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Capítulo 36

Author: Mara Santos
last update publish date: 2026-09-13 22:33:26

Leonardo

Eu estava em Itajubá quando a notícia desabou: o marido da Camila havia morrido. Assim que soube que o Rogério e a Liz estavam se preparando para descer, decidi que iria junto. A Luíza quis ir também, mas eu cortei logo.

​— Fica por aqui, Luiza. É coisa de amigos, a Camila foi minha secretária por muito tempo e é minha amiga. Você está na residência médica, não pode ficar faltando assim. Fica tranquila que daqui a pouco eu estou de volta.

Por coincidência, o Bruno estava na cidade e j
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Helena Darc Soares
Bruno está de volta...e abrindo os olhos de Léo.
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    WesleyA Origem da Obsessão​O som do giz contra o quadro-negro em Belo Horizonte costumava ser o meu único ritmo de vida No entanto, tudo mudou no instante em que eu fixei os olhos em Camila. Havia algo de genuinamente puro na forma como ela sorria e Para o resto do mundo, eu era apenas o professor atencioso, controlado e articulado; mas, por dentro, uma segunda voz se manifestava. Uma presença mais fria, calculista, que me observava no espelho e dizia com desdém: “Essa vai ser a próxima, wesley” A transição entre a minha calmaria e o impulso sombrio de Enzo não era invisível para os outros, mas devastadora para mim.​A presença de Davi ao lado de Camila era um ruído insuportável. Quando eu os via juntos no campus, o ódio queimava sob sua expressão impassível. Eu mantinha a postura irretocável de mestre, mas a raiva transbordava quando soube que Davi havia proibiu a Camila de assistir às suas aulas. A tentativa de afastamento teve o efeito oposto: instigou a fixação de Enzo, trans

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    Camila Peguei a caixa de chocolates sem graça e agradeci com um nó na garganta, louca para sair daquela situação. Dei as costas o mais rápido que pude e subi as escadas em direção à minha sala de aula, querendo deixar aquele momento desconfortável para trás.​Assim que passei pela porta e sentei no meu lugar, a Stephany me olhou de cima a baixo, percebendo na hora o meu semblante.​— Que cara é essa, mulher? — perguntou ela, inclinando-se na minha direção.​— Aquele professor Wesley... ele acabou de me dar essa caixa de bombom lá embaixo.​Stephany olhou para o presente e depois para mim, soltando uma risadinha:​— Nossa! É assim, amiga, ele não é feio, mas ele é bem mais velho, né? Não tem nada a ver com você.​— Pois é, tô achando tão estranho — concordei, ajeitando a alça da bolsa.​Ela continuou me analisando por alguns segundos, com um sorriso de canto de boca, e franziu o cenho.​— E essa carinha assim? Tem um... sei lá, né? Você tá com um brilho diferente hoje, amiga, nos olho

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    Camila A viagem de volta ao consultório pareceu durar apenas alguns segundos. O ar quente do carro, o som suave do rádio e, principalmente, o peso da mão do Léo entrelaçada na minha sobre o câmbio faziam meu peito vibrar em uma frequência completamente nova. O mundo lá fora continuava o mesmo, mas tudo por dentro tinha mudado.​Quando ele estacionou e desligou o motor, olhei para o prédio comercial à nossa frente. Quantas vezes eu tinha entrado por aquela porta apenas como a secretária dedicada, engolindo a saudade e tentando manter a postura profissional? Agora, o reflexo do vidro me mostrava outra Camila: a pele ainda ruborizada, os lábios sensíveis e uma luz no olhar que eu não via há anos.​— Chegamos — murmurei, sorrindo e virando-me para ele.​Léo soltou minha mão devagar, mas antes que eu pudesse pegar minha bolsa, ele se aproximou e selou nossos lábios em mais um beijo demorado, calmo, como se quisesse gravar o gosto do nosso reencontro antes de encarar a rotina.​— Te vejo l

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