FAZER LOGINNoah ligou para Vera numa noite de domingo, depois de ficar quase uma hora com o celular na mão.Não havia um motivo específico. Fazia três semanas desde a última conversa, e as ligações haviam ficado assim: espaçadas, cuidadosas, cada uma pesando mais do que a anterior. Ele tinha aprendido que o si
Maxwell ligou para Noah num sábado de manhã, sem rodeios.— Preciso de ajuda no jardim. Venha às dez. Traga roupa que possa sujar.Antes que Noah respondesse, ele desligou. Noah ficou olhando para o celular, depois mandou mensagem para Luna: "Seu avô me convocou.""Vai", ela respondeu. "Não leve id
Luna provou a sopa de Alexander de pé, na cozinha do apartamento de Noah, direto do pote, com uma colher que ele nem tinha visto ela pegar.— Falta sal.— Ele avisou.— Mas está boa. — Ela provou de novo, séria, como quem avalia um concerto. — Ele cozinha melhor do que você.— Isso não é difícil.—
Choveu a semana inteira, e Alexander resolveu que quarta-feira era dia de sopa.Foi o que disse por mensagem, sem cerimônia: Hoje não vou ao restaurante. Chuva demais. Venha ao meu apartamento, tenho sopa. Noah ficou olhando para a tela por um momento. Era a primeira vez que seria convidado para a c
O almoço de domingo na casa de Helena era uma instituição.Noah havia descoberto isso aos poucos, ao longo dos meses. Não havia convite formal. Em algum momento de fevereiro, Luna havia dito “domingo tem almoço lá em casa” como quem informa o horário de um ônibus, e ele havia aparecido, e ninguém ha
O recital aconteceu numa sexta-feira de maio.Luna havia passado as duas semanas anteriores ensaiando com aquela seriedade específica que Noah havia aprendido a reconhecer como o sinal de que algo importava de verdade — não a seriedade de quem está nervoso, mas a de quem está dentro de alguma coisa







