Compartilhar

Traficada para o Dom
Traficada para o Dom
Autor: Daniane Fernandes

Cap 1

last update Data de publicação: 2025-10-11 21:03:01

Sierra

Toc toc toc...

Ouço as batidas na porta, me tirando dos meus pensamentos de liberdade.

Desde as cinco horas da manhã, estão de pé, na verdade, eu mal dormi a noite, tamanha era a minha ansiedade.

Hoje, pela primeira vez, vou sair sozinha, sempre estive confinada nesse convento, minhas únicas companhias eram as Freitas e as outras garotas do orfanato, mesmo assim, ano após ano, eu via elas indo embora, sendo adotadas e partindo felizes com suas novas famílias.

Isso nunca aconteceu comigo, a irmã Marta meio que me adotou quando me encontrou em uma cesta na porta do convento. Eu era apenas um bebê e ela se encantou por mim, como ela mesma costuma dizer, foi amor à primeira vista.

E realmente ela foi uma mãe para mim, por isso, sempre que as famílias vinham, eu me escondia, não queria ficar longe da irmã Marta, ela era tudo de que precisava.

Para mim só faltava uma coisa, liberdade. Eu queria ser como as outras crianças, poder sair, ir ao shopping, ao parque, sei lá, participar de um baile na escola.

Mas a vida em um convento convertido a orfanato é muito reclusa e nada disse nos era permitido.

Por isso, cheguei aos dezessete anos sem nunca ter tido contato com um garoto, nem mesmo na escola, que era só para meninas.

Os únicos homens de quem estive perto eram o padre e os professores, no caso apenas dois, pois o resto do corpo docente era todo composto de mulheres.

Mas hoje isso mudaria, não que eu estivesse ansiosa para estar perto do sexo oposto, na verdade, nem sei como me comportar perto de um garoto.

Eu só quero mesmo sair e ver um pouco do mundo, ser livre.

E hoje darei o meu primeiro passo para a liberdade, vou conhecer algumas universidades que me ofereceram bolsas de estudos. Ao que parece, minhas boas notas e alguns prêmios em concursos literários que venci chamaram a atenção de muitas delas.

No entanto, escolhi junto à irmã Marta a cidade de Nova York por ser mais perto de Montclair e assim eu poderei visitá-la aos fins de semana e é para lá que irei hoje.

Vou conhecer três faculdades, uma delas será o lugar que chamarei de lar a partir do próximo ano e onde vou cursar literatura inglesa.

Toc toc toc...

As batidas soam novamente, me tirando do meu torpor.

Sierra_ Já estou indo.

Irmã Marta _ Espero que já esteja de pé e pronta ou vai perder o ônibus na rodoviária.

Sierra_, Sim, já estou de pé e pronta.

Respondo ao abrir a porta e encontrar uma senhora de sorriso bondoso à minha frente. Sempre que olho para ela e vejo seu olhar amoroso direcionado a mim, eu tenho certeza de que fiz a escolha certa ao fugir das adoções.

Irmã Marta_ Pegou tudo o que precisa?

Sierra_, Sim, está tudo aqui.

Respondo levantando a pequena bolsa de mão que carrego, quer dizer, ao anoitecer já estarei de volta, não há muito o que carregar.

Irmã Marta_ E o dinheiro que te dei para a passagem? E outras despesas?

Sierra_ Esta aqui também.

Irmã Marta_ Acho que estou mais nervosa do que você, se pudesse iria junto.

Sierra_ Vai ficar tudo bem, mamãe.

Falo carinhosamente, é assim que eu a chamo quando não estamos perto das outras freiras.

Irmã Marta _ O mundo lá fora é perigoso, as pessoas são más, sempre há alguém mal-intencionado à espreita esperando apenas por um descuido nosso para nos fazer mal.

Sierra_ Serei cuidadosa, eu prometo.

Irmã Marta_, Sim, minha filha, se cuide.

Ela diz, me abraçando com lágrimas nos olhos.

Irmã Marta_ Agora vamos descer para você tomar o seu café da manhã, ou vai se atrasar de verdade.

Nos descemos até a cozinha, eu tomo rapidamente uma xícara de café e como um pãozinho doce.

Já na saída, minha mãe do coração me dá mais um abraço emocionado e se despede de mim.

Irmã Marta _ Se cuida, minha filha e por favor me ligue assim que chegar na... Qual a sua primeira visita?

Sierra_ Universidade de Colúmbia.

Digo sorrindo.

Irmã Marta _, Sim, isso, assim que chegar lá me ligue por favor.

