Mag-log inMilenaEstamos em um almoço na mansão luxuosa de um empresário que era amigo do pai de Adriano.Infelizmente, a Paula surge no ambiente com seu olhar cínico e sem vergonha.— Milena, você anda frequentando a academia? É importante cuidar da saúde.Que mulher miserável. Se ela acha que vai me afetar, está muito enganada.— Obrigada pela preocupação, querida, mas eu estou saudável.Ela sorri falsa.E se senta.— Amiga, você tem sorte de ter um homem maravilhoso como Adriano. Se eu fosse a mulher dele, ficaria grudada nele o tempo todo.Vadia.— Paula, eu não estou gostando do seu comportamento. Por favor, pare de provocar a minha mulher. Se coloque no seu lugar.Solto uma risada. É por isso que amo esse homem.— Me perdoem, é que eu sou sincera.— Não, meu bem, você é só sem noção mesmo.Todos da mesa a encaram com reprovação.Ela me fuzila com o olhar.— Sabe, eu estava pensando em criar roupas exclusivas para donas de casa. Algumas delas se vestem muito mal e fedem a alho e cebola. Ne
AdrianoMeu casamento é daqui a duas semanas... Tô mais feliz que pinto no lixo!Milena é a mulher da minha vida. Agora não tem Tereza, Sônia e nem ninguém que vai estragar a nossa felicidade.Ouço batidas na porta.— Pode entrar.É a minha secretária.— Senhor, a senhora Paula chegou.— Ótimo, peça para ela entrar.Ela faz o que digo e se retira. Segundos depois, Paula Lima de Castro entra.Ela é uma mulher muito bonita, seus passos são confiantes e elegantes.Paula é uma estilista extremamente renomada, todas as criações dela se tornam um sucesso.Ela é conhecida no mundo todo.Tenho certeza de que a nossa parceria vai ser bastante lucrativa para nós dois.Ela se senta de frente para mim.— Obrigada por reconhecer o meu talento, senhor Torres, a nossa aliança vai ser inesquecível.Diz de uma forma séria e sensual.— Fico feliz que tenha aceitado, o Grupo Torres cuidará da fabricação, você só precisa criar.Após 15 minutos de conversa, ela assina o contrato.— Eu vou criar uma coleçã
MilenaPraia11:45 da manhãNós sentamos em um quiosque e pedimos alguns petiscos.Depois do meu sequestro e de ter sido leiloada em um bordel, a gente merece um tempinho só nosso.Parece que finalmente a paz vai permanecer na nossa vida.Os petiscos chegam.— Aqui: bolinhos de bacalhau, iscas de camarão empanadas com limão e batata frita.Fala o garçom, colocando a comida na mesa junto com o suco de laranja.— Obrigada.Eu e meu amor dissemos ao mesmo tempo.O homem sorri e se afasta, indo atender os outros clientes.— Eu sempre gostei de vir à praia com o meu pai. A gente brincava de pega-pega e fazíamos castelos de areia e, no fim da tarde, a gente ficava em silêncio admirando o pôr do sol.Adriano diz em um tom nostálgico.— Se ele tivesse vivo, acha que ele ia gostar de mim?— Claro que ia, gatinha. Tenho certeza que você e o meu pai iam se dar muito bem. O Heitor era gentil, justo e alto-astral. Era impossível alguém ficar deprimido perto dele. Queria que ele tivesse tido a opor
SôniaDeu tudo errado. A vadia fugiu e aquela desgraçada da Tereza me denunciou. Agora estou sendo perseguida pela polícia.Dirijo o mais rápido que consigo. Eu não posso ser presa, não posso.Prefiro a morte.Minha cabeça dói e sangue escorre pela minha testa, mas não dou importância. O meu objetivo agora é despistar os malditos policiais.— Vocês não vão me pegar, filhos da puta!Grito e olho para trás.Mas logo me arrependo.Por causa da minha distração, perco o controle do carro. Ele capota em um barranco. Meu rosto é atingido pelo volante sem piedade.(...)Abro os olhos. Sinto uma dor insuportável no meu rosto.Levo as mãos ao meu rosto, que está enfaixado.— Onde eu estou? Ai, está doendo muito... Tem alguém aí?Um homem de meia-idade e careca entra. Ele está usando um jaleco.— Por favor, se acalme. Você está no hospital. Se lembra do acidente?Obrigo a minha mente a lembrar.— Eu estava fugindo da polícia... Eu me distraí e tudo ficou escuro.Digo, sentindo minha cabeça doer.
Milena— Acorda, vadia nojenta!— AHH!Grito assustada ao sentir um líquido bem gelado em meu rosto.Abro os olhos e vejo Sônia com um balde vazio na mão.— Desgraçada, maldita.— Agora que você acordou, vou dar o seu café da manhã: um osso bem suculento que sobrou do meu jantar. Pega, cadelinha.Diz, jogando um osso de galinha em mim.— Come, cadela, come.Minha vontade é de fazê-la engolir esse osso.— Não estou com fome.— Quer ver o meu vestido de noiva? Espera aí, eu já volto.Ela sai do quarto.Olho pela janela. Tem só três homens lá fora.Sônia surge no quarto usando um vestido de noiva extravagante.— E aí, o que acha, cadela? O Adriano vai amar, né?— Está parecendo um pavão.— Invejosa. Eu preciso sair. Seja uma boa menina e não tente nada.A vadia se retira e fecha a porta.Me sento na cama.Sei que Adriano está fazendo de tudo para me encontrar.Mas não posso confiar na Sônia, e se ela decidir me matar hoje?A porta se abre e Boris entra com uma garrafa de água e me entreg
Milena— Sua louca, mau-caráter, doente! A minha família vai procurar por mim. Você vai mofar na prisão.Meu rosto está doendo demais depois dos tapas dessa cobra.— Cala a boca, vadia! Parece um disco arranhado, repetindo a mesma coisa. Eu vou ser feliz com o Adriano. Depois, eu vou armar um acidente para a múmia da mãe dele e dar aquele seu ratinho para uma família qualquer do exterior.— Maldita...— Acho que você está com essa raiva toda porque está com fome.— Boris, querido, traga o almoço da cadela.Fala, e o homem sai do quarto, voltando minutos depois com um pote onde se coloca ração para cachorro.Dentro tem uma gosma nojenta que parece arroz.— Solta ela.O homem me solta.— Fica de quatro e come a sua comida, cadela nojenta.— Meu Deus, você é completamente surtada.— Boris...O homem me derruba no chão. Sônia pega o pote e esfrega a minha cara no pote.— Está gostando, sua vagabunda? Vadia sem vergonha.— Me solta! Me solta!Tento me libertar, mas o homem é muito forte.E







