LOGIN" Um escape da rotina"
Giovanni Moretti Assumi o comando da empresa há dez anos, quando meu pai se aposentou. Na época, aos vinte e cinco anos, muitos no conselho apostaram no meu fracasso. Tolos. Eu me preparei para este legado a vida toda. Minha infância foi moldada entre as plantas de arquitetura nos escritórios do meu pai aos sábados de manhã. Hoje, sou mestre em Arquitetura e Administração, dedicando cada minuto do meu tempo a este império. Sou um perfeccionista incurável; acredito que, para exigir o melhor de uma equipe, eu mesmo devo ser o exemplo supremo de excelência. Por isso, faço questão de revisar pessoalmente os currículos de cada nova contratação, especialmente agora que estamos expandindo. Recentemente, projetei e acompanhei a construção de novos andares para nossa sede. Nada me escapa. Hoje, um currículo vindo do Brasil chamou minha atenção. Liara Ferraz. Sua trajetória é impecável: primeira da turma, destaque na prestigiada Milênio Arquitetura e responsável por carteiras de clientes que profissionais veteranos cobiçariam. Mesmo após uma promoção recente no Brasil, ela demonstrou uma ousadia que aprecio ao decidir largar tudo para tentar a carreira na Itália. Senti o cheiro de talento à distância. O portfólio dela, acompanhado por uma recomendação direta de sua ex-chefe, não me deixou dúvidas. Eu a contratei imediatamente para ser minha nova arquiteta paisagista. Dei-lhe uma semana para se mudar. Pedi que minha assistente a auxiliasse com a moradia temporária. Liara chega hoje à cidade e começa na segunda-feira. Pelo que percebi, é uma mulher organizada e focada. Meu telefone pessoal interrompeu meus pensamentos. Atendi no segundo toque. — Olá, mamma, como vai? — Gio, querido, estou com saudades — a voz dela soou carregada de afeto e uma leve cobrança. — Você trabalha tanto que esquece da família. Exijo sua presença no almoço de domingo. Não aceito "não" como resposta. — Me perdoe, mamma. Sei que ando ausente, mas a expansão da empresa tem consumido minhas horas. Estarei lá, com certeza. Também sinto saudades. Ao desligar, olhei para o relógio. 22h30. Meu vício pelo trabalho estava atingindo níveis críticos; eu ainda não havia jantado e continuava em minha mesa. Às vezes, penso que deveria construir um quarto na empresa para facilitar as coisas. Recolhi minha pasta e desci para a garagem. O rugido do motor da minha Lamborghini Aventador preta é o único som que consegue me desligar do escritório por alguns instantes. Sou obcecado por velocidade e luxo; eles são o reflexo do meu sucesso. Cheguei em casa, tomei um banho rápido e decidi que precisava de uma distração. O trabalho excessivo pede uma válvula de escape, e minha válvula sempre envolve uma mulher e nenhuma promessa. Dirigi até a boate do meu primo, Antonni Moretti. Na área VIP, o cenário é sempre favorável. As mulheres que frequentam aquele espaço buscam o mesmo que eu: prazer imediato e sem complicações. Elas não esperam flores no dia seguinte ou ligações apaixonadas. Esse é o meu tipo favorito. Não tenho tempo para romances; sou casado com meu trabalho. Pedi um Bourbon 18 anos no bar e comecei a escanear o ambiente. Gosto da caçada. O processo de escolher a "presa" e seduzi-la faz parte do meu ritual de poder. No entanto, hoje o cansaço falava mais alto. Quando uma loira atraente se aproximou com um sorriso audacioso, decidi abrir uma exceção e ser a caça. — Muito prazer, eu sou Alana — disse ela, com um olhar que não deixava dúvidas sobre suas intenções. — Giovanni — respondi, estendendo a mão e analisando suas curvas. — Quer uma bebida? Ela aceitou uma taça de vinho. Mantive a conversa no campo da impessoalidade. Não compartilho detalhes da minha vida, números de telefone ou nomes de familiares com quem não pretendo manter contato. Sou um estranho que oferece uma noite inesquecível, nada mais. — Você está em busca de sexo casual, loirinha? — perguntei, sendo direto. Detesto perder tempo com sutilezas se os objetivos não forem os mesmos. — Direto você, não é? — ela sorriu, desafiadora. — Sou objetivo. Quer