelo que eu paguei, ele não deveria cometer erros básicos como esse.
— Zoey? Não vai entrar?
Amanda, uma das minhas ex-amigas da faculdade, me analisava de cima abaixo, como se esperando que meu noivo aparece no ar a qualquer momento.
— Meu noivo já está vindo. Te vejo lá dentro.
Droga, cadê ele?
Antes que eu pudesse mandar mais uma mensagem, meu celular desligou. Trabalhei durante todo o dia e não tive tempo de carregá-lo antes de vir.
— Ah, ótimo! Agora, se algo der errado, estou completamente ferrada.
Minutos depois, ele chegou.
E, meu Deus do céu.
O homem era um pecado ambulante. Alto, facilmente um metro e noventa, corpo esculpido na medida certa, um terno preto perfeitamente ajustado que gritava poder e uma presença tão intensa que parecia fazer o ar tremer ao redor dele.
O cabelo castanho escuro estava levemente desalinhado, o tipo de bagunça proposital que só homens bonitos conseguem usar sem parecerem desleixados. A barba bem-feita, as feições marcantes, os olhos penetrantes de um azul acinzentado que me congelaram no lugar por alguns segundos.
Eu só tinha visto fotos de corpo antes de escolhê-lo. E se elas já eram boas, o rosto era melhor ainda.
Minha mente apagou qualquer outro pensamento e meus pés se moveram sozinhos. Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, agarrei seu braço com força e o puxei para perto.
— Você está atrasado! — reclamei.
Ele franziu as sobrancelhas, claramente confuso, mas não recuou.
— Desculpe?
— Não temos tempo! — continuei, ignorando seu tom de dúvida. — Mas vou fazer uma revisão rápida: meu nome é Zoey Aguilar, tenho 26 anos, e meu ex-noivo e minha ex-melhor amiga estão se cansando. E eu preciso de um homem absurdamente gato e que finja ser um herdeiro extremamente rico ao meu lado para não parecer que não sou uma fracassada total.
O homem piscou, como se processasse cada palavra devagar. Claramente ele tentava não rir.
— Certo… e esse homem gato e rico seria…?
— Você, óbvio. — Fiz uma careta. — Pra isso que estou te pagando, e muito bem, por sinal.
Ele inclinou a cabeça, agora um pouco mais divertido do que confuso.
— Então eu vou ser pago?
Bufei.
— Você é louco ou o quê? Mas deixa pra lá, não preciso que você seja inteligente. Preciso que seja gostoso, sorria bonito e finja que me ama por uma noite. Uns beijinhos, uns toques, nada demais...
A boca dele se curvou num sorriso safado, cheio de malícia.
— Isso eu posso fazer.
Meu coração falhou um batimento. O que era esse homem, e por que ele me olhava desse jeito?
— Ótimo. — Fingi não me afetar e puxei sua mão para irmos em direção ao salão. — Vamos logo, não posso me atrasar mais!
Enquanto atravessávamos o corredor, algo me ocorreu.
— A propósito, precisamos definir o seu nome.
Ele arqueou uma sobrancelha, claramente se divertindo.
— Definir o meu nome?
— Lógico! Você precisa de um nome de herdeiro...
Tirei do bolso uma listinha que minha irmã tinha preparado pra mim com os sobrenomes mais importantes o Brasil.
Ele soltou uma gargalhada genuína, grave e deliciosamente perigosa.
— Anda, escolhe.
Ele parou por um segundo, e o sorriso brincalhão voltou aos lábios.
— Christian Bellucci.
Antes que eu pudesse responder, as portas se abriam, e lá estava Elise. Ela arregalou levemente os olhos, deixando escapar...
— Bellucci... Da vinícola Bellucci?
