Mag-log inSabrina Becker.
Meu celular vibra constantemente em cima da cama em seguida o toque insistente do telefone que já está me irritando.Enrolo meu corpo em volta da toalha vermelha aveludada enquanto me encaro no enorme espelho retangular no banheiro.-Você não fez aquilo, garota burra.- resmungo para me mesma encarando meu reflexo. -Demonstrar fraqueza não faz parte de você, Sabrina.Apoio-me com os duas mãos sobre a quina da pia de mármore e respiro fundo abaixando o cabeça, deixando os fios recém úmidos cairem sobre meu rosto.Que droga Sabrina.Dou meia volta abrindo devagar a porta marrom detalhada no dourado "podia jurar que isso era ouro" e a fecho devagar por trás de mim.Caminho sobre o carpete felpudo cinza até a minha cama onde o meu celular já havia parado de tocar.Esse troço faz cócegas nos pés, eu particularmente prefiro o tapete liso.Meus olhos vidram na tela enquanto meu polegar auxilia na rolagem das conversas, há várias ligações perdidas de Elisa e no final um áudio."Sabrina? Não esqueça, temos que tirar isso a limpo"Suspiro pesadamente e jogo o celular de volta na cama, ouço 3 batidas seguidas na porta e apresso-me para vestir meu pijama.Aaron deve está no quinto sono, Mari já foi embora, Kelly provavelmente invernando.Abro a porta bruscamente e logo reviro os olhos com tédio.Não tenho um minuto de paz.-Você não tem casa Gustavo?- cruzo os braços na altura do peito.-Duas ainda!- ele sorrir de lado enquanto me analisa de cima abaixo.-Aaron vai te matar se continuar a me olhar assim.- Falo séria e ele nega.-Belo pijama e ainda sim, gostosa.-Falou o homem que usa pijama de pirata para dormir.- Brinco e o mesmo se olha e dá de ombros.-Estilo gatinha! Seu marido te chama, só isso que vim comunicar.-O que ele quer?- Ergo uma sobrancelha. Qual é! São 21:27 da noite.-É uma ordem, só obedeça.Ele me da as costas e o acompanho pelo corredore quase sem iluminação.Ele não deveria está dormindo?-Sabe que não sou boa em obedecer, Gustavo!- Sussurro.-Eu sei! Deveria ter entregado a sua irmã, séria mais fácil.Fico em silêncio, eu não quero mais falar sobre esse assunto. Eu tô aqui, não tô?Paramos em frente a porta do quarto do senhor mandão, me escoro na parede encarando Gustavo.-Desculpa.- ele alisa meu rosto e empurro seu braço. -É difícil te ver ao lado do meu primo a força e saber que a culpa é da sua irmã e eu não posso fazer nada.-Vai pro inferno Gustavo e não se preocupe, está tudo bem.- dou três batidas na porta ficando de frente para a mesma. -Some.-Boa sorte.- o olha de relance desconfiada.Gustavo me dá as costas e segue até o final do corredor, entro assim que escuto o "entre" bem distante.Respiro fundo abrindo cuidadosamente a bendita porta e adentro logo a fechando.Vasculho com o olhar o imenso quarto e tonalidade cinza e claro como destaque, a imensa cama de frente para a porta.Então tá né...-Levi?- o chamo ao notar ausência.-Sabe que odeio quando me chamam assim, não é?- sim, eu sei.-Onde você tá?-Aqui.Sigo a sua voz que ecoa no quarto, o único barulho possível de ouvir no momento era a água do chuveiro, engulo seco ao me aproximar da porta.-O que quer? Duckworth.- falo friamente.-Que entre.-Você está...-Não foi um pedido gatinha.- ele rosna do outro lado e para minha surpresa à porta se abre e meu braço é agarrado com força e sou puxada para dentro de maneira ágio.A porta é fechada por trás de mim, meu corpo é encostado delicadamente contra a mesma.-Foi uma ordem, Becker.Seus braços estão ao redor do meu corpo, seus olhos negros me fitam intensamente e neles possuía um brilho nunca visto, seu belo rosto possui gotículas de água assim como seu cabelo escuro jogados para o lado.Ele estava perto! Até demais.Não conseguir evitar e em uma revisão rápida vejo que está completamente despido.Mais que droga.Foco minha atenção em seu par de olhos escuros e suspiro ao ver seu sorriso idiota em seu rosto.-Eu tô sentindo seu nervosismo daqui, gatinha.- ele sussurrou rouco próximo ao meu ouvido.Meu corpo estremece com suas e por impulso o afasto o empurrado com as duas mãos.Ele rir e penteia seus fios para trás, olho para seu peito o ferimento estava quase cicatrizado.Hum...Viro-me para a porta e tento a abrir mais a mesma estava trancada.-Que palhaçada é essa Aaron?- falo ao me virar para ele. -Você não tem esse direito...