ir para um hotel ou para sua casa? — Por que não na sua? — Não levo mulheres para minha casa e não durmo acompanhado. Vou embora assim que terminarmos. Garanto-lhe o melhor sexo da sua vida, mas sem segundo encontro. Prefiro a honestidade. Ela aceitou os termos. No quarto do hotel, a urgência tomou conta. Eu a prensei contra a parede antes mesmo de chegarmos à cama. Levantei seu vestido, sentindo sua pele quente sob meus dedos, enquanto trilhava beijos pelo seu pescoço e clavícula. Evito beijos na boca; para mim, o beijo é íntimo demais para um encontro fortuito. Há outras formas de usar os lábios que me dão muito mais satisfação. A noite foi muito prazerosa. Nada melhor para relaxar um homem do que a boca quente e aveludada de uma mulher ao redor do pau. Transamos por horas, porém fui cuidadoso com a proteção, não pretendo espalhar herdeiros pelo mundo nem arriscar minha saúde por um momento de distração. Horas depois, satisfeito, decidi encerrar a noite. — A noite foi ótima, loirinha. Obrigado. Eu já não lembrava o nome dela. Tomei um banho, deixei o hotel pago para o restante do fim de semana e fui embora. Só assim consigo relaxar o suficiente para dormir. No sábado, o trabalho me chamou novamente. Dediquei o dia a um projeto exclusivo para um cliente exigente. No domingo, o almoço em família foi agradável, apesar das insistentes indiretas da minha mãe sobre netos e casamento. Ela não entende que o modelo de vida tradicional não me serve. Com tantas mulheres dispostas a dividir minha cama sem cobrar fidelidade, por que eu me prenderia a uma só? Segunda-feira chegou cedo. Entrei na empresa e Gabriela, minha assistente e amiga de infância, já me esperava com um cappuccino perfeito. — Bom dia, Gio. Sua agenda está pronta e Liara Ferraz já chegou — disse Gabi, eficiente como sempre. — Ela é simpática, já se instalou em uma kitnet e parece muito animada. — Ótimo. Mande-a entrar. — Ela já está te esperando na sala de reuniões anexa. Ajustei meu paletó e segui para o encontro. Era hora de ver se o talento de Liara era tão grande quanto sua ousadia. Eu só não estava preparado para a atração irresistível que ela me causou de imediato...Capítulo 4 Hora do NãoKaylane MendesSegurar o buquê de orquídeas brancas exigia mais força do que eu realmente tinha. As mãos geladas tremiam sob a renda fina das luvas e o suor frio na nuca fazia o tecido do vestido grudar na pele. O corte sereia, desenhado sob medida, me abraçava com uma perfeição quase sufocante. Cada respiração profunda parecia um combate contra a ansiedade que esmagava o peito. Eu estava vestida como a noiva perfeita do ano, mas por dentro me sentia um vulcão prestes a entrar em erupção.O medo de que algo desse errado na última hora me apertava a garganta a cada segundo naquela sala de espera. E se o técnico da mesa de som se confundisse e não desse o play no arquivo correto? E se o advogado de Jackson tivesse falhado em ajustar a documentação com o juiz de paz? E se Rafael percebesse a fúria guardada no meu olhar e armasse um escândalo antes do tempo? A incerteza era uma lâmina afiada, mas a lembrança da traição da noite anterior me mantinha firme.Tentei
Capítulo 2 A PropostaJackson ValenteA campainha tocou às nove da noite.Eu estava no escritório, diante da janela que mostrava as luzes de São Paulo, com um copo de conhaque na mão. Passei a semana remoendo a data que se aproxima cada vez mais. O casamento do meu irmão com a mulher que eu admirava e desejava a anos, em segredo. Antes deles terem se envolvido. Tentei de tudo para esquecer ela, mas não consegui.Caminhei até a porta. Não esperava visitas. Girei a maçaneta e abri.Ela estava no meu hall.O cabelo ruivo caía desalinhado sobre os ombros. Os olhos azuis estavam vermelhos, como se tivesse chorado, mas havia determinação no rosto dela.— Kaylane? Aconteceu alguma coisa?Ela olhou em volta e entrou apressada sem esperar convite.— O Rafael não sabe que estou aqui. Preciso falar sobre a sucessão do seu pai.O tom firme não combinava com os olhos vermelhos. Kaylane parecia ter atravessado o inferno.Fechei a porta e mantive o copo entre os dedos.— Sou todo ouvidos.Kaylane
