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Capítulo 77

Author: Advanjat
last update publish date: 2025-07-23 05:38:16
Ruby despertou com os cílios ainda colados pelo sono, o rosto afundado nos lençóis finos caros que guardavam o perfume dele, uma mistura de couro, almíscar e algo mais primitivo que a fazia arfar mesmo imóvel.

A luz cinzenta da madrugada filtrava-se pelas frestas das cortinas grossas, tingindo o quarto com a paleta pálida, entretanto não se moveu de imediato. Ficou ali, deitada de lado, os dedos apertando devagar o tecido enrugado sob o seu corpo nu, enquanto o coração batia num ritmo tranquilo.
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  • Sra. Radcliffe | Duologia: Chefe   Capítulo 126

    RUBY RADCLIFFEHarry foi o primeiro a se mover para seguir próximo e estendeu a mão na direção da mesa e disse, com um tom de voz meio autoritário:— Vamos nos sentar, eu e Ruby temos um anúncio importante para fazer.Ninguém questionou, apenas obedeceram. Rosie pousou a taça encima da mesa de centro, Luna se acomodou na cadeira ao lado dela, e Herodes, que estava no sofá, levantou-se sem pressa e caminhou até a mesa. Eu ajudei Sade a subir na cadeira ao lado do seu pai, Steffan, e ela me olhou com aquela curiosidade infantil que não sabia disfarçar.— Tia, o que é? — ela sussurrou.— Já vai saber, minha flor.Fiquei de pé ao lado do Harry. Ele olhou para mim uma vez, e eu vi algo nos olhos dele algo que eu não sabia nomear mas que me parecia que de certa forma, ele desejava esconder de mim, e não era medo ou ansiedade. Não sei, era algo mais denso, mais pesado, como se ele estivesse prestes a soltar uma bomba.— A Ruby está grávida — ele disse, sem preâmbulo ou rodeios. — Vamos ter u

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    RUBY RADCLIFFEEntrei no escritório e fechei a porta atrás de mim. O ambiente estava fresco, as cortinas meio fechadas, e o silêncio da casa parecia ter se acomodado nos cantos como poeira antiga. Abri primeiro as cortinas e as janelas para que a claridade e o ar fresco pudessem entrar, e sentei-me na cadeira em frente à mesa, liguei o computador e digitei a senha. A tela acendeu, iluminando o meu rosto, e eu fui direto à caixa de correio eletrónico.Havia muitas candidaturas, mas muitas mesmo. A caixa de entrada estava transbordando, e eu rolei a barra lateral por um longo momento, sentindo uma mistura de alívio e cansaço. A vinícola em França precisava de uma secretária, alguém que cuidasse da papelada, das agendas, das reservas, das vindimas e dos fornecedores, mas especialmente, alguém que eu pudesse confiar. Eu não era boa em recrutamento e seleção, mas sabia o que queria. E, naquele momento, o que eu queria era alguém que me tirasse um peso dos ombros antes mesmo que ele começ

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    RUBY RADCLIFFEDois meses haviam se passado e já estávamos — lamentavelmente — de volta a Luxemburgo. E, aparentemente, por enquanto, sem data de retorno para os Estados Unidos, o que sinceramente andava me inquietando algum tempo.Não que eu não gostasse necessariamente de estar fora do país. Até porque as pessoas próximas a mim, de fato, também não estavam lá. Milena e Edward tinham ficado na Itália por mais algumas semanas antes de voltarem para casa. Sophia estava em algum lugar do mundo que eu não sabia precisar. E os meus pais... bem, os meus pais estavam onde sempre estiveram, naquela casa cheia de cheiro de comida e risadas que eu já começava a sentir falta ainda agora.Mas ainda assim, não me parecia muito natural a sequência de acontecimentos.Harry sempre tinha um motivo. Sempre! E os motivos dele eram sempre bem construídos, lógicos, impecáveis, mas ultimamente eu começava a perceber que os motivos dele serviam mais para encerrar conversas do que para explicá-las de verdad

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    RUBY RADCLIFFEHarry se aproxima da mesa de cabeceira sem olhar, como se já tivesse mapeado a gaveta em sua cabeça, e surge com o plugue pequeno com a base em forma de coração. Parece doce e ridículo em sua mão grande, mas ele balança as sobrancelhas, sem vergonha.— Vou manter cada gota exatamente onde eu coloquei.Nada respondi, e nem se conseguiria, de tanto que estava sem forças. Harry leva o seu tempo como se fosse importante, o que, para ele, importa.Lubrificante frio, a pressão cuidadosa de seu dedo circulando, aliviando, testando. Ele mantém os olhos em meu rosto, os polegares parando para acariciar quando a minha respiração fica presa. Ele desliza um dedo, depois dois, tesourando lentamente até que o puxão apertado diminua, um tipo diferente de alongamento derretendo em uma plenitude pesada e obscena.Ele persuade com encorajamentos suaves e imundos como "bom, é isso", "relaxe para mim", "mantenha-o, essa é a minha garota", e então troca os dedos pelo plugue, a ponta alargad

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    RUBY RADCLIFFEÉ demais exatamente do jeito que ele quer.O meu terceiro orgasmo atinge como se o chão estivesse caindo, como se o oceano esstivesse agarrando os meus tornozelos e me puxando com força.Os meus músculos se contraem, a minha boceta esvoaçando ao redor dele em puxões duros e involuntários; me ouço gritar de forma crua e aberta, e ele responde com um som que é quase um rosnado.As suas mãos travam em meus quadris, os dedos cavando na dobradiça onde a perna encontra a pélvis, segurando-me empalado enquanto o meu corpo o ordenha. Ele dirige uma, duas vezes, enterra até o fundo e fica lá, e então rompe comigo em gemidos saindo para fora dele como se doesse deixar ir — derramando calor em pulsos lentos e surdos que sinto bem no fundo. Harry pressiona com força a parte inferior de suas costas, o corpo curvado sobre o meu, a respiração serrada, a boca deslizando pela pele úmida de suor do meu ombro.O tempo se estende com apenas o som da sua respiração e o pulsar suave e úmido

  • Sra. Radcliffe | Duologia: Chefe   Capítulo 121

    RUBY RADCLIFFEEle afunda em mim em um longo empurrão, esticando-me até que o ar fique preso em minha garganta. Minhas unhas se prendem em seus ombros; sinto sua elas se arrastando em sua pele, quente e escorregadia de suor. Ele fica enterrado, a testa pressionada contra a minha, a respiração combinando com a minha, os quadris tremendo pelo esforço de não se mover.— Olhe para mim — diz ele, com a voz meio quebrada .Eu o faço e ele sorri, e logo começa a se mover.Harry começa devagar apenas para sentir o jeito que recebo – quadris rolando como se estivesse testando a profundidade de uma ferida, arrastando o comprimento grosso até a borda e empurrando para trás até que sua respiração quebre em torno de mim. O calor se espalha sob sua pele, derretido e pesado, e a cama dá um leve gemido de protesto cada vez que ele empurra para dentro. O cheiro de suor, pele limpa e sexo, engrossa no espaço, doce e salgado e elétrico, e a minha boca se enche com o gosto dele desde o último beijo.Não

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