INICIAR SESIÓN"Conhendo o novo chefe"
Liara Ferraz Minha semana foi super corrida. A primeira coisa que eu fiz foi reservar minha passagem para Veneza. Consegui uma para quinta-feira à noite, assim chego na sexta para ter tempo de me instalar. Eu voltei para a minha kitnet na segunda-feira pela manhã, coloquei meus poucos móveis à venda, comecei a embalar minhas roupas e os poucos itens pessoais que iria levar para a viagem. Passei na Milênio na terça para encerrar o contrato e me despedir dos colegas de trabalho. Não demorei, pois não aguentava o olhar de pena que me lançavam. Conversei com meu pai e minha madrasta em um almoço na minha casa. Norma insistiu para que eu deixasse a filha dela se explicar, mas eu fui categórica quanto a este assunto. Para mim, ela morreu, assim como meu ex. Não quero mais ouvir falar de nenhum deles, eu abri um processo por danos morais contra ele, não vou deixar para lá. Eu apaguei todas as minhas fotos e vídeos com os dois. Pena que tinha poucas fotos em porta-retrato, pois quebrar e queimar é mais terapêutico do que simplesmente apagar. Quarta e quinta-feira passaram voando entre resolver os últimos detalhes para minha partida e finalizar meu contrato de aluguel, pois eu iria manter a kitnet após o casamento para trabalhar. Me despedi do meu pai e da minha madrasta no aeroporto. Eles fizeram questão de ir comigo até lá. Eles não queriam que eu me mudasse de país, tentaram me convencer a ficar, tirar férias e, depois de esfriar a cabeça, aceitar minha promoção, mas eu disse que estou decidida e não voltei atrás, pois sempre foi meu sonho. Eles entenderam. Vou ficar com muita saudade, mas ligarei todos os dias. Não tenho raiva da minha madrasta, ela não sabia de nada e ficou muito triste, e meu pai mandou a Alexa conseguir um lugar para morar. Ele deu o prazo de duas semanas em consideração a Norma, pois ela, apesar de decepcionada com a filha, chorou muito. Na sexta de manhã, enfim, cheguei a Veneza. Me encontrei com a Gabriela, assistente do CEO, no aeroporto, acompanhada da namorada Juliana, que é a recepcionista da empresa. Elas foram muito simpáticas e prestativas, me ajudaram a encontrar uma bela kitnet que fica a 40 minutos a pé da empresa. Passei o fim de semana arrumando minhas coisas e conhecendo as proximidades da minha nova casa. Amei cada segundo. Essa cidade é deslumbrante, mal vejo a hora de poder passear no meu tempo livre por ela. É impressionante o quanto a mudança já me fez bem. Estou respirando melhor, menos angustiada, quase não pensei no passado e nem sonhei com aquela cena nas últimas duas noites. Agora estou na sala de reunião do CEO esperando por ele. Eu cheguei cedo demais. A Gabriela me ofereceu um café e me indicou a sala onde deveria esperar. Estou admirando as obras de arte espalhadas pelas paredes, quem quer que as tenha escolhido tem um ótimo gosto, são lindas, deixam o ambiente mais aconchegante e, ao mesmo tempo, luxuoso. Ouço o click da porta e me viro. Eu já tinha visto fotos do CEO pela internet e revistas, mas nada me preparou para a versão real. Ele é mais alto do que eu esperava. Eu tenho 1,70 m, estou de salto médio e, ainda assim, não chego à sua altura. Os olhos são de um azul cor do mar, os cabelos são cor de areia com leves ondulações, estão um pouco mais longos do que a moda usual dos empresários, e pela aparência ele passa muito os dedos entre os cabelos, pois estão bagunçados de uma forma que indica que ele não se preocupa com o que pensam dele. O terno azul-escuro parece que foi feito no corpo dele de tão perfeito que está o caimento. A camisa branca, ao contrário do que eu esperava, não está com uma gravata, mas com os