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last update publish date: 2025-07-06 21:50:52

Aurora

Se alguém tivesse me dito um mês atrás que eu estaria na Itália, grávida de um cara que parecia ter saído de um catálogo de moda mafiosa, acomodada numa mansão que parecia cenário de filme...

Eu teria rido até chorar. Ou só chorado mesmo, dependendo do dia.

Mas ali estava eu.

No quarto de hóspedes — porque, segundo Giovanni, precisávamos "tomar as coisas com calma".

Provavelmente ele achava que eu poderia explodir hormonalmente se dividíssemos a cama.

O quarto era maior do que meu antigo
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    Epílogo - Aurora Se alguém me dissesse há um ano que eu passaria o Dia de Ação de Graças na Califórnia, com um mafioso italiano gato, uma bebê nos braços, e um trio de outros mafiosos à espreita da torta de abóbora da minha mãe... Eu teria rido. E corrido. Provavelmente na direção oposta.Mas lá estava eu, sentada no banco da frente do carro de Giovanni — ou melhor dizendo, da nossa blindada nave italiana, onde até a cadeirinha da Alice parecia digna de um filme de ação. A estrada costeira se estendia em curvas suaves até a casa dos meus pais. O mar azul brilhava como um comercial de pasta de dente e a bebê no banco de trás roncava baixinho como um filhote de gato. Uma imagem idílica, se não fosse pelos carros pretos que nos seguiam feito sombras suspeitas.— Por que exatamente o Matteo, o Nicolo e a Ada estão vindo com a gente? — perguntei pela terceira vez, observando os SUVs pretos pelo retrovisor. — Já basta que isso aqui parece mais um comboio presidencial do que uma visita fami

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