-Esqueceu que sou seu marido?- ele pega a uma esponja amarela e se aproxima e não consigo evitar de olhá-lo. -O que tá olhando, hum? Quer alguma coisa Sabrina?- ele me lança um sorriso malicioso e balanço a cabeça afastando os pensamentos.-Quero que vá para o inferno, aproveite e leve o Gustavo consigo.Ele me ignora e me estende a esponja.-Eu preciso de ajuda, não alcanço às costas. Pode me ajudar?Quê? Por um momento pensei outra coisa...Ele sorri ao perceber minha cara totalmente confusa e logo dou um jeito de contornar a situação.-Eu não vou te tocar Becker.- ele me analisa rapidamente de cima a baixo e por fim sorrir. -A menos que queira...-Tenho escolha em relação as suas costas?- resmungo mudando de assunto e o mesmo nega. -Ótimo! Maravilha.Tomo a esponja de suas mão, ele me dá as costas e caminha de volta para o chuveiro.Para diante ao espelho circular e vejo o quanto estava vermelha.-Ai que droga.-Relaxa Sabrina, você fica fofa ruborizada.O lanço um olhar intrigada.Eu não vou olhar, eu não vou olhar.De costas, ele me entrega o sabonete líquido amarelado e o derramo sobre à esponja.Começo deslizar a mesma sobre suas costas observando a formação da espuma.Esfreguei as suas costas evitando o máximo possível olhá-lo, mais não alcançava seus ombros direito.-Pode se abaixar um pouco? Você é muito alto...Assim ele fez, ele se abaixou e pude terminar de ajudá-lo.Agora eu precisaria de um banho, de novo.-Se quiser pode tomar.- ele me olha por cima dos ombros. -Tem espaço para nós dois.Minhas bochechas ardem e desvio o olhar. Devo está igual a um pimentão.-Posso ir?- Diga que sim, pelo amor.Ele se vira e entregando-me uma escova de cabelo.Resmungo a pegando com violência da sua mão.-Eu não sou sua escreva, sabia?-Silêncio.Ele se abaixa e começo a escovar seus fios.Folgado.-Ai! Devagar garota.- Sorri puxando mais forte. -Sabrina!-Desculpa!- Forço um sorriso sínico ao ver Aaron me olhar de relance.Depois de alguns minutos, finalmente acabo. Observo a escova contendo alguns fios arrancados propositalmente, claro!-Se importa de me empresta?- ergo a escova e ele me olha com dúvida. -Kelly pegou a minha.-Tudo bem, acho melhor ir tirar essa roupa.- ele aponta para meu pijama rosa que agora está quase 100% molhado ó deixando transparente e me olho no espelho. -Está me deixando excitado.Ele se escora na parede por trás de mim e olho.-A porta...-Está aberta, vá.Apresso meus passos e rodo a maçaneta fazendo a porta se abrir, escuto sua risada ao sair do banheiro batendo a porta com força.E não é que estava aberta.Amanhã mesmo, isso cairá nas mãos da Elisa.Que pressão.Por coincidência ou não, Gustavo se recuperou da bala que atingiu seu peito a três meses atrás, mas infelizmente Verônica escapou, Venture ficou arrasado ao descobrir que a filha estava envolvida em todo esse esquema e que isso a levaria à morte.A vida tinha que continuar, a prova disso? Ester, depois que soube da morte do marido que foi acusado de traição. Ela tomou uma decisão em relávamos a sua vida, iria aproveitar o pingo de vontade da vida que existia em si para conhecer o mundo. Em 3 meses a mulher viajou por toda Europa.As Ferrari? Assim que Kelly soube que Gustavo havia levado um tiro, automaticamente se desesperou e acreditem, assim que Gustavo chegou na Alemanha ela o pediu em casamento. O mais engraçado foi a reação do Duckworth que estava totalmente confuso.-Eu que não deveria ter pedindo você em casamento, Becker?- Ainda confuso, ele questionou.Se ajeitou confortavelmente na cama do hospital sustentando seu melhor sorriso.-Em que época você vive, Gustavo?- Kelly o
Aaron Duckworth.-Fala Elisa.-Eu não acredito que você sequestrou o meu irmão, Duckworth!- Grita exasperada. -Cara! O meu irmão.- Repete.Não contive o sorriso ao imaginar a cara de desespero do Valentin ao ser jogado dentro de um carro escuro recebendo um capuz da mesma cor que impedisse sua visão.Por outro lado eu estava aliviado, tudo isso havia acabado ou aparentemente havia acabado.As palavras daquele homem não havia saido da minha cabeça."Ainda não acabou, Duckworth"Sabrina está em casa! É isso que importa.Ultrapasso o sinal vermelho desviando com sucesso de uma motocicleta.-Ouviu o que eu disse Aaron?-Claro! Eu precisava de um médico para ela.-O meu irmão Aaron?- desdenhou. -Ele estava trêmulo seu louco.Contenho a risada perversa, já tive vontade de fazer coisa bem pior do que um simples e falso sequestro.Um suporte médico muito bem organizado pelo meu pai foi montado em meu quarto para dar suporte a minha loira caso ela precisasse de algo.E eu precisava de um médic