dois primeiros botões abertos, deixando uma amostra do pescoço e o início do tórax dele à vista, atiçando assim a curiosidade para ver o resto. Confiro mentalmente se estou com a boca fechada, pois tenho a impressão de estar babando. Eu preciso ficar bem longe dele. Pelo que li, ele é o típico galã que todas as mulheres querem ter, nem que seja por uma noite, mas eu só quero focar na minha carreira, nada de distrações, e esse homem grita distração por cada poro. Vou até ele e o cumprimento, me apresentando com o máximo de profissionalismo que consigo empregar em minha voz no momento. O cheiro dele é amadeirado, refrescante e sensual, mas eu não devia reparar nisso, é uma distração, foco Liara. — Bom dia, eu sou Liara Ferraz, sua nova arquiteta. Quando ele pega minha mão, eu sinto um arrepio subir pela minha espinha. Minha vontade é soltar a mão dele rápido, mas isso seria estranho, então seguro esse impulso. Ele dá um pequeno sorriso de lado, como se soubesse o que passou pela minha cabeça, e prolonga o contato enquanto me diz seu nome. Sua voz é grossa e profunda, me imagino recebendo ordens dessa voz e acho que fiquei vermelha. Não sei o que está acontecendo comigo, eu nunca fui de ter esse tipo de pensamento e nem de sentir essa atração instantânea. Acho que estou muito sensível pelos últimos acontecimentos. Temo que se for sempre assim, não poderei resistir a esse homem.Capítulo 269 Luna Castellini A água quente continuava caindo sobre os dois. Eu ainda estava nos braços dele, o peito dele colado ao meu rosto, quando a frase ficou suspensa entre a gente. — Eu me sinto culpado por algo que fiz com você hoje. E eu preciso me desculpar. O estômago revirou. Eu afastei o rosto o suficiente para olhar nos olhos azuis dele. Estavam sérios demais para o momento íntimo que a gente vivia. — O que foi? — perguntei, a voz baixa. — Me fala. Tonni passou o polegar pela minha maçã do rosto, limpando uma gota d’água, e soltou o ar num sopro longo. A mandíbula estava travada. — Na primeira vez… de hoje à noite. Quando eu te penetrei após as nossas preliminares. Eu estava tão excitado, tão perdido em você, que esqueci o preservativo. Só percebi quando já estava dentro. E mesmo assim… eu não parei. Porque estava bom demais. — Porque eu não queria quebrar o clima. Porque a porra do meu corpo não quis sair de dentro de você. Ele engoliu em seco. — E depois,
Capítulo 268 Luna Castellini A mão quente do Tonni deslizou pelas minhas costas nuas em uma carícia lenta. — Bonequinha… — Hm? — Vem tomar banho comigo. A voz dele estava mais baixa, mais calma do que minutos atrás. Eu virei o rosto o suficiente para olhá-lo. Os olhos azuis estavam suaves, o cabelo bagunçado, a marca das minhas unhas ainda visível no ombro, de quando ele me pegou na parede. — Eu mal consigo mexer as pernas — admiti, a voz rouca de tanto gemer. Ele sorriu de lado e se inclinou, beijando a curva do meu ombro. — Eu carrego você. Eu ri, pensei que era uma brincadeira, mas meu homem falava sério. Antes que eu pudesse responder, ele me ergueu nos braços como se eu não pesasse nada. Eu me agarrei ao pescoço dele por reflexo, o rosto escondido na curva quente. Nunca imaginei que entre nós seria assim, ele sempre me surpreende, ele consegue ser ao mesmo tempo, o homem que toma café da manhã comigo todos os dias, o homem que me prepara jantar romântico. O homem q
