LOGINCapítulo 288Antonni MorettiEu esperei até à noite para fazer o convite. Luna estava sentada no sofá da cobertura com as pernas dobradas, o notebook no colo, revisando o que parecia ser mais um capítulo de teoria sobre melhor enquadramento. Eu tinha acabado de sair do banho, me aproximei por trás, beijei o topo da cabeça dela e roubei o computador com cuidado.— Quer ir trabalhar comigo hoje? Não quero te deixar sozinha em casa e ir para a a boate.Ela ergueu o rosto, curiosa.— Não vou atrapalhar?— Você não atrapalha bonequinha, e depois que eu acabar podemos dançar e curtir a noite se quiser.O sorriso que ela me deu foi lento e um pouco tímido.— Então eu vou. Mas você escolhe o que eu visto. Eu não entendo nada de roupa de boate.— Eu escolho. E eu até te visto. Literalmente, se você deixar, mas claro que primeiro vou ter que tirar sua roupa se quiser que eu te vista.Ela riu e puxou meu rosto para um beijo curto.— Você é impossível.Escolhi um vestido preto curto, justo no co
Capítulo 287Luna CastelliniJúlia apareceu na cobertura no meio da manhã de sábado sem avisar, como só ela fazia. Eu abri a porta ainda de cabelo molhado e ela já entrou falando.— Cadê meu irmão?— Reunião na boate de Pádua. Vai voltar só á tarde.— Ótimo. Porque eu vim falar com você. — Ela ergueu duas sacolas de papel. — Eu trouxe opções de alianças. E vinho. E fofoca.Eu ri e abri caminho. Júlia se instalou no sofá, espalhou várias caixinhas pequenas sobre a mesa de centro e me empurrou uma taça.— Primeiro a gente bebe. Depois a gente decide o que vai ficar no dedo de vocês para o resto da vida. Sem pressão.Eu me sentei ao lado dela. O anel de noivado já estava tão acomodado no meu dedo após meses que eu mal sentia o peso. Júlia abriu a primeira caixinha e mostrou dois aros simples de titânio, iguais ao meu anel, só que mais finos.— Continuidade. Se você quiser manter a mesma linguagem. — Abriu outra. — Ou a gente pode fazer uma combinação: o dele todo liso, o seu com micro di
Capítulo 286Antonni MorettiEu não menti.Peguei a taça de novo e derramei outro filete gelado de champanhe, dessa vez mais baixo, exatamente sobre o ventre dela. O líquido dourado escorreu pelas laterais da cintura e se perdeu entre as coxas. Luna soltou um gemido agudo e agarrou os lençóis cobertos de pétalas. Eu desci a boca imediatamente, seguindo o rastro frio com a língua quente. Cada gota era limpa com lentidão deliberada. A pele dela arrepiava sob meus lábios. O contraste de temperatura fazia o corpo inteiro dela tremer.— Tonni… — a voz saiu quebrada.— Shh. Eu ainda não terminei de te provar.Espalhei champanhe na parte interna das coxas, bem perto de onde ela mais precisava, e limpei com a língua, de baixo para cima, evitando o centro dela de propósito. Luna rebolava, tentando buscar minha boca. Eu segurava os quadris dela contra o colchão, impedindo que ela acelerasse o ritmo. O cheiro da excitação já se misturava com o ar. Quando finalmente fechei os lábios ao redor do
Capítulo 285Antonni MorettiEu não soltei a mão dela. Depois que o buquê foi deixado com cuidado sobre a mesa, entrelaçei nossos dedos e a puxei suavemente para o corredor que levava ao quarto. O caminho inteiro estava forrado com mais pétalas de rosa, formando um tapete vermelho improvisado. Velas baixas ardiam em suportes de vidro ao longo das paredes, lançando uma luz dourada e trêmula. Luna caminhava ao meu lado em silêncio, deslumbrada.Quando abri a porta do quarto, ela soltou um novo suspiro.Balões em formato de coração, vermelhos e rosa-claro, flutuavam perto do teto, presos por fitas finas. Na mesinha de cabeceira, um balde de gelo com uma garrafa de champanhe duas taças de cristal e um prato de morangos frescos, grandes e brilhantes. As luzes estavam baixas. O lençol branco da cama estava salpicado de pétalas.— Você pensou em tudo — ela murmurou, a voz embargada de emoção.— Eu pensei em você.Guiei-a até a cama e a fiz sentar na beirada. Peguei a garrafa, o gelo tilinta
Capítulo 284 Antonni Moretti O Aventador deslizava pelas ruas de Veneza com a suavidade de sempre. Luna ia no banco do passageiro, as pernas cruzadas, o anel de noivado capturando a luz dourada do final de tarde cada vez que ela mexia a mão. Eu dirigia com uma mão só. A outra descansava na coxa dela, o polegar desenhando círculos lentos por cima do tecido da saia. O silêncio entre nós era confortável, mas eu sentia o coração bater mais forte do que o normal. A surpresa estava pronta, minha irmã saiu antes da casa do nosso primo para preparar tudo. Eu só precisava chegar em casa com a Luna. Quando o carro desceu a rampa da garagem privativa do prédio, a penumbra tomou conta do interior. Estacionei no meu lugar de sempre e desliguei o motor. O clique das travas ecoou. Luna já ia soltar o cinto quando eu a segurei de leve pelo pulso. — Espera. Ela virou o rosto para mim, curiosa, os olhos brilhando na luz fraca. — Você confia em mim? A pergunta saiu baixa. Séria. Luna franziu a
Capítulo 283 Luna Castellini A casa nova de Giovanni e Liara cheirava a comida boa e a começo. Eu ainda não tinha conseguido parar de olhar para o anel. Toda vez que a luz batia na lua crescente alguém comentava, e eu sentia o rosto esquentar de novo. Tonni não se afastava mais do que alguns centímetros. A mão dele ficava na minha cintura ou entrelaçada na minha o tempo inteiro, como se precisasse confirmar que eu ainda estava ali. A mesa estava posta no jardim coberto. Lugares para a família toda. Dona Carla já tinha me puxado para sentar ao lado dela e não parava de segurar minha mão para examinar o anel com um sorriso orgulhoso. Senhor Humberto conversava com Tonni sobre datas possíveis como se já estivesse reservando a igreja mentalmente. Júlia não parava de repetir que o titânio tinha sido uma escolha genial. Gianni só observava tudo com aquele sorriso de canto, quieto e satisfeito. Quando a maioria já estava servida, Tonni se levantou. O barulho diminuiu quase imediatamente.