Sierra_ Eu ligo sim.

Dou um último abraço nela e passo pelo portão rumo à liberdade.

Confesso que estou com um pouco de medo, nunca saí de Montclair antes e, para ser sincera, nem minha própria cidade eu conheço direto, sempre foi da escola para o convento e nunca fizemos um passeio ou coisa assim.

As poucas vezes que fiz um caminho diferente foram quando acompanhava a irmã Marta ao mercado e só.

Agora estou aqui seguindo o caminho indicado por ela até a rodoviária, que fica a dez minutos de onde moramos.

Não vou mentir, mal presto atenção em quem passa por mim, tamanho é o meu medo de me perder.

Em minha inocência, eu só consigo olhar deslumbrada para as casas e prédios que surgem no meu caminho, me esquecendo do conselho que a irmã Marta me deu sobre o mal à espreita.

É difícil se manter vigilante quando tudo que está diante dos seus olhos é novidade.

Estive a minha vida inteira como um passarinho preso na gaiola, não que eu seja uma ingrata, sei da sorte que tive em ser encontrada pela minha mãe e ser criada por ela e pelas outras freiras.

Eu era apenas um bebê e poderia ter morrido naquela noite fria abandonada em uma cesta a Deus-dará.

Mas eu queria que elas tivessem me dado mais liberdade, quer dizer, eu nunca fui nem ao cinema, lembro o quanto ficava triste quando via algumas garotas que estudavam comigo combinando de sair, de fazer festas de pijamas ou quando recebia o convite para o aniversário de uma delas e não podia ir.

Talvez se tivesse tido uma vida normal, com alguma das famílias que buscavam meninas para adotar eu fosse mais esperta e menos inocente, talvez não estivesse tão deslumbrada e prestasse mais atenção ao meu redor e nas pessoas que passavam por mim, talvez eu teria percebido o homem que me seguia desde que sai do convento, mas isso são só suposições eu nunca saberei de fato se funcionaria porque quando dobro uma esquina já avistando a rodoviária a alguns metros de distância sinto alguém me puxar pelo pescoço e colocar um pano com um cheiro estranho no meu nariz e eu apago.

Quando saí daquele convento toda feliz, não fazia ideia de que esse seria o meu primeiro e último dia de liberdade...

Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App

Último capítulo

  • Traficada para o Dom   Bônus Francesca e Enrico, cap 91

    2 meses depoisFrancescaEntrar na igreja de braços dados com meu irmão foi algo que temi por muito tempo.Como uma mulher nascida no berço da máfia, sabia que esse seria o meu inevitável destino e não queria estar ligada pelo resto da minha vida a alguém que eu não amava.Mas hoje esse medo já não faz parte da minha realidade, eu estava ansiosa para que esses dois meses passassem o mais rápido possível, pois não via a hora de me casar com o homem que eu amo.Enrico nem ao menos conseguiu esperar Matteo e eu chegarmos ao altar, ele foi nos encontrar na metade do caminho.Aquilo me fez abrir um enorme sorriso por saber que não era só eu que estava ansiosa pelo casamento, meu noivo também estava.Não é para menos, após a noite do meu aniversário, quando Enrico tirou a minha virgindade e eu claro adorei cada segundo, afinal nem a dor impediu que eu me desmanchasse em um orgasmo intenso.Enfim, depois disso não tivemos mais nenhum contato.Matteo manteve Enrico muito ocupado e o proibiu d

  • Traficada para o Dom   Bônus Francesca e Enrico 90

    Enrico Ela ia me deixar louco, ou faria com que o irmão arrancasse as minhas bolas.Francesa Belline acabava com a minha sanidade, era fato, eu precisava tê-la para mim.Já não me importava se ela tinha só dezessete anos, a garota me mostrou ser mulher o suficiente para correr atrás do que quer, além de marcar o seu território.Não vou mentir, ver ela dando uma surra na Catherine por minha causa me deixou com um baita tesão, estava pouco me fudendo com a mulher que apanhava. Catherine não valia nada, era só um buraco para se enfiar o pau de vez em quando, ela se julgava esperta e, em sua mente inocente, acreditava que um dia ia fisgar um de nós três, já que até o Ferdinando a fudia de vez em quando.Se ela soubesse que Francesca me conquistou completamente sem ter aberto as pernas para mim, uma única vez.Levo um tempo para me recompor antes de voltar para a festa, e quando o faço, encontro a sala completamente vazia, há somente o pessoal da limpeza e Matteo sentado fumando um charut

