FAZER LOGINLuna ficou com aquilo.Havia algo naquilo que chegou de um jeito que ela não havia esperado — não como declaração elaborada, mas como observação simples dita com aquela qualidade de verdade que não precisa de ornamentação para ser acreditada.— Posso te perguntar uma coisa? — ela disse.— Pode.— Se
Três semanas depois, Luna tocou no jardim de novo.Não havia planejado — havia saído com o violino porque havia ensaio mais tarde e havia parado ali no caminho, como se o jardim houvesse pedido e ela houvesse atendido sem questionar muito. Era assim com alguns lugares. Eles puxavam de volta quando h
Havia muita coisa que poderia dizer naquele momento — sobre a carta, sobre o que havia sentido quando havia encontrado o envelope de manhã cedo, sobre a raiva que ainda estava lá e que provavelmente ia continuar lá por algum tempo. Mas havia também outra coisa, menor e mais persistente, que havia fi
Depois levantou os olhos para o pai, que estava olhando para ela com aquela expressão de quem leu a mudança no rosto da filha antes que ela dissesse qualquer coisa.— Ele não foi — disse Luna.Adrian não demonstrou surpresa.— Alexander foi até a estação — disse, com aquela casualidade de quem havia
Luna passou a manhã sem olhar para o celular.Havia sido uma decisão consciente — não a decisão fácil de quem não está pensando no celular, mas a decisão difícil de quem está pensando o tempo todo e que escolhe deliberadamente não pegar porque sabe que pegar não vai resolver nada que ainda não está
Alexander chegou até o banco, ficou de pé na frente dele.— Você está indo embora — disse. Não era pergunta.— Preciso de um tempo.— Luna pediu para você ficar.— Eu sei. — Noah ficou olhando para ele. — Você falou com ela?— Falei com Helena. — Alexander foi sentar ao lado dele no banco, com aquel







