LOGINAaron Duckworth
-Não demore muito, Duckworth. Eu não aceito receber ordens! E ter que fingir esse momento da "fragilidade" não combina nem um pouco comigo. -Estou chegando.- Tento responder o mais calmo possível escondendo meu fingimento. Eu estou a ponto de mandá-lo se foder. Elisa desliga finalmente desliga o telefone. A confissão do Venture também me intriga, saber que só participou de todo esse esquema por conta da Verônica é algo estranho, já que há relatos de que os dois não se davam muito bem mas mantinham as aparências pelo o nome da família. Passo a marcha do veículo para a quinta recebendo o olhar mortal da Elisa. -Se não se incomodar, gostaria de que diminuísse a velocidade, Duckworth.- Diz tranquila porém seus olhos castanhos demonstram outra coisa. -Admiro que ainda não tenha morrido. -Treino! Dirijo desde os 13 anos.- ela me olha incrédula. -Treinamentos para fugas em alta velocidade, adrenalina pura, é divertido. Diminuir a velocidade observando de canto seu corpo relaxar. Viro a direita entrando em uma estrada de terra cercada por árvores ao redor. Ela abre a janela pondo a cabeça para fora. -Ele escolheu essa estrada para dificultar caso você decidisse seguir seja lá quem estiver te esperando.- volta a sua posição normal me olhando com tédio. -Ele parece ser bem inteligente. -Nem tanto. Com certeza não. Estacionei o carro e puxei a trava de mão. Uma mulher loira vestindo totalmente preto escorada em uma moto, aguardava impaciente pelo jeito que balançava as pernas, ele fala com alguém pelo telefone. Desço do carro junto com Elisa, mantínhamos glocks carregadas, mesmo se sofrêssemos um possível ataque estaríamos em uma porra de desvantagem. Uma clareira em meio a uma floresta com estrada de terra nunca é um bom sinal. -Duckworth!- Ela fez uma breve reverência irônica. -Sua entrega. Sempre soube que havia a porra de algo errado com essa mulher, sua carinha de gente inocente nunca me enganou. Em certos casos, não temos o direito de tocar em uma mulher, algumas são julgadas e como castigo, jogadas em prostíbulos da máfia. Outras recebem a morte rápida e sem dor. -Clara...-Elisa rir irônica, parando ao meu lado. -Eu vou te matar garota, anota de caneta porque será algo que eu mesma irei fazer. A mulher nega sutilmente dando de ombros com um sorriso provocativo de canto. -Sonhar não mata, Elisa. -Me dê o documento, Clara.- Ela estende o papel e o pego. Como a pessoa pode ter esse nível de cinismo? Não se confia em ninguém. -Não me olhe assim Aaron. Se me tocar uma certo alguém morre.- Ela me estende a caneta e a pego. -Vai dar tudo certo.- Sorri forçadamente. -Eu vou arrancar todos os seus dentinhos, Clarinha.- Elisa diz friamente vendo o sorriso da loira se desfazer. Apoio a mão por debaixo do papel e assino devolvendo para a garota que avalia a assinatura. -Foi um prazer fazer negócios com você, Duckworth.- ela olha para Elisa. -Veremos. [...] -E agora?- Gustavo questiona impaciente. -Eu quero minha senhora de volta, Aaron. -Senhora?- Dimitri questionou. -Gustavo é empregado da Sabrina.- Elisa explicou. -Sinceramente viu. -Temos apenas 48hrs! Vamos arrombar os dois cativeiros ao mesmo tempo.- Dou um pequeno gole em meu whisky. -Iremos nos dividir em duas equipes para obtermos sucesso. Jhonson disse que depois das 48hrs soltaria Sabrina, se eu acredito? Não. Naquele maldito jantar onde receberíamos a notícia de quem seria meu substituto eu o odiei assim que meus olhos flagraram o seus que encarava Sabrina fixamente. -Impossível.- Diogo se pronuncia. -O primeiro cativeiro fica em Cuba. Como vai estar em dois lugares ao mesmo tempo Aaron? Respiro fundo, cada minuto que se vai é importante. Não deveríamos nem estar tendo essa conversa. -Por isso eu disse.- Ponho o copo sobre a mesa. -Iremos nos dividir em dois grupos! O da Alemanha eu lidero.- Olho para Gustavo. -Você vai para Cuba. -Como desejar, Chefe. -Contente Diogo?- Direciono o olhar para o homem que deu de ombros. -E em relação a nós três?