  • Traficada para o Dom   Bônus Francesca e Enrico, 89

    FrancescaVi quando Enrico subiu as escadas novamente, mas dessa vez ele não estava sozinho, atrás dele ia à garota a quem eu costumava chamar de puta da máfia.Sabia que ela dormia com meu irmão e com o Enrico, os dois não pareciam se importar em revesá-la.Catherine estava habituada a frequentar a minha casa, isso quando estava com o Matteo, quando era a vez de Enrico, eles provavelmente iam para a casa dele.Saber que ela se deitava com o homem que eu amava doía e me fazia odiar aquela mulher.Principalmente quando ela me lançava aqueles sorrisinhos debochados nas manhãs em que tomava café conosco após ter passado a noite com meu irmão. Na maioria das vezes, Enrico também estava presente e não sei como, mas ela havia percebido que eu gostava dele e talvez por isso nesses momentos se insinuasse mais para ele.Mas hoje, eu não ia aceitar mais essa porra! Enrico havia acabado de me beijar e deixou claro o quanto eu o afetava. Ele era meu e não ia deixar que ele fugisse do que sentia

  • Traficada para o Dom   Bônus Francesca e Enrico, 88

    EnricoEstava cansado de ver Matteo apresentando a Francesca para todos os membros solteiros da organização. Eu sabia que esse dia ia chegar e que, quando isso acontecesse, todos iriam querê-la, afinal, a garota era linda, só não imaginei que fosse ficar furioso a cada olhar de cobiça que lançavam sobre ela.O ciúme me corroía e aquilo era inédito para mim, nunca uma mulher havia mexido tanto comigo e agora eu me via enlouquecendo por uma menina de dezessete anos, e não qualquer menina, mas a irmã do meu dom e melhor amigo.Francesca só tem dezessete anos e eu já estou com vinte e quatro, isso é insano, mas por que parece tão certo?Não pude ficar naquela festa, precisava sair dali imediatamente e foi isso que fiz, subi para o andar de cima.Minha intenção era ir para o quarto de hóspedes, onde eu costumava ficar quando dormia aqui, mas parei em frente ao quarto da Francesca e, por algum impulso maluco, eu entrei ali.O perfume delicioso dela estava impregnado em todo lugar, e a decor

  • Traficada para o Dom   Bônus, Francesca e Enrico

    Bônus, Francesca e Enrico.Francesca Belline.Quando criança, era considerada o patinho feio pelos meus colegas de escola, era desengonçada e retraída.Meus cabelos muito loiros e olhos castanhos claros não mudavam muito a perspectiva das outras crianças, talvez porque eu usava óculos enormes, um aparelho nos dentes e os cabelos presos em um coque que nada condizia com a minha idade.Na verdade, parecia uma senhorinha.Apesar do constante bullying que sofria por minha aparência, eu me mantinha de cabeça erguida, era uma Belline afinal e aguentava tudo sem me queixar com ninguém.Meu pai, enquanto vivo, não dava a mínima para mim, eu era mulher e ele só precisava do filho homem. Já Matteo meu irmão mais velho, era bem capaz de fazer uma chacina na escola, ele sempre foi superprotetor comigo.Com o passar dos anos, aquilo continuou, eu já estava acostumada e nem ligava mais, até o dia em que o melhor amigo do meu irmão foi com os soldados me buscar na escola.Eu estava na saída e alguns

  • Traficada para o Dom   Epílogo

    Quatro anos depois…SierraEspreguiço o meu corpo nu embaixo das cobertas, sentindo as mãos ágeis do meu marido entre as minhas pernas.Solto um gemido involuntário quando seus dedos circulam o meu clitóris, aumentando o meu desejo por aquele homem gostoso. Matteo se abaixa e passa a língua por toda a extensão de minha buceta encharcada.Aquilo é bom demais e deixa o meu corpo em chamas.Sierra_ Quero você dentro de mim, amor.Sussurro em um fio de voz.Matteo_ Seu desejo é uma ordem, minha pequena.Ele se acomoda ao meu lado e ergue minha perna, me penetrando logo em seguida.Normalmente essa não é minha posição favorita, mas quando se está com oito meses de gestação a espera de gêmeos, essa é uma das poucas maneiras de ser fodida por seu marido cheio de tesão. Não que eu esteja diferente, adoro gemer no pau do meu homem.E ele me faz mais do que gemer, ele me faz gritar.Foi por isso que Matteo mandou colocar isolamento acústico em nosso quarto, afinal, com um Mat de quatro anos em

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status