Dimitri voltou para a mansão sustentando o semblante frustrado, alisa os fios loiros para trás enquanto sobe as escadas silenciosamente."-05"Elisa havia feito Clara desmaiar, disse que a levaria para um galpão, talvez Aaron ainda quisesse falar com ela.Vozes masculinas são ouvidas ao lado oposto do corredor, o fazendo se questionar. Curioso, ele segue as vozes, seja lá quem for, parecia estar bastante irritado pelo tom.A porta estava aberta, inclinou-se um pouco a cabeça enxergando o interior do escritório vendo o homem de frente para Jhonson.-Que diabos...- Resmungou baixo ao se afastar silenciosamente.Isso não seria possível! Ou seria?Se afastou indo em direção ao quarto em que a loira está, dessa vez a porta não estava trancada.Ele abriu com cautela enfiando a cabeça pela brecha da porta.Ela ainda estava apagada.Ele entra fechando a porta por atrás de si, caminha cautelosamente até a loira analisando rapidamente seu corpo a barriga dela já era notável.-Então você está gr
No escritório, Aaron conversa com Dimitri tranquilamente.Se passava das 02:15 da madrugada, Gustavo já havia se retirado junto com Elisa e Diogo para uma verificação rápida de alguns objetos...-Como ela está?- questiona meio receoso sem deixar transparecer mas no fundo, havia medo e ansiedade pela a resposta do Venture.Dimitri desvia o olhar rapidamente, procurava as respostas certas que até então não vinham ó obrigando a falar a verdade.-Sabrina está sendo mantida em um quarto com acesso à banheiro, closet e uma grande cama.- diz transparecendo insegurança. -Ela sente sua falta, Aaron.Aaron estreita os olhos em desconfiança, isso não é normal. Desde quando sequestrados possuem mordomia?-Está perplexo, Dimitri.- indagou. -Sabe que isso não é normal, o que está acontecendo com a Becker?- Aaron manteve o olhar firme sobre o loiro que suspira.-Sabrina está sendo torturada psicologicamente.- Diz com pesar. -Eu não pude fazer nada... Aaron ajeita a postura na poltrona de couro já s
Aaron Duckworth-Não demore muito, Duckworth.Eu não aceito receber ordens! E ter que fingir esse momento da "fragilidade" não combina nem um pouco comigo.-Estou chegando.- Tento responder o mais calmo possível escondendo meu fingimento. Eu estou a ponto de mandá-lo se foder.Elisa desliga finalmente desliga o telefone.A confissão do Venture também me intriga, saber que só participou de todo esse esquema por conta da Verônica é algo estranho, já que há relatos de que os dois não se davam muito bem mas mantinham as aparências pelo o nome da família.Passo a marcha do veículo para a quinta recebendo o olhar mortal da Elisa.-Se não se incomodar, gostaria de que diminuísse a velocidade, Duckworth.- Diz tranquila porém seus olhos castanhos demonstram outra coisa. -Admiro que ainda não tenha morrido.-Treino! Dirijo desde os 13 anos.- ela me olha incrédula. -Treinamentos para fugas em alta velocidade, adrenalina pura, é divertido.Diminuir a velocidade observando de canto seu corpo relax
Sabrina Becker.Abro os olhos rapidamente, eu ainda não me acostumei e nem vou.É difícil você acordar em seu "quarto" ao mesmo que não é o bendito quarto do Duckworth.Isso está me deixando atormentada, acho que se eu estivesse em um galpão talvez o choque séria menor do que acordar no quarto em que eu normalmente durmo só que sem a presença do meu marido.Olha o que você tá pensando Sabrina.Coitado...Eu não imagino como ele possa está psicologicamente. A complexidade disso tudo é surreal.Primeiro: Meu sequestro foi no dia do aniversário do Aaron.Segundo: Era pra ser uma bela comemoração ao revelar o sexo das nossas filhas.Terceiro: Ele receberia a notícia de que séria pai.Tudo aconteceu ao contrário.Nada foi como eu planejei.Aaron deve estar desesperado.-Sabrina?Retiro de imediato o lençol que me conbria até o topo da cabeça, estreito os olhos com o cenho fechado ergo o tronco analisando o quarto.Não é possível.Eu tinha certeza! Eu escutei sua voz ou eu tô ficando maluc







