LOGINCapítulo 295 Luna Castellini — Entendi. Eu sentia o corpo se adaptando, o ardor se transformando em algo mais profundo, mais quente. Ele empurrou mais fundo agora, soltei um gemido alto. — Bonequinha, tá quase todo dentro, vou empurrar o resto. Ele avançou. O estiramento foi maior agora. Mais intenso. Eu cravei os dedos no lençol, o rosto virado de lado, os olhos semicerrados. Ele parou. Completamente. A mão dele desceu pela minha coluna, acariciando, acalmando. Esperando — Pode continuar. Eu respirei. Ele avançou mais um centímetro. Depois outro. O volume preenchendo, abrindo, e eu sentia cada milímetro. A queimação estava lá, mas misturada com uma pressão gostosa que fazia meu clitóris latejar. Quando ele finalmente parou, completamente dentro, o corpo dele tremia contra o meu. — Puta que pariu — murmurou, a voz quebrada. — Você… você me mata. Eu não conseguia responder. Só sentia. O preenchimento absoluto. A sensação de estar aberta demais, tomada demais. Tonni ficou i
Capítulo 294 Luna Castellini Tonni não falou nada ao estacionar. Só desligou o motor, saiu e veio abrir a porta do passageiro. O terno dele ainda me envolvia, eu sentia o tecido escorregar pelos ombros a cada passo até o elevador. Já lá dentro ele me beijou como se fosse a primeira vez, me pegou no colo quando chegamos, destravou a porta e entrou me carregando. A porta se fechou atrás de nós com um clique suave. O silêncio da casa contrastava com o barulho que ainda ecoava na minha mente. Ele caminhou comigo pelo corredor até o quarto principal. Me encostou na parede e me beijou até eu perder o fôlego. — Você quer mesmo fazer isso bonequinha ? — Sim. — Tira a roupa então — murmurou, tocando minha pele. Eu obedeci. O tecido escorregou até o chão, peça por peça. Fiquei nua na frente dele, a pele ainda marcada, o corpo inteiro reagindo ao olhar que percorria cada centímetro. Tonni se aproximou sem pressa. As mãos dele subiram pelos meus braços, desceram pelas costelas, pararam
Capítulo 293Luna CastelliniEu engoli em seco. A confissão anterior ainda queimava na língua. O flogger. A sensação. O orgasmo que me arrancou do chão enquanto eu olhava para aquela cena lá embaixo. E agora ele queria mais. Eu queria mais também. Só não sabia se o coração aguentava o ritmo.Ele se afastou só o suficiente para me olhar com uma delicadeza que contrastava com a força de minutos atrás. O silêncio entre nós estava carregado. Eu sentia o olhar dele percorrendo cada centímetro marcado do meu corpo, como se estivesse gravando.Foi quando ele perguntou, a voz baixa, quase casual demais para o que vinha:— Me conta uma coisa, amor. Tem algum fetiche seu que ainda não realizamos? Alguma coisa que você guarda só pra si?O ar sumiu dos meus pulmões.Eu abaixei o olhar. As bochechas pegaram fogo instantaneamente. Não era vergonha de ter gozado olhando para o chicote. Era vergonha de admitir o que vinha depois. O que eu nunca tinha dito em voz alta para ninguém. Nem para mim mesma,
Capítulo 292Antonni Moretti— Mas o que, bonequinha?Luna ainda estava pressionada contra o vidro, o corpo quente e suado colado ao meu, o vestido rasgado jogado em algum lugar do chão. Eu continuava dentro dela, amolecendo devagar, latejando com os últimos espasmos. A respiração dela batia irregular contra o vidro embaçado. Do outro lado, as luzes vermelhas da área BDSM continuavam piscando, iluminando corpos, correntes e gemidos abafados.Ela demorou a responder. O rosto estava virado de lado, as maçãs vermelhas, os olhos presos em algo específico lá embaixo. Eu segui o olhar dela.Em uma das estações mais próximas do nosso vidro, um homem alto, de colete de couro, segurava uma mulher de quatro sobre um banco acolchoado. Na mão dele, um chicote fino de cauda múltipla um flogger de camurça. Ele erguia o braço e descia a peça com ritmo preciso sobre as nádegas já rosadas da mulher. O som seco e abafado chegava até nós mesmo através do vidro. A cada golpe, a mulher arqueava as costa
Capítulo 291Antonni Moretti Ela hesitou só um instante. Depois apertou minha mão e deu o primeiro passo à frente, ainda observando. Eu a guiei pelo meio do salão com a mão na cintura, protetor e possessivo ao mesmo tempo. Várias cabeças se viraram. Eles reconheceram o dono do lugar e repararam na mulher de vestido rasgado e anel de noivado sendo conduzida por mim. Eu não desviei o olhar de ninguém. Luna era minha. E naquele momento eu queria que o mundo inteiro soubesse.Chegamos à porta de vidro fosco que dava para os corredores dos quartos privativos. Eu parei, virei o corpo dela para mim e segurei o rosto com as duas mãos.— Agora me diz. — A voz saiu rouca, carregada de desejo. — Você quer um quarto com vidro? Para poder continuar vendo o que acontece lá fora enquanto eu te fodo? Ou prefere fechado? Só nós dois. Sem plateia. Mas preciso que saiba, o vidro expõe os dois lados.O silêncio que se seguiu foi denso. O coração dela batia tão forte que eu sentia na ponta dos dedos. Os
Capítulo 290Antonni MorettiEu respirei fundo. O sangue ainda fervia. Não só de proteção. De outra coisa mais suja, mais primitiva. Segurei o rosto dela com as duas mãos e forcei-a a manter o olhar.— Eu preciso te falar uma coisa. E eu sei que vai soar… errado. Pouco romântico. Talvez até babaca. Mas eu espero que você não me ache menos apaixonado por causa disso.Luna franziu a testa, curiosa.— Fala.— Ver você brigar por minha causa. Ver você revidar, dar tapa, empurrar aquela mulher para o chão… — engoli em seco. O volume já pressionava a calça de forma vergonhosa. — Me deixou duro pra caralho, Luna. Eu fiquei excitado de um jeito quase doentio. Assistir você me defender daquele jeito foi uma das coisas mais gostosas que eu já vi na vida.Por um segundo ela ficou parada. Depois soltou uma risada baixa, surpresa e sem nenhum constrangimento. O som vibrou contra o meu peito.— Sério?— Mortalmente sério.Ela mordeu o lábio inferior, ainda rindo, e subiu as mãos até minha camisa,







