ログイン— Por quê? — Luana o encarou.— Talvez nem você perceba o quanto se importa com os sentimentos do Dante. Vocês ainda não voltaram, mas você já deu uma chance pra ele. E quando dá uma chance, elimina qualquer outro. Porque, pra você, o que existe entre vocês dois é sagrado, não pode ser profanado. Diferente do que teve comigo, que era só uma brincadeira. A importância não é a mesma, o peso não é o mesmo, o seu jeito muda junto.Luana ouviu em silêncio. Ele tinha razão, com Dante, ela sempre foi séria.Lucas continuou:— Olha pra você... dizia que, da próxima vez que se apaixonasse, seria só pra se divertir. Bastou o Dante aparecer pra todos os seus princípios irem pro espaço.Ele soltou um suspiro, levou a mão ao peito e, entre um riso e outro, comentou:— Ai... tô realmente arrasado.Lucas parecia estar fingindo aquele ar de abatimento.Luana sabia que ele era um homem orgulhoso e educado, e entendia que o que ele dizia era verdade, ele só não queria demonstrar tristeza de verdade, par
Sofia sabia que Luana tinha sido casada com Henrique, e por isso também conhecia alguns dos amigos dele.Lucas era muito próximo de Henrique, e Sofia o conhecia, só não sabia o que tinha acontecido entre ele e Luana, mas sentia algo estranho ali.Ela virou-se para Paulina e perguntou:— Você sabe qual é a relação deles?— Não faço ideia. — Respondeu Paulina, de fato sem saber. Ela só sabia que Luana havia terminado com Dante, e desde então não mostrava interesse em se envolver com ninguém.Mas aquele homem que acabou de cumprimentá-las… não parecia alguém comum, e só de olhar dava pra ver que era habilidoso em lidar com pessoas. Será que era um novo romance de Luana?— Eles já ficaram? — Perguntou Sofia.Paulina não esperava que ela pensasse a mesma coisa.— Não parece.— E se sim? — Sofia franziu a testa. Luana ainda não tinha reatado com Dante, depois de tanto tempo separada, não seria impossível começar um novo relacionamento.O problema é que, naquele breve instante em que Luana e
……Durante aquela semana, Sofia apareceu sem ser convidada quatro vezes.Nas duas primeiras, coincidiu bem na hora do almoço e a convidou para comer, como o timing foi bom, Luana não recusou.Na terceira vez, Sofia começou a levar presentes.Luana não queria aceitar o presente sem motivo, mas Sofia afirmou que, se ela não quisesse, jogaria fora.Luana não se deixou intimidar, então Sofia pegou a joia de dezenas de milhares e jogou direto no lixo.Depois ainda sorriu para ela e disse:— Parece que este presente não agradou minha irmã. Vou pensar melhor no que te dar da próxima vez.Luana arqueou um canto dos lábios.— …Não precisa gastar dinheiro à toa.— Finalmente ganhei uma irmã, como é que eu ia ter pena de gastar um pouco com um presentinho pra ela? Não sou tão pão-dura assim.Luana resolveu não se meter mais.Afinal, Sofia tinha dinheiro, se quisesse jogar fora, problema dela.Na quarta vez, Sofia foi direto até a empresa.Como já tinham tido atritos antes, os colegas da Horizonte
Sofia também não sabia de onde vinha aquela curiosidade e aquele estranho senso de posse em relação a Luana.Se Luana ficava feliz por causa de um homem, ela mesma ficava de mau humor.Se Dante segurava a mão de Luana, Sofia tinha vontade de arrancar aquela mão de volta.Esses pensamentos tão estranhos a deixavam intrigada.Seria isso o tal instinto de irmã mais velha?No dia a dia, nunca precisara se preocupar com ninguém, vivia como queria, e agora se via pensando na vida de outra pessoa.Só por isso, Sofia já não queria se afastar de Luana tão cedo.O avião pousou em Cidade H.Os pertences de Luana, como o notebook, tinham sido trazidos por Dante, então ela não precisava se preocupar.Do lado de fora do aeroporto, a assistente Larissa veio buscá-la.Sofia até queria levá-la, mas não teve chance.Assim que entraram no carro, Larissa ainda lembrava da cena em que Sofia quase insistiu em levar a chefe até em casa, e continuava pasma.Sofia era dona da Galáxia Entretenimento, concorrent
Porque era a primeira vez, depois da separação, que Luana o beijava por vontade própria.O coração de Dante pareceu ser atingido por algo, um calor súbito se espalhou dentro dele.— Agora tá mais tranquilo? — Perguntou Luana, sorrindo.Ele olhou o sorriso dela, o olhar deslizando pelo pescoço claro e delicado, contendo o impulso de deixar uma marca ali. O pomo-de-adão subiu e desceu.Engoliu em seco e respondeu, firme:— Tô tranquilo.Antes de ir embora, Luana se lembrou do que Júlia havia comentado.— Ouvi dizer que você conversou com seu pai e com seu avô sobre muita coisa?— Sim.— Sei que você nunca gostou de falar desses assuntos.— Muita coisa ruim aconteceu comigo no passado. Eu sempre tive medo de te contar. Mas mesmo se você souber, não muda nada. Então parei de ligar. Bastava dizer algumas verdades pra resolver o que precisava, e eu fiz. Ângelo foi um pai péssimo, e a culpa que ele sente o faz olhar pro Henrique com outro peso. Por mais que o Henrique apronte, ele ainda pensa
O que ela gostava? De tanta coisa. Luana conseguiria fazer uma lista.Nos últimos tempos, o que mais gostou foi da noite em que teve febre e Dante a abraçou enquanto dormiam, aquela sensação de proximidade.Depois de quatro meses sem se tocarem, era impossível não reagirem. Quando ele se agitava, ela também sentia o corpo responder.Claro que esse tipo de coisa, ela deixaria pra comentar mais tarde.— Adivinha. Não quero te contar.Dante também não insistiu. Apenas a segurou nos braços.Logo ela voltaria pra Cidade H.Luana estava indo embora tão de repente que ele quase quis impedi-la, mas não era uma despedida definitiva, então não havia motivo pra isso.— Me espera uma semana. Ele precisava se prevenir contra Henrique, que podia tentar se meter.Seria melhor se Luana ficasse na Cidade J, onde Henrique nem conseguiria se aproximar.Mas como a vida e o trabalho dela estavam em Cidade H, Dante iria pra onde ela fosse, pra atender todos os seus pedidos.— Tá bom. — Disse Luana. — Eu nã