- ergue o dedo indicador no ar e roda se referindo a ele, Dimitri e Elisa. Apoio os antebraços sobre a mesa e entrelaço os dedos, o olho sério reformulando um plano rápido. -Elisa e Dimitri ficam aqui, Você irá com Gustavo junto com mais alguns homens.- Expliquei com o pingo da paciência que me restava. -Certo. [...] Sabrina Becker. Eu estava ofegante! Essa merda toda irá me causar graves danos, eu estou tentando, juro. Mas se todo esse tormento continuar acabarei por sofrer um aborto espontâneo. Não irei permitir que minha mente me traia dessa forma, Irei me manter forte! Por mim, por ele e principalmente por elas. Flashback surgem em frente aos meus olhos, por um momento todas aquelas vozes sumiram, ficando somente as imagens. O dia em que estávamos nos spar e suspeitei sobre o porque da minha irmã ter sido separada da gente, quando entrei no banheiro Dimitri estava com ela. O cenário rapidamente. O dia em que Aaron foi a minha casa e o confrontei se passando pela minha irmã, ele ficou em choque. E claro. O dia do casamento em que eu jurava que Aaron iria atrás da minha irmã, ela já estaria muito longe para ser achada mas para minha surpresa, ele continuou com a cerimônia. -Presta a atenção em mim, Sabrina.- Meu queixo é agarrado com brutalidade e abro os olhos encarando os seus. -Aaron assinou o contrato, coitado mal sabe... -Ele não faria isso.- sussurro baixo, ou faria? -Eu lamento, mas ele fez.- Seus olhos percorrem rápido o meu corpo logo focando atenção novamente em minhas íris. -Advinha o que eu ganhei de brinde, Becker?- Ele se aproxima do meu rosto encostando sua boca próxima a minha orelha e sussurra. -Você.- diz vitorioso. Ele afastou o seu rosto voltando a olhar em meus olhos, sua mão repousou sobre meu ventre então um sorriso sombrio se instalou em sua face. -E acompanhando o brinde, as gêmeas do Aaron Duckworth. Ô empurrei com força, sinto uma imensa vontade de chorar porém controlada, Aaron não fez isso. Ele poderia ter feito isso. Ele não tinha a merda desse direito.Por coincidência ou não, Gustavo se recuperou da bala que atingiu seu peito a três meses atrás, mas infelizmente Verônica escapou, Venture ficou arrasado ao descobrir que a filha estava envolvida em todo esse esquema e que isso a levaria à morte.A vida tinha que continuar, a prova disso? Ester, depois que soube da morte do marido que foi acusado de traição. Ela tomou uma decisão em relávamos a sua vida, iria aproveitar o pingo de vontade da vida que existia em si para conhecer o mundo. Em 3 meses a mulher viajou por toda Europa.As Ferrari? Assim que Kelly soube que Gustavo havia levado um tiro, automaticamente se desesperou e acreditem, assim que Gustavo chegou na Alemanha ela o pediu em casamento. O mais engraçado foi a reação do Duckworth que estava totalmente confuso.-Eu que não deveria ter pedindo você em casamento, Becker?- Ainda confuso, ele questionou.Se ajeitou confortavelmente na cama do hospital sustentando seu melhor sorriso.-Em que época você vive, Gustavo?- Kelly o
Aaron Duckworth.-Fala Elisa.-Eu não acredito que você sequestrou o meu irmão, Duckworth!- Grita exasperada. -Cara! O meu irmão.- Repete.Não contive o sorriso ao imaginar a cara de desespero do Valentin ao ser jogado dentro de um carro escuro recebendo um capuz da mesma cor que impedisse sua visão.Por outro lado eu estava aliviado, tudo isso havia acabado ou aparentemente havia acabado.As palavras daquele homem não havia saido da minha cabeça."Ainda não acabou, Duckworth"Sabrina está em casa! É isso que importa.Ultrapasso o sinal vermelho desviando com sucesso de uma motocicleta.-Ouviu o que eu disse Aaron?-Claro! Eu precisava de um médico para ela.-O meu irmão Aaron?- desdenhou. -Ele estava trêmulo seu louco.Contenho a risada perversa, já tive vontade de fazer coisa bem pior do que um simples e falso sequestro.Um suporte médico muito bem organizado pelo meu pai foi montado em meu quarto para dar suporte a minha loira caso ela precisasse de algo.E eu precisava de um médic
