Mag-log inA noite caiu pesada sobre o convento. Clara desceu as escadas do porão carregando uma pequena lâmpada de querosene. O coração batia tão forte que ela sentia a pulsação na garganta. Ela tinha passado o dia inteiro tentando rezar, tentando pedir perdão, tentando esquecer o que tinha acontecido naquela tarde. Mas o corpo não deixava. Entre as pernas ainda latejava, a calcinha que ela trocou duas vezes continuava úmida. Cada vez que fechava os olhos, via os dedos dele saindo brilhantes da buceta dela.Ela não queria descer. Mas não conseguiu ficar longe.Quando abriu a porta do porão, Raffaele estava sentado no colchão velho, as costas encostadas na parede, as pernas estendidas. A camisa estava aberta. O curativo no peito parecia limpo. Ele ergueu o olhar devagar quando ela entrou, e um sorriso lento, perigoso, se abriu no rosto dele.— Veio sozinha — murmurou ele, voz rouca. — Boa menina.Clara parou perto da porta, segurando a lâmpada com as duas mãos.— Eu… eu só vim trazer luz. E
Dois dias se passaram.Raffaele estava visivelmente melhor. O ferimento no peito ainda doía, mas ele já conseguia se levantar sem ajuda, andar pelo porão com passos firmes e até fazer flexões lentas contra a parede para testar a força. O sangue tinha parado de escorrer. A gaze que Clara trocava todos os dias estava limpa.Ele passava a maior parte do tempo deitado no colchão velho, observando a porta do porão como um animal em cativeiro. Esperando.Clara descia duas vezes por dia. Uma de manhã, com comida e água. Outra à noite, para trocar o curativo. Ela tentava ser rápida. Entrava, deixava o que precisava, trocava a gaze em silêncio e subia de volta o mais rápido possível. Mas Raffaele nunca a deixava ir embora sem falar algo.Algo sujo.Algo que fazia o estômago dela revirar e a calcinha ficar molhada antes mesmo de ela chegar ao andar de cima.Naquela tarde, quando ela desceu com uma tigela de sopa e um pedaço de pão, Raffaele já estava de pé, encostado na parede, os braços cruzad
Clara obedeceu. Abriu o hábito até a cintura. O tecido caiu para os lados, revelando a silhueta marcada pela roupa simples que usava por baixo. Os seios grandes subiam e desciam com a respiração acelerada.— Porra… — murmurou ele, sem tirar os olhos do decote. — Olha o tamanho desses peitos. Aposto que são macios pra caralho. Vem cá.Ele puxou o pulso dela com mais força. Clara caiu para frente, quase em cima dele. Raffaele usou a mão boa para segurar a nuca dela, obrigando-a a ficar perto do rosto dele.— Sabe o que eu ia fazer com você na capela se não tivesse desmaiado? — sussurrou ele, os lábios quase encostando nos dela. — Ia te virar de bruços no altar. Ia levantar esse hábito até a cintura, rasgar essa calcinha molhada e enfiar dois dedos grossos nessa bucetinha virgem enquanto você pedia pra Deus me parar.Clara soluçou baixo. As lágrimas voltaram.— Por favor… não…— Não o quê? — ele provocou, a mão descendo pelas costas dela por cima do hábito até parar na curva da bunda. Ap
A chuva não parava. Clara mal conseguia enxergar direito enquanto arrastava o corpo pesado de Raffaele escada abaixo. O porão do convento era frio, úmido e raramente usado — só guardava caixas velhas, um colchão puído no canto e algumas ferramentas enferrujadas. O lugar cheirava a mofo e terra.O mafioso era absurdamente pesado. Mesmo inconsciente, seus músculos pareciam feitos de pedra. O sangue do ferimento no peito continuava escorrendo devagar, manchando o hábito dela toda vez que o corpo dele escorregava um pouco para frente. Clara ofegava, os braços tremendo de esforço. O véu estava torto, o cabelo preto escapando por baixo. O hábito preto estava encharcado na barra por causa da chuva e agora também de sangue.— Ai, meu Deus… me dá força… — murmurou ela entre dentes, puxando-o pelo underarm com toda a força que tinha.Ela finalmente conseguiu arrastá-lo até o colchão velho no canto mais escuro do porão. O corpo dele caiu com um baque surdo. Clara ficou de joelhos ao lado, respir
A chuva caía pesada sobre o telhado antigo do Convento de Santa Maria das Dores, como se o céu quisesse lavar os pecados do mundo. Dentro da capela pequena e mal iluminada, apenas o chiar das velas e o som distante dos trovões preenchiam o silêncio.Irmã Clara estava de joelhos no chão frio de pedra, as mãos unidas contra o peito, o véu branco perfeitamente arrumado sobre os cabelos pretos. O hábito preto caía solto sobre seu corpo, mas não conseguia esconder completamente as curvas que a roupa religiosa tentava disfarçar. Seios pesados pressionavam o tecido. A cintura fina contrastava com o quadril largo e as coxas grossas que se apertavam uma contra a outra enquanto ela rezava.— Ave Maria, cheia de graça… — murmurou ela, voz baixa e doce, quase infantil. — O Senhor é convosco…Ela tentava se concentrar. Tentava mesmo. Mas havia noites em que o corpo traía. Noites em que sentia um calor estranho entre as pernas, uma umidade que ela não entendia e que a fazia corar de vergonha até o
Três meses se passaram desde o dia em que Sabrina pulou o muro pela primeira vez vestindo apenas aquele baby-doll transparente.Três meses de putaria sem freio.O que começou como uma atração suja entre vizinhos havia se transformado em um vício profundo, animal, quase doentio. Eles não conseguiam mais ficar sem se tocar. O muro baixo que separava as duas casas virou uma porta giratória de depravação. Não havia mais pudor, não havia mais limites. Apenas desejo cru e a necessidade constante de usar um ao outro.Martin continuava o mesmo homem de sempre: alto, grosso, mente suja e pau sempre pronto. Mas agora ele vivia em função da buceta, do cu e da boca da vizinha. Sabrina, por sua vez, havia se transformado completamente. A mulher que chegou ao condomínio com um shortinho curto já era uma puta assumida. Seus gemidos mineiros ecoavam todas as noites entre as paredes finas de gesso, e ela não se importava mais se alguém ouvia.Eram quase três horas da manhã de uma quinta-feira quando M







