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capítulo 35

last update Data de publicação: 2026-07-23 02:57:18

Os meninos, animados com a nova companhia e a perspectiva de um café da manhã delicioso, já haviam deixado a timidez de lado. Makar brincava com eles e contava histórias engraçadas sobre os diferentes países onde havia trabalhado, conquistando rapidamente a confiança total deles.

Dimitri e Maiko riam enquanto o ouviam, enquanto eu os observava com alívio e alegria. Irinka também começou a sorrir, o que me deixou incrivelmente feliz.

A refeição estava deliciosa. Makar havia preparado mingau de a
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  • TRAIDOR   capítulo 46

    — O que você está fazendo aqui, Eva? Denis parou diante da minha mesa, cruzando os braços sobre o peito.Não era uma pergunta motivada pela curiosidade. O seu tom era exigente — quase ameaçador — e exigia uma resposta imediata.— Eu trabalho aqui. Respondi, esforçando-me para manter a calma. Eu não queria dar a Denis nenhum motivo para começar uma discussão.O seu rosto se contraiu. Ele se inclinou na minha direção, perto o suficiente para que eu sentisse sua respiração quente no meu rosto.— Quando a Liza me contou, não acreditei. Mas agora vejo que você realmente perdeu o juízo. Ele sibilou, sem fazer esforço para disfarçar o tom. — Decidiu brincar de médica de novo?Precisei de toda a paciência que tinha para manter a expressão serena e responder com calma, sem demonstrar emoção, embora um vulcão estivesse em erupção dentro de mim.— Se você considera a medicina uma brincadeira, Denis, então talvez para você ela seja. Mas, para mim, ajudar as pessoas é algo sério.Denis estreitou o

  • TRAIDOR   capítulo 45

    Na manhã seguinte, acordei cedo com uma mistura estranha de cansaço, teimosia e tensão. A noite fora repleta de sonhos confusos — sonhos em que as crianças se perdiam na floresta e eu não tinha como ajudá-las. Por isso, embora o meu primeiro dia no departamento estivesse à minha espera, acordar foi um alívio.Tomei um banho rápido, tentando me concentrar em ações simples — água, sabonete, toalha — para manter os meus pensamentos sob controle. Depois, vestindo um vestido de algodão simples e justo ao corpo, prendi o cabelo num coque bem-feito e saí do quarto.— Bom dia, Eva. Nem vou perguntar se você dormiu bem. Disse Makar com um sorriso. Ele já estava tomando café na cozinha.— As olheiras estão visíveis a quilômetros de distância? Tentei brincar. — E por que você não está dormindo? Ainda é tão cedo...— Preparei o café da manhã. Você não se importa com trigo-sarraceno, não é?— Certamente não me importo com uma refeição — especialmente uma que alguém preparou com tanto carinho para

  • TRAIDOR   capítulo 44

    — Eu só quero que meus filhos estejam seguros, bem longe de um pai assim. Quero tirá-los de lá agora mesmo. Você pode me levar?— Eu entendo, mas não vamos lá.— Você só vai entender quando tiver os seus próprios filhos. Disparei, embora logo tenha sentido vergonha e culpa por ter dito isso. Makar estava apenas tentando ajudar, e eu... — Desculpe.— Não vamos porque é uma má ideia. Ele respondeu, deixando o meu comentário de lado.— Por quê?— Porque o mais importante agora é agir com sensatez.— Está insinuando que não sou capaz disso? Meu Deus... Esfreguei os olhos com as palmas das mãos. — Na verdade, não sou mesmo. As minhas emoções me dominam. É insuportável!— Você precisa entrar em contato com um advogado.— Sim, sim, você tem razão.— Vou ajudar você a encontrar as pessoas certas para proteger os seus direitos, e você fará isso do jeito certo — pelos meios legais.Ter Makar ao meu lado tornou-se a minha tábua de salvação em meio a essa loucura. Não sei como ele me influenciou

  • TRAIDOR   capítulo 43

    Depois do jantar, as mulheres continuaram conversando e jogando cartas com um baralho velho que guardavam num canto da cela. Elas compartilharam as suas histórias comigo — tristes, às vezes aterrorizantes, mas sempre contadas com ironia e um certo distanciamento, como se não estivessem falando das suas próprias vidas. Percebi que aquelas mulheres eram mais parecidas comigo do que eu imaginava. Cada uma havia suportado a sua cota de sofrimento, mas encontrara forças para seguir em frente, por mais difícil que fosse o caminho.— Ei, por que não o matamos de verdade? Sugeriu Tamara, assim que as mulheres souberam o que havia acontecido comigo. —Aquele cana*lha é desprezível.— Tenho um cara lá fora. Ele daria conta do recado se eu pedisse. Disse outra mulher. — O que me diz, Eva? Quer se livrar daquele bab*aca?— Quero. Concordei com a cabeça. — Mas vou fazer isso do jeito clássico: vou conseguir um divórcio legal e humilhá-lo assim que eu me reerguer.— Ah, sua ingênua. Riu Tamara. — Vo

  • TRAIDOR   capítulo 41

    — Certo, você não é a Rainha da Inglaterra. Claro, vou analisar todos os fatos — não se preocupe, tudo será resolvido adequadamente. Declarou o homem seriamente, soltando uma risada em seguida. — Vou analisar isso quando tiver tempo. Não precisa ter pressa, certo?— Como você pode ser tão cr*uel? Perguntei em desespero.— É melhor ficar quieta. Ele aconselhou. — Isso lhe será melhor. Bem, aqui estamos.Ele me conduziu à cela, e senti uma nuvem escura pairar sobre a minha alma. Esta era minha última chance de tentar obter ajuda.— Espere, senhor... Senhor...— Ruslan. Disse o homem com um largo sorriso. — Sou Ruslan Viktorovich.Ele pareceu satisfeito com o respeito que demonstrei, então tentei usar isso a meu favor.— Sr. Ruslan Viktorovich, me desculpe. Não quis ofendê-lo. Esta situação me assusta. O senhor entende?— Claro que entendo. Algumas pessoas até se sujam nas calças. Não é nada de incomum.— Mas, como eu estava dizendo, somos adultos inteligentes. Dois adultos não conseguem

  • TRAIDOR   CAPÍTULO 40

    O carro afastou-se lentamente enquanto eu permanecia imóvel, sentindo como se os meus pés estivessem colados ao chão. Lágrimas escorriam suavemente pelo meu rosto. Denis lançou-me um último olhar — um olhar no qual eu conseguia ler uma satisfação presunçosa e triunfo.Os gêmeos acenavam alegremente da janela, enquanto Irina me observava com um olhar pensativo.Senti como se o meu coração estivesse se despedaçando em mil pedaços.— Por favor, parem-no! Gritei para os policiais. — Ele sequestrou meus filhos!Eles trocaram olhares, e um deles. Um jovem alto e loiro, com a penugem fina da adolescência em vez de um bigode sobre o lábio superior sorriu com escárnio.— O senhor Boiko? A senhora é Eva Valentynivna?— Sim, parem-no, por favor! Rápido!— A senhora está sendo acusada de sequestro. Disse ele, agarrando os meus pulsos.— O quê? Fiquei atônita.— Fomos informados de que a senhora fugiu com as crianças, violando a lei.— O quê? Não, isso não é verdade! É tudo mentira! Eu sou a mãe d

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