Punto de vista de JudyCuando Lila organizaba una fiesta… realmente lo hacía a lo grande.No era lo que esperaba en absoluto; era caótico. La música retumbaba con fuerza, y la gente se agrupaba tanto dentro como fuera. Había porteros revisando invitaciones, y también percibí el olor de renegados… muchos renegados.Fruncí el ceño mientras observaba mi alrededor, entonces sentí a Gavin a mi lado, con su mano posada en mi espalda baja mientras nos abríamos paso entre la multitud, en busca de un lugar decente donde quedarnos. En realidad, no estábamos allí para divertirnos; sobre todo, habíamos venido a investigar y a detener cualquier plan que Lila pudiera tener en marcha durante la fiesta.Cuando alcé la vista hacia Gavin con una mirada interrogante en los ojos, él me dio un breve asentimiento, y sus palabras me hicieron sentir que podía leer mis pensamientos.—También los huelo —murmuró—. Creo que son invitados.Contuve el aliento de golpe.—¿Ella invitó renegados a esta fiesta? —pregun
—El portero no nos quiere dejar entrar —repitió Irene—. Está siendo un completo imbécil.—Denme un segundo —murmuró Gavin mientras sacaba su teléfono.Irene tenía una expresión de triunfo en el rostro, incluso me hizo una seña para que la siguiera. Nan y yo la seguimos, preguntándonos qué iba a hacer, hasta que la vimos acercarse al portero de nuevo.—Te lo advierto… más te vale dejarnos entrar —dijo, elevando un poco la voz.Mi pecho se contrajo; Irene había tenido razón antes, cuando dijo que no debíamos montar una escena, así que me pregunté por qué había cambiado de opinión.—¿Tú otra vez? —preguntó el portero, poniendo los ojos en blanco—. ¿Conseguiste un documento que corroboré tu historia?—No necesito ningún documento… nunca lo he necesitado. Entiendo que eres nuevo por aquí, pero no quieres enfrentarte a mi familia, o a mí —dijo Irene entre dientes.Pude oír la emoción en su voz, y entendí que esto se trataba de mucho más que un idiota tratando de impedirnos entrar a un evento
Punto de vista de Judy—No está a nombre de Judy —dijo Irene, colocándose a mi lado—. Debería estar a mi nombre o al de Nan, ya que nosotras somos las invitadas. Yo soy Irene Landry.El portero elevó la mirada hacia Irene y entrecerró los ojos, profundizando su ceño.—¿Irene Landry? —preguntó lentamente—. ¿Tiene algún documento de identidad que lo certifique?Irene se mostró desconcertada por la pregunta y sus cejas se fruncieron.—¿Documento de identidad? —preguntó—. No tengo el bolso en este momento, pero eso no debería importar, porque soy Irene Landry… nunca he necesitado mostrar mi identificación.—Si no tiene su identificación, no puede entrar —dijo el portero, cruzando los brazos sobre el pecho y entrecerrando los ojos.Las mejillas de Irene se sonrojaron.—Mira, no sé quién te crees que eres, pero no puedes hablarme así —dijo Irene—. Soy una Landry. Mi padre podría arruinar tu carrera.—Buen intento, pero los Landry no asisten a fiestas fuera de su territorio. Gavin Landry nunc
—Lo siento tanto, Judy —dijo mi madre antes de que yo pudiera hablar—. Debí haberte dicho la verdad. Ocultártela no estuvo bien, pero lo más importante es que no debí haber dejado que Meg me convenciera de hacer la vista gorda cuando te cambiaron al nacer. Nunca entendimos bien qué pasó, pero Meg podía sentir la magia que te perseguía incluso después de que te quitaran tus poderes. Sabíamos que era un acto egoísta, pero queríamos mantenerte a salvo. Quizá Meg te usó como un señuelo, pero para nosotros, siempre has sido nuestra hija y jamás te cambiaríamos por nada del mundo.Se me llenaron los ojos de lágrimas mientras la abrazaba.—Te quiero, mamá —susurré—. Siento mucho haber dudado de ti... es que odié la idea de que me usaran como un señuelo para esconder a otro bebé... uno que intentabas proteger, a costa de otra familia.Me abrazó con más fuerza.—Ay, cariño, sé cómo nos hace quedar esto. Nunca me he perdonado realmente por haberle arrebatado una hija a su madre, pero a pesar de
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