Mag-log inCAPÍTULO 299Luna CastelliniDepois do que pareceu uma eternidade dentro daquele porta-malas apertado. Ouvi o barulho do motor desligando, passos se aproximando, e o coração bateu tão forte que doeu no peito quando a tampa se abriu de repente, deixando entrar a luz fraca da lua.Um homem com o rosto coberto por uma touca me puxou pelos braços com violência, me arrancando de dentro do porta-malas com um gesto brusco que fez meu ombro bater na lataria.Tentei olhar ao redor enquanto ele me arrastava. Uma cabana pequena, isolada, cercada de mato alto, nenhuma outra construção visível em quilômetros. Nenhuma esperança de alguém passar por acaso e me ouvir gritar. Tentei me soltar, dando solavancos, mas ele era mais forte e eu estava com as pernas amarradas, o que só me permitia passos limitados.Ele segurava a corda que amarrou nas minhas mãos e me carregou para dentro sem dizer uma palavra, jogou meu corpo em cima de uma cama velha de armação metálica, e amarrou meus pulsos na cabeceira
CAPÍTULO 298 Luna Castellini Demorei mais do que o normal para sair da sala de aula naquele dia. Estava terminando um desenho para a disciplina de projeto e não quis largar no meio, mesmo vendo os colegas juntando o material e saindo aos poucos ao meu redor. Fiquei sozinha, riscando os últimos traços do telhado que eu tinha desenhado errado três vezes antes de acertar a inclinação. Quando finalmente guardei o material na mochila, a sala já estava vazia. Passei pelo banheiro antes de sair, lavei o rosto rápido, ajeitei o cabelo no espelho, e foi nesse momento que o celular vibrou no bolso da jaqueta. Era Tonni avisando que ia se atrasar. Eu disse que esperaria. Guardei o celular de volta no bolso e saí do banheiro pensando em como passar aqueles minutos extras. Podia esperar sentada no banco perto do portão, mas a noite estava agradável, uma brisa leve sem ser fria, hoje não tinha sinal de chuva e a lua estava linda. Resolvi caminhar devagar na direção do estacionamento onde
CAPÍTULO 297 TensãoAntonni MorettiGritei sozinho no meio da rua, com raiva de mim mesmo por ter falhado com ela. Guardei a bolsa e o celular de Luna no banco do carona com as mãos tremendo e liguei para a única pessoa que eu confiava para resolver aquilo de verdade.Henrique atendeu no terceiro toque, o barulho de um aeroporto ao fundo, anúncios de voo ecoando atrás da voz dele.— Tonni? Fala rápido, tô prestes a embarcar.— Luna sumiu. Encontrei a bolsa e o celular dela jogados na rua perto da faculdade, ninguém viu nada, a polícia quer que eu espere vinte e quatro horas. Preciso de você agora.Ouvi o silêncio do outro lado, o tipo de silêncio de quem entende a gravidade antes mesmo de perguntar os detalhes.— Merda, Tonni. Eu queria estar aí, juro que queria, mas estou embarcando com a Maria Júlia para os Estados Unidos agora, ela vai conhecer as filhas gêmeas que tiraram dela há dezenove anos, não posso cancelar isso, minha mulher esperou a vida inteira por esse encontro.Fechei o
CAPÍTULO 296 Antonni MorettiO alarme de incêndio disparou no meio do salão principal da boate e em segundos a música parou, as luzes de emergência acenderam e um bando de gente correu para as saídas gritando. Eu estava no escritório fechando a agenda da semana quando o som estridente cortou o ar e me tirou da cadeira num pulo.Corri para o corredor. Meus seguranças já estavam organizando a saída, gritando instruções, empurrando gente para as portas certas. Não era um incêndio de verdade, alguém tinha fumado perto do sensor errado, mas o estrago já estava feito. Precisava ficar ali, garantir que todo mundo saísse em segurança e que os bombeiros liberassem o local depois.Olhei o relógio e senti o estômago revirar. Eu devia estar saindo agora para buscar Luna na faculdade.Peguei o celular e liguei para ela no meio da confusão, tampando o outro ouvido com a mão.— Vou me atrasar quinze, vinte minutos, amor. Deu um problema aqui na boate. Me espera aí, tá bom?— Tudo bem, Tonni. Fico t
Capítulo 295 Luna Castellini — Entendi. Eu sentia o corpo se adaptando, o ardor se transformando em algo mais profundo, mais quente. Ele empurrou mais fundo agora, soltei um gemido alto. — Bonequinha, tá quase todo dentro, vou empurrar o resto. Ele avançou. O estiramento foi maior agora. Mais intenso. Eu cravei os dedos no lençol, o rosto virado de lado, os olhos semicerrados. Ele parou. Completamente. A mão dele desceu pela minha coluna, acariciando, acalmando. Esperando — Pode continuar. Eu respirei. Ele avançou mais um centímetro. Depois outro. O volume preenchendo, abrindo, e eu sentia cada milímetro. A queimação estava lá, mas misturada com uma pressão gostosa que fazia meu clitóris latejar. Quando ele finalmente parou, completamente dentro, o corpo dele tremia contra o meu. — Puta que pariu — murmurou, a voz quebrada. — Você… você me mata. Eu não conseguia responder. Só sentia. O preenchimento absoluto. A sensação de estar aberta demais, tomada demais. Tonni ficou i
Capítulo 294 Luna Castellini Tonni não falou nada ao estacionar. Só desligou o motor, saiu e veio abrir a porta do passageiro. O terno dele ainda me envolvia, eu sentia o tecido escorregar pelos ombros a cada passo até o elevador. Já lá dentro ele me beijou como se fosse a primeira vez, me pegou no colo quando chegamos, destravou a porta e entrou me carregando. A porta se fechou atrás de nós com um clique suave. O silêncio da casa contrastava com o barulho que ainda ecoava na minha mente. Ele caminhou comigo pelo corredor até o quarto principal. Me encostou na parede e me beijou até eu perder o fôlego. — Você quer mesmo fazer isso bonequinha ? — Sim. — Tira a roupa então — murmurou, tocando minha pele. Eu obedeci. O tecido escorregou até o chão, peça por peça. Fiquei nua na frente dele, a pele ainda marcada, o corpo inteiro reagindo ao olhar que percorria cada centímetro. Tonni se aproximou sem pressa. As mãos dele subiram pelos meus braços, desceram pelas costelas, pararam







