LOGINFiorella reagiu de imediato, sentindo como o calor da vergonha e do orgulho ferido se transformava em um impulso urgente de escapar. Tentou se levantar e se soltar dele, retorcendo-se para sair do seu colo, mas Jean soltou uma risada baixa e rouca antes de segurá-la com força, colando-a com absoluta possessividade contra seu corpo. Em um movimento experiente, sua mão deslizou por sua lombar até afundar com firmeza em seu traseiro, apertando-o com descaramento enquanto, ao mesmo tempo, inclinava o rosto. Seus lábios deixaram um rastro ardente e úmido sobre a pele delicada de seu pescoço, sua respiração quente arrepiando cada pelo da região, até roçar sua orelha com lentidão para passar a língua e mordê-la na medida certa de dor e prazer.— Não vou deixar você ir, Fiorella — murmurou ele contra sua pele, com a voz grave e vibrante de desejo. — Você veio até mim. Eu deixei você ir com aquele russo sem classe, mas foi você quem voltou, me procurando, me beijando na frente de todo mundo e
— Bom, Fiore, acho que Valestri já não está no shopping. Precisamos ir para casa, já é tarde. Talvez ele já tenha voltado.— Não acho, não acho que ele tenha voltado — murmurou ela, com a mandíbula tensa e o olhar cravado no nada.— Não entendo por que você está tão ciumenta se vocês não têm nada concreto e vive negando e afastando ele — disparou Kail com uma sobrancelha erguida.— Não estou ciumenta — bufou Fiorella, cruzando os braços na defensiva. Kail soltou uma gargalhada sonora que ressoou no estacionamento vazio.— Claro, e eu sou um sacerdote pacífico e cheio de paz espiritual.— Pode parar de me irritar? Não estou com humor para suas estupideces.— Isso se chama ciúme dos bons, cara mia. Vamos, vou te levar para casa. Lá você arma um escândalo quando ele voltar cheirando a perfume de mulher alheia.— Isso não vai acontecer.Fiorella desceu ao estacionamento com Kail a passos firmes, tentando acalmar o fogo que sentia no peito. Jogou as sacolas no porta-malas com mais força do
Depois do café, Kail se pôs de pé, esticando as costas e soltando um suspiro exagerado.— Bom, sirva para alguma coisa, Valestri. Me ajude com as sacolas, que essa mulher está me tratando como burro de carga.Jean o olhou com um sorriso torto.— Para alguma coisa você tem que servir, já que está usando meu tempo com ela.— Eu? — Kail soltou uma gargalhada. — Te lembro que eu a convidei. Você que se intrometeu. Toma, aí está, ajude em alguma coisa.Sem esperar resposta, passou metade das sacolas para ele. Jean as recebeu com cara de poucos amigos.— Pesam como se você tivesse comprado o shopping inteiro.— Não reclame. Você está levando só a metade.— E mesmo assim sinto que fui explorado.Fiorella, que já ia alguns passos à frente, virou rindo.— Parem de chorar. Vocês são dois mafiosos e umas sacolas derrotam vocês.— Não são as sacolas — resmungou Jean. — É a sua obsessão por comprar.— Isso se chama apoiar a economia italiana.— E arruinar as costas dos homens.Kail riu baixinho.—
Jean seguiu Fiorella por todo o shopping. Caminhava vários metros atrás dela, fingindo olhar vitrines ou revisar o celular, embora, na verdade, não tirasse os olhos dela nem por um único segundo.Kail já havia notado há um bom tempo, sorriu de lado e olhou para Fiorella.— Você sabe que ele está te seguindo, certo?Fiorella soltou uma risadinha.— Eu vi desde que ele chegou. Não é muito discreto, digamos assim.— Não... a verdade é que não. Acho que até os seguranças do shopping já sabem que ele está nos seguindo.Os dois riram. Kail passou um braço por cima dos ombros de Fiorella e beijou com carinho o alto de sua cabeça.— Vamos, cara mia. O que mais você quer comprar?Fiorella fingiu pensar por alguns segundos enquanto olhava as lojas.— Mmm... um café gelado com bastante chantilly.— Isso eu consigo pagar sem precisar de outro par de mãos para carregar sacolas. Vamos, conheço uma cafeteria muito boa.Entraram no local e, assim que chegaram a uma mesa, Kail deixou escapar um longo
A conversa continuou e Bastien acabou relaxando sob o toque de Kate. Ela acariciou sua bochecha com infinita paciência, deixou um beijo em seus lábios e entrelaçou seus dedos aos dele. Seu polegar desenhava pequenos círculos sobre os nós dos dedos do marido, o único gesto capaz de apaziguar o demônio que despertava cada vez que alguém a olhava demais.Giorgio observou aquela cena com um leve sorriso. Bastien passava de ser o homem mais temido do continente a se tornar alguém completamente diferente com apenas uma carícia de Kate.— Senhora Katherine, de verdade, adoro seus designs. São inovadores, elegantes... Desde jovem eu via as revistas em que a senhora aparecia recebendo prêmios junto às outras três deusas.Kate sorriu.— Querida, me chame de Kate. Amo o que faço, embora tenha tido o melhor modelo de todos.Deu um beijo na mão de Bastien.— Como assim? — perguntou Lia.— Desde criança eu costurava roupas. Tinha um amiguinho muito friorento para quem eu sempre acabava fazendo jaqu
O restaurante tinha um ambiente elegante e tranquilo. A luz do meio-dia entrava pelos enormes janelões, iluminando as mesas com toalhas brancas e arranjos florais discretos. Em uma das mesas mais afastadas, Bastien estava sentado ao lado de Kate. Ele segurava com delicadeza a mão dela enquanto levava um pequeno pedaço de bolo de chocolate, seu favorito, até seus lábios.— Mais um, princesa.Kate sorriu com ternura e abriu a boca para aceitar o pedaço.— Você é impossível.— Eu sei.Nesse momento, Giorgio e Lia chegaram de mãos dadas.— Senhor Bastien, senhora Kate.Kate levantou a vista e sorriu de imediato.— Olá, meninos. Sentem-se. Lia, que bom ver você.— Bom dia.Giorgio puxou a cadeira para que Lia se sentasse antes de fazer o mesmo. Com um leve gesto, chamou o garçom, que apareceu de imediato.— Um café preto para mim e um café com leite com um bolo de chocolate para minha mulher.— Claro, senhor. Algo mais?Giorgio se virou para Lia.— Quer mais alguma coisa, amor? Alguma outr