Dimitri voltou para a mansão sustentando o semblante frustrado, alisa os fios loiros para trás enquanto sobe as escadas silenciosamente."-05"Elisa havia feito Clara desmaiar, disse que a levaria para um galpão, talvez Aaron ainda quisesse falar com ela.Vozes masculinas são ouvidas ao lado oposto do corredor, o fazendo se questionar. Curioso, ele segue as vozes, seja lá quem for, parecia estar bastante irritado pelo tom.A porta estava aberta, inclinou-se um pouco a cabeça enxergando o interior do escritório vendo o homem de frente para Jhonson.-Que diabos...- Resmungou baixo ao se afastar silenciosamente.Isso não seria possível! Ou seria?Se afastou indo em direção ao quarto em que a loira está, dessa vez a porta não estava trancada.Ele abriu com cautela enfiando a cabeça pela brecha da porta.Ela ainda estava apagada.Ele entra fechando a porta por atrás de si, caminha cautelosamente até a loira analisando rapidamente seu corpo a barriga dela já era notável.-Então você está gr
No escritório, Aaron conversa com Dimitri tranquilamente.Se passava das 02:15 da madrugada, Gustavo já havia se retirado junto com Elisa e Diogo para uma verificação rápida de alguns objetos...-Como ela está?- questiona meio receoso sem deixar transparecer mas no fundo, havia medo e ansiedade pela a resposta do Venture.Dimitri desvia o olhar rapidamente, procurava as respostas certas que até então não vinham ó obrigando a falar a verdade.-Sabrina está sendo mantida em um quarto com acesso à banheiro, closet e uma grande cama.- diz transparecendo insegurança. -Ela sente sua falta, Aaron.Aaron estreita os olhos em desconfiança, isso não é normal. Desde quando sequestrados possuem mordomia?-Está perplexo, Dimitri.- indagou. -Sabe que isso não é normal, o que está acontecendo com a Becker?- Aaron manteve o olhar firme sobre o loiro que suspira.-Sabrina está sendo torturada psicologicamente.- Diz com pesar. -Eu não pude fazer nada... Aaron ajeita a postura na poltrona de couro já s
Aaron Duckworth-Não demore muito, Duckworth.Eu não aceito receber ordens! E ter que fingir esse momento da "fragilidade" não combina nem um pouco comigo.-Estou chegando.- Tento responder o mais calmo possível escondendo meu fingimento. Eu estou a ponto de mandá-lo se foder.Elisa desliga finalmente desliga o telefone.A confissão do Venture também me intriga, saber que só participou de todo esse esquema por conta da Verônica é algo estranho, já que há relatos de que os dois não se davam muito bem mas mantinham as aparências pelo o nome da família.Passo a marcha do veículo para a quinta recebendo o olhar mortal da Elisa.-Se não se incomodar, gostaria de que diminuísse a velocidade, Duckworth.- Diz tranquila porém seus olhos castanhos demonstram outra coisa. -Admiro que ainda não tenha morrido.-Treino! Dirijo desde os 13 anos.- ela me olha incrédula. -Treinamentos para fugas em alta velocidade, adrenalina pura, é divertido.Diminuir a velocidade observando de canto seu corpo relax
Sabrina Becker.Abro os olhos rapidamente, eu ainda não me acostumei e nem vou.É difícil você acordar em seu "quarto" ao mesmo que não é o bendito quarto do Duckworth.Isso está me deixando atormentada, acho que se eu estivesse em um galpão talvez o choque séria menor do que acordar no quarto em que eu normalmente durmo só que sem a presença do meu marido.Olha o que você tá pensando Sabrina.Coitado...Eu não imagino como ele possa está psicologicamente. A complexidade disso tudo é surreal.Primeiro: Meu sequestro foi no dia do aniversário do Aaron.Segundo: Era pra ser uma bela comemoração ao revelar o sexo das nossas filhas.Terceiro: Ele receberia a notícia de que séria pai.Tudo aconteceu ao contrário.Nada foi como eu planejei.Aaron deve estar desesperado.-Sabrina?Retiro de imediato o lençol que me conbria até o topo da cabeça, estreito os olhos com o cenho fechado ergo o tronco analisando o quarto.Não é possível.Eu tinha certeza! Eu escutei sua voz ou eu tô ficando maluc







