เข้าสู่ระบบElara soltou uma risada nervosa, curta e sem qualquer traço de humor, enquanto balançava a cabeça em incredulidade.— Não. Isso não pode ser verdade. — Elara... — Darian tentou dizer, mas ela o interrompeu imediatamente.— Não. Eu não consigo acreditar nisso. — Ela começou a andar de um lado para o outro, passando as mãos pelos cabelos enquanto tentava organizar os pensamentos que se atropelavam em sua mente. Depois de alguns passos, voltou-se para ele, os olhos carregados de mágoa.— Você sabia que eu estava viva? — perguntou novamente, como se precisasse ouvir a resposta mais uma vez para acreditar.— Sim, eu sabia.— Durante todos esses vinte anos? — insistiu Elara, sentindo a voz tremer. Darian não desviou o olhar. — Sim. Eu soube durante todos esses vinte anos.— Você sabia que eu existia enquanto eu crescia acreditando que havia alguma coisa errada comigo? Enquanto eu passei vinte anos pensando que era uma aberração? — perguntou Elara, com a voz embargada pela mágoa, sentindo
— Então ele sempre soube que eu não era amaldiçoada? — perguntou finalmente, deixando que a mágoa transparecesse em sua voz. Darian respondeu sem rodeios: — Sabia.A confirmação fez os olhos de Elara se encherem de lágrimas, mas ela piscou várias vezes, recusando-se a deixá-las cair. Não queria chorar diante dele. Não agora.— Então passei vinte anos acreditando que havia alguma coisa errada comigo... — disse, com a voz embargada, sentindo o peso de cada lembrança se tornar ainda mais doloroso. Todas as vezes que se sentira diferente, todos os momentos em que acreditara ser uma aberração, tudo aquilo que aprendera a odiar em si mesma parecia assumir um significado completamente diferente. Darian percebeu a dor em seu rosto e pronunciou seu nome, em um tom mais baixo: — Elara... — começou Darian, percebendo a dor estampada no rosto dela. Ela ergueu a mão imediatamente, interrompendo-o antes que pudesse dizer qualquer coisa.— Não. Não tente me consolar agora — pediu, com a voz firme
O olhar de Darian endureceu, e a expressão antes controlada se tornou mais séria.— Não aconteceu da maneira como eles contam — afirmou.Elara não se deixou convencer tão facilmente.— Isso não significa que a versão da Igreja seja completamente falsa. Algumas das coisas que eles disseram podem ter acontecido de verdade. Darian sustentou o olhar dela por alguns segundos, sem demonstrar qualquer intenção de recuar.— Eu não disse que nada disso aconteceu. Estou dizendo que a história é muito mais complexa do que aquilo que ensinaram a você — respondeu Darian sem qualquer hesitação.Elara percebeu que aquela era uma das primeiras vezes em que ele não tentava amenizar suas palavras, esconder parte da verdade ou escolher uma resposta que a poupasse. Havia uma seriedade diferente em seu olhar, como se o assunto trouxesse memórias que ele preferia manter enterradas.— Então me conte o que realmente aconteceu — pediu Elara, sustentando o olhar dele. Por alguns instantes, Darian permaneceu co
— E o pacto conseguiu prendê-la? — perguntou Elara, ainda tentando assimilar a dimensão daquilo que Darian acabara de revelar.— Sim.— Como conseguiram? — A pergunta saiu rápida, com curiosidade e apreensão.Elara queria entender como algo descrito como uma força tão antiga e devastadora poderia ter sido contido por um simples pacto entre humanos e criaturas da Penumbra. Darian voltou lentamente os olhos para ela e sustentou seu olhar, permanecendo em silêncio por alguns instantes, como se a resposta que estava prestes a dar exigisse mais cuidado do que as anteriores.— Com sangue. — A resposta de Darian foi curta. Elara não gostou nem um pouco do que ouviu. Havia algo naquela palavra que despertava um desconforto imediato, como se ela já soubesse que aquela história de sangue estava ligada a algo muito mais próximo dela do que gostaria.— Sangue de quem? — perguntou, tentando manter a voz firme. Darian demorou alguns segundos antes de responder.— De uma linhagem.O coração de Elara
Elara ainda sentia o calor da mão de Darian contra a sua, mesmo depois de ele soltá-la. A marca em seu pulso continuava brilhando sob a pele, pulsando em intervalos lentos, como se tivesse um coração próprio. Ela encarou o símbolo por alguns segundos antes de levantar os olhos para ele. A frase que acabara de ouvir permanecia presa em sua mente.A Herdeira despertou.Tudo naquela noite parecia ter sido preparado para aquele momento. Os mortos que haviam aberto os olhos. As sombras que a encontraram. Os caçadores da Igreja. A criatura que a chamara de majestade. A marca, a muralha e agora Darian.Ele estava diante dela, imóvel, vestido de preto, com aquela expressão que começava a irritá-la profundamente. Era como se o Rei das Sombras soubesse todas as respostas e tivesse decidido entregar apenas as que julgava convenientes.Elara respirou fundo, tentando controlar o turbilhão de emoções que se agitava dentro dela. Ainda havia medo, mas agora ele vinha acompanhado de uma necessidade qu
Elara baixou os olhos para a mão estendida de Darian, ainda sem conseguir decidir se deveria aceitá-la. Depois, ergueu o olhar lentamente até encontrar o rosto dele. Havia tantas perguntas em sua mente que ela mal conseguia organizá-las, mas uma delas escapou antes que pudesse se conter:— E qual é esse lugar?Darian sustentou o olhar dela por alguns segundos. Seu rosto permaneceu sério, quase indecifrável, enquanto as sombras ao redor pareciam se mover silenciosamente e com a mesma calma firme que havia marcado sua voz desde que surgira diante dela, ele respondeu:— Meu reino.As sombras começaram a se acumular ao redor dos pés de Darian, deslizando pelo chão como uma névoa escura e viva, envolvendo suas botas e se espalhando silenciosamente pela passagem. Ela sentiu o ar mudar ao seu redor, ficando mais frio e pesado. Então, atrás dela, os primeiros caçadores surgiram entre as árvores, avançando pela escuridão com as armas em punho. Darian, porém, não se virou. Permaneceu imóvel, c