Meu Noivo Me Traia Casei com o Irmão Bilionário Dele por Vingança TROPOS: Traição com o melhor amigo | Vingança | Casamento por contrato | Irmão adotivo do ex-noivo | Chefe e secretária | Age Gap | Virgem | Romance hot | Bilionário obcecado | Disputa pelo cargo de CEO | Segredo do passado | Crise no casamento | Segunda chance | Bebê surpresa Sinopse Kaylane Mendes tem vinte e cinco anos, formada em Administração e trabalha como secretária de Jackson Valente, o irmão adotivo bilionário do homem com quem está prestes a se casar. Virgem, Kaylane passou dois anos se guardando para a noite de núpcias, acreditando que Rafael Valente era o amor da sua vida. Mas, na véspera do casamento, ela chega ao apartamento do noivo e o encontra na cama com Ítalo, seu melhor amigo. A traição já seria suficiente para destruir seu coração. Então Rafael revela que nunca a amou. Ele apenas a escolheu porque Kaylane era adequada à imagem conservadora das famílias é essencial para ajudá-lo á vencer a disp
CAPÍTULO 324 Luna Castellini & Antonni Moretti Pov Luna: Fiquei deitada nos braços de Tonni, a cabeça apoiada no peito dele, ouvindo o coração dele bater ainda acelerado depois daquele momento tão intenso que tínhamos acabado de compartilhar. O silêncio confortável entre nós carregava toda a paz que eu sentia depois de tantos anos construindo aquela vida ao lado dele. — Sabe o que eu penso, Tonni? Que a melhor escolha que eu já fiz na vida inteira foi ter dito sim para você, naquele dia em que tudo começou entre nós dois. — Mesmo depois de tudo que enfrentamos juntos? O sequestro, os perigos, todas as dificuldades pelo caminho? — Principalmente por causa disso tudo. Cada dificuldade que superamos juntos só fortaleceu ainda mais o que sentimos um pelo outro, e olha a família linda que construímos como resultado de tanto amor e perseverança. Ele me abraçou mais forte, beijando o topo da minha cabeça com um carinho profundo, e senti o peito dele se expandir num suspiro satisfeit
CAPÍTULO 323 Antonni MorettiChegamos à cobertura vazia, o silêncio incomum preenchendo cada cômodo que normalmente vibrava com a energia contagiante de Sophia correndo de um lado para outro. Aquela quietude trazia uma sensação estranha, mas também uma oportunidade rara que decidimos aproveitar completamente.Assim que fechei a porta atrás de nós, puxei Luna pela cintura, beijando-a com uma intensidade que carregava meses de desejo acumulado entre a correria da rotina de pais dedicados.— Eu sinto tanta falta disso, de poder te beijar sem nenhuma pressa, sem nenhuma interrupção.— Eu também sinto falta, Tonni. Muita falta.Continuamos nos beijando enquanto caminhávamos devagar em direção ao quarto, as mãos explorando cada curva familiar do corpo um do outro, redescobrindo com paixão renovada a conexão física que sempre existiu entre nós, mesmo com o tempo corrido da rotina diária.Deitei ela devagar na cama, admirando por um segundo a beleza dela, o corpo que tinha carregado nossa f
CAPÍTULO 322 Luna Castellini Organizamos um churrasco em família na nova casa de praia da Tia Luciana algumas semanas depois da entrega oficial, reunindo praticamente todo mundo que fazia parte da nossa vida. O dia estava perfeito, sol forte, brisa fresca vinda do mar, e as crianças correndo animadas pela areia, construindo castelos que a maré destruía aos poucos entre gargalhadas e novas tentativas de reconstrução. Sophia brincava com Matteo e os outros priminhos da família Moretti, todos molhados e cobertos de areia, gritando de felicidade cada vez que uma onda maior os alcançava na beira da praia. Passamos a tarde inteira comendo carnes grelhadas deliciosas que os homens da família prepararam na churrasqueira improvisada no jardim, bebendo caipirinhas geladas, e conversando animadamente sobre memórias antigas e planos futuros para a família que continuava crescendo de forma tão bonita. Dona Carla contou histórias engraçadas sobre a infância de Tonni, deixando ele visivelmente