Capítulo 267Antonni MorettiAntes que eu pudesse responder, ela se sentou, puxou o pote da minha mão e empurrou meu peito com força. Eu caí de costas na cama. Luna subiu em cima de mim com um sorriso perigoso e enfiou a colher no brigadeiro.— Agora você fica quentinho e me deixa lamber você todinho...A primeira porção caiu no meio do meu peito. Ela não usou a colher para espalhar. Usou a mão. Os dedos sujos de chocolate deslizaram pelo meu peitoral, contornaram os mamilos e desceram pela barriga. Depois veio a boca. Quente. Molhada. Lambendo cada centímetro que ela mesma tinha sujado. Eu soltei um som baixo e profundo quando a língua dela passou pela minha pele com a mesma dedicação que eu tinha usado nela.Ela desceu devagar. A língua traçou o caminho de pelos abaixo do umbigo. O brigadeiro escorria pela lateral do meu quadril. Luna lambia tudo sem pressa, como se estivesse saboreando a sobremesa mais cara do mundo. Quando chegou perto da minha ereção, eu já estava tão duro que
Capítulo 266Antonni MorettiEla soltou uma risadinha baixa e puxou meu cabelo com carinho.— Nossa… você é insaciável. — Os olhos azuis brilharam de deboche e desejo. — Mas eu amo isso. E eu também quero mais.O sorriso que nasceu no meu rosto foi imediato. Eu roubei um beijo curto e me levantei da cama de uma vez só.— Espera só um pouquinho que eu já volto.Ela arqueou uma sobrancelha, curiosa, mas não perguntou nada. Eu saí do quarto pelado, ainda semi-duro, o piercing frio batendo de leve contra a pele da minha coxa, onde meu pau repousava. Na cozinha, abri a geladeira. O pote de vidro que a Liara tinha mandado estava exatamente onde eu lembrava: brigadeiro de chocolate belga com uma camada generosa de chantilly. Peguei o pote, duas colheres e voltei para o quarto.Luna estava sentada na cama, ainda nua, o cabelo bagunçado caindo sobre os seios. Quando viu o que eu carregava, os olhos se arregalaram e uma gargalhada escapou.— Você não está falando sério, você diz que quer tra
Capítulo 265 Luna Castellini — Você é tão apertada… tão molhada… — ele gemia contra minha boca. — Eu sonhei com isso todas as noites. Com você me recebendo assim. Eu respondi beijando-o com fome. A língua dele invadiu minha boca quente e voraz. O prazer subia rápido demais. Eu sentia o orgasmo se formando baixo na barriga, quente e inevitável. Cada toque, cada palavra, cada respiração dele contra a minha pele fazia aquele prazer crescer mais e mais, até não haver mais como segurar, não haver mais como resistir, não haver mais como negar o que estava acontecendo. O que estava se formando entre nós, algo maior que nós dois, algo que ia muito além do momento, algo que ficaria marcado para sempre na minha pele, na minha memória, no meu coração. Tonni percebeu. A mão dele desceu entre a gente e encontrou o meu clitóris, fazendo círculos precisos enquanto continuava a me foder com força crescente. — Goza para mim — ordenou baixinho. — Eu quero sentir você apertar meu pau. O coma
Capítulo 90 Luna CastelliniApós nossas declarações a invasão foi lenta e profunda. Eu senti cada centímetro dele abrindo caminho dentro de mim, esticando, preenchendo, até não haver mais espaço para nada além da gente. Aquele momento parecia se arrastar numa eternidade de pura intensidade, como se cada fibra do meu corpo reconhecesse e clamasse por cada parte dele. Um anseio que vinha sendo guardado e agora se revelava em toda a sua força, sem pressa, sem reservas, apenas a certeza de que ali, naquele instante, eu pertencia a ele e ele a mim, de um jeito que ia muito além do físico, tocando algo mais profundo, mais essencial.O ar saiu dos meus pulmões num gemido longo quando ele finalmente tocou o fundo. Tonni parou. O corpo inteiro tremia sobre o meu. A testa dele apoiada na minha, os olhos azuis escuros demais, a respiração quente misturando com a minha. Eu podia sentir o coração dele batendo contra o meu peito, um ritmo acelerado e descompassado que espelhava exatamente o que







