Mag-log inOlívia negou suavemente com a cabeça.— Eu só amei você, Liam.— Exatamente.Ela não conseguiu responder.Apenas o abraçou.Liam envolveu a esposa e beijou seus cabelos, fechando os olhos por alguns segundos.Laura observou o irmão nos braços de Olívia e, quando voltou os olhos para Felipe, sentiu o peito apertar.Levantou-se e caminhou até ele.— Pai...Felipe mal teve tempo de responder antes que Laura o abraçasse.— Me perdoa.Ele apertou a filha contra o peito.— Filha...— Eu sei que a gente já resolveu muita coisa entre nós. Sei que hoje o senhor é o pai que eu sempre quis ter. — Laura ergueu o rosto, com os olhos cheios de lágrimas. — Mas eu falei coisas muito duras para o senhor. Julguei o senhor por coisas que eu não conhecia por inteiro.Felipe acariciou os cabelos dela.— Você também tinha suas razões, filha.— Tinha. Mas hoje eu descobri até onde o senhor foi para me proteger. — A voz de Laura falhou. — E para proteger a Bárbara também, mesmo ela não sendo sua filha. O sen
Elisa levou a mão ao rosto da filha.— Eu tive medo por você.— Agora eu sei.Edgar se aproximou e pousou a mão no ombro de Laura.— E eu entendo a senhora muito melhor hoje também.Elisa olhou para ele.Edgar não precisou acrescentar nada.Laura voltou-se para a mãe.— E tem outra coisa.— O quê?— Meu nome.Elisa ficou tensa.— Laura...— Não faz nada para mudar, mãe. Deixa como está.— Mas você foi registrada com o nome da minha irmã. Eu preciso corrigir isso legalmente.— Não precisa. — Laura segurou as duas mãos dela. — Eu não me importo. De verdade.— Laura, eu menti nos seus documentos. Isso é sério.— Eu sei. E é justamente por isso que não quero a senhora correndo para resolver tudo no desespero. Eu não quero ver a senhora se colocando em risco por causa de um nome numa certidão.— Mas você tem direito...— Eu tenho a senhora.Elisa ficou em silêncio.Laura levou uma das mãos da mãe ao próprio rosto.— É isso que importa. Não me importa se na minha certidão está Érica e na da
Elisa ficou imóvel.— Laura...— Me perdoa, mãe. — Laura apertou os braços ao redor dela e começou a chorar contra seu colo. — Por favor, me perdoa.Ainda sem compreender, Elisa manteve as mãos nos cabelos da filha.— Pelo quê, minha filha?Laura ergueu o rosto, deixando que as lágrimas corressem livremente.— Por tudo. Hoje eu sou mãe, mãe. Hoje eu olho para os meus filhos e sei que seria capaz de qualquer coisa para protegê-los. E, depois de ouvir tudo o que a senhora viveu... meu Deus... — Ela tornou a abraçá-la. — Como eu fui injusta com a senhora.— Laura, não...— Fui, sim. A senhora sofreu desde menina. Passou por coisas que eu nem consigo imaginar e carregou tudo isso sozinha. E eu ainda fiz a senhora sofrer mais.Elisa começou a chorar.— Você é minha filha. Não tem obrigação de carregar os meus traumas.— Mas eu tinha obrigação de não machucar a senhora. — Laura tocou o rosto da mãe. — Quantas coisas eu falei? Quantas vezes gritei, fui rebelde, joguei palavras na sua cara se
Bárbara vomitou outra vez.E outra.Depois de algum tempo, já quase não havia nada no estômago, mas as ânsias continuavam. O corpo de Bárbara se contraía mesmo sem ter o que expelir, arrancando dela apenas saliva e respirações entrecortadas.Victor percebeu quando as pernas dela começaram a fraquejar e aproximou o próprio corpo para sustentá-la.— Se apoia em mim.Bárbara segurou o braço dele.Outra ânsia.Dessa vez, nada.Ela cuspiu no chão e permaneceu curvada, ofegante.Victor continuou segurando os cabelos dela.— Passou?Bárbara tentou responder, mas precisou engolir algumas vezes antes.— Acho que...Outra ânsia interrompeu a frase.Victor imediatamente voltou a apoiar a mão nas costas dela.— Tudo bem. Não tenta falar.O corpo de Bárbara se contraiu mais duas vezes antes de finalmente ceder.Ela ficou parada, respirando pela boca.O suor frio cobria a testa, a nuca e o colo. Alguns fios de cabelo haviam grudado nas laterais do rosto, e as pernas dela tremiam.— Meninão...A voz
Felipe pegou o glicosímetro da bolsa.— Vamos conferir a glicemia também.Fez a pequena punção na ponta do dedo de Elisa e aguardou o resultado.— Glicemia normal.— Ótimo.Felipe tornou a tocar o ombro da esposa.— Elisa? Amor, está me ouvindo?Dessa vez, houve uma reação.As pálpebras se moveram.Laura imediatamente ergueu a cabeça do peito de Liam.— Mãe...O braço de Liam permaneceu ao redor dela.— Calma, princesa.Felipe se inclinou um pouco mais sobre a esposa.— Isso. Abre os olhos para mim.Elisa soltou um gemido baixo.Laura apertou a camisa de Liam entre os dedos.— Ela está acordando.— Está — Olívia confirmou, mantendo a mão nas costas dela. — Deixa ela voltar devagar.As pálpebras de Elisa se moveram novamente até que finalmente se abriram.O olhar estava perdido.— Felipe...A tensão no rosto dele diminuiu apenas o suficiente para denunciar o marido por trás do médico.— Estou aqui. Não tenta levantar.Elisa piscou algumas vezes, tentando se localizar.— O que...— Você
Victor baixou os olhos por um instante.Quando voltou a encará-la, sua expressão era séria, mas respeitosa.— Eu posso dizer tudo isso para ela.Elisa assentiu, esperançosa.Victor continuou.— Mas acho que a senhora precisa entender uma coisa.Ela o observou.— A Bárbara passou a vida inteira procurando alguém que a escolhesse. E hoje descobriu que a pessoa que ela mais queria que a escolhesse esteve ao lado dela esse tempo todo.Elisa fechou os olhos.— Eu sei...— Ela não vai conseguir entender isso hoje. Talvez nem amanhã.Victor olhou para a porta.— E eu não vou pedir que ela entenda.Elisa chorou silenciosamente.— Só não deixa ela pensar que não merece amor... — implorou.Victor voltou a olhar para ela.— Isso eu posso prometer.Soltou delicadamente o braço.— Porque eu amo sua filha. E não vou deixá-la enfrentar essa dor sozinha.Elisa cobriu a boca com a mão.Victor fez um breve aceno de cabeça.Então se virou e saiu.A porta se fechou atrás dele.Por alguns segundos, ningué







