LOGINEntão morda a nossa força! a deusa ordenou, e uma explosão de energia púrpura e preta eclodiu diretamente do peito de Aelar, exatamente onde a joia mística residia em seu âmbar interno.A explosão mágica foi tão violenta que os três Executores que seguravam as correntes foram arremessados contra as encostas rochosas, seus corpos sendo despedaçados pelo impacto cinético. As redes de ferro e prata derreteram instantaneamente, escorrendo pela pele de Aelar em gotas inofensivas de metal líquido.Aelar ergueu-se lentamente. O calor que emanava dele agora era insuportável de se ver.Sua transformação não era mais a de uma criatura lupina ou de um vampiro elegante. Uma névoa violeta-escura, densa como fumaça de incêndio, envolvia todo o seu corpo, e as runas do pacto em seu peito brilhavam com uma luz púrpura tão intensa que criavam rachaduras de rastro estático no ar ao seu redor. Seus olhos não possuíam mais pupilas; eram duas fendas de pura energia de escuridão mágica que fitavam os inimi
A quietude que se seguiu à comunhão de sangue foi enganosamente doce, como o breve instante de calmaria no olho de um furacão. Nas primeiras horas da alvorada antinatural, o calor que antes sufocara a caverna começou a dissipar-se, dando lugar a uma umidade fria que gotejava do teto rochoso. Lira repousava contra o peito de Aelar, sentindo a vibração lenta de seu coração híbrido. A marca em seu pescoço já não queimava; agora, emitia um pulsar constante e reconfortante, uma âncora biológica que a mantinha ligada à mente complexa e atormentada dele. As imagens da cidadela de Valthor e do terrível eclipse de sangue ainda flutuavam em sua memória como cinzas quentes, mas a presença física do Alfa ao seu redor oferecia uma barreira temporária contra o pavor do futuro.Ela moveu o braço lentamente, acariciando os músculos tensos das costas de Aelar, onde as cicatrizes pretas da prata rúnica ainda pareciam sensíveis. O híbrido estava com os olhos semiabertos, fitando a entrada da fenda rocho
À medida que o prazer os elevava ao limite da consciência, Aelar aproximou o rosto do pescoço de Lira, a saliva de suas presas brilhando no escuro.— Agora, Lira... — ele arfou, o peito batendo violentamente contra o dela. — Deixe-nos fazer a comunhão.— Faça... — ela gemeu, cravando os dentes no ombro dele para conter o grito de dor e prazer que subia por sua garganta.Aelar cravou as presas profundamente na lateral de seu pescoço, exatamente sobre a carótida.Lira arqueou as costas do leito, os dedos das mãos espalmando-se contra a terra enquanto o veneno do híbrido invadia seu sistema em uma descarga de calor paralisante que transformava a dor física em um prazer inimaginável. Ao mesmo tempo, Aelar começou a sugar o fluxo vital de Lira, o sangue doce e quente descendo por sua garganta, acalmando a ardência em suas gengivas e enfraquecendo a voz mística da deusa caída em sua mente com o tributo de pura essência vital.No segundo em que o sangue dela entrou no sistema dele, a barreir
O ar dentro da caverna profunda havia se transformado em uma estufa sufocante. A nevasca que rugia lá fora no dia anterior parecia ter sido violentamente substituída por uma calada de vento gordo e abafado, um calor antinatural que derretia o gelo das fendas rochosas e fazia a água escorrer pelas paredes de basalto como suor em um corpo febril. Não era um fenômeno climático comum; era a própria terra reagindo à aproximação de um alinhamento místico, uma pressão invisível que fazia com que o sangue de Lira fervesse sob sua pele de uma forma que ela nunca havia experimentado antes. Ela deitou-se de costas sobre as peles de lobo, a túnica de linho leve colada ao corpo úmido. Sua respiração estava curta, e a marca da mordida de Aelar em seu pescoço pulsava com uma intensidade febril, enviando ondas de eletricidade direto para o seu baixo ventre. O elo de sangue que agora os unia não era mais apenas uma conexão passiva; era uma exigência biológica de proximidade que se tornava mais violen
Gideon recuou um passo, posicionando-se à frente de Lira com a espada erguida em guarda clássica militar.— É você — o sulista cuspiu, os dentes cerrados de raiva. — O monstro que se esconde atrás de uma aparência de garoto. Afaste-se dela, fera maldita, ou eu juro que vou enterrar este aço em seu peito de lobo.Aelar soltou uma gargalhada sombria, um som duplo que misturava o timbre humano com o rosnado subjacente do Alfa que governava aquela montanha. Ele deu um passo à frente, e a pressão de sua energia espiritual foi tão forte que os refugiados no acampamento caíram de joelhos, incapazes de suportar a gravidade de seu instinto Alfa.— Um humano medíocre tenta ameaçar o herdeiro das cinzas em seu próprio covil — Aelar murmurou, as garras de ébano projetando-se lentamente das pontas de seus dedos, brilhando sob o sol frio. — Você marchou por minhas florestas com o cheiro da exaustão humana em suas roupas, e eu o deixei passar porque achei que você seria apenas mais um pedinte famint
A névoa úmida da manhã arrastava-se preguiçosamente pelas fendas do desfiladeiro, trazendo o aroma de pinho molhado e o som distante de machados improvisados cortando madeira. Na entrada do acampamento de refugiados, sob a sombra protetora de um paredão de rocha antiga, Lira ajudava a distribuir os escassos mantimentos que haviam salvado das ruínas de Alden. Sua túnica de linho, embora limpa, estava gasta, e o colarinho roçava constantemente contra a cicatriz recente em seu ombro. A mordida de Aelar não doía mais, mas emitia uma pulsação morna e ritmada que parecia responder à presença invisível dele na floresta ao redor, um lembrete físico e constante de que sua própria alma fora entrelaçada à do herdeiro das trevas.Ela ergueu os olhos cinzentos para as copas das árvores congeladas. Aelar não estava visível, mas ela sabia, com a precisão magnética que o sangue dele lhe conferira, que ele observava o vale do alto de algum pico inacessível, uma sentinela sombria que governava aquele p







