FAZER LOGINCamila Dei uma risadinha, cheguei mais perto e peguei o controle da mão dele, começando a navegar pelas opções na tela.— Nada de drama, nem de filme triste hoje, tá? — avisei, olhando para ele. — Hoje eu só quero dar risada e relaxar bastante.— Você que manda, minha linda — o Léo concordou, dando um beijo no meu ombro. — Escolhe o que você quiser.Passei pelos catálogos até encontrar uma comédia romântica bem leve e divertida: A Proposta.— Essa aqui! — disse, apontando para a TV. — É perfeita, super engraçada e gostosa de assistir.— Perfeito então — ele respondeu, soltando o play.Ajeitei minha cabeça de novo no peito do Léo e me puxei ainda mais para debaixo do edredom quentinho. Enquanto as primeiras cenas do filme começavam e a gente dava as primeiras risadas, o Léo começou a fazer um cafuné bem suave no meu cabelo, passando os dedos devagar entre os fios.De tempos em tempos, a mão dele descia carinhosamente pelo meu braço, fazendo uma massagem leve que tirava qualquer
Camila Depois que terminei o café e passei a água pela xícara na pia, olhei para o Léo, que continuava encostado na bancada me observando com aquele olhar carinhoso.— Amor, agora que eu já comi, vamos se arrumar? Você precisa ir trabalhar e eu também tenho minhas coisas para resolver — falei, limpando os farelos da mesa e me preparando para levantar.O Léo deu um sorriso de lado, cruzou os braços e balançou a cabeça devagar.— Ninguém vai trabalhar hoje, Cami. Eu cancelei todos os meus atendimentos do dia. Só quero ficar aqui com você, garantindo que você vai descansar e que estamos seguros e juntos.Olhei para ele meio surpresa, mas sentindo um alívio enorme no peito. A ideia de não precisar encarar a rua e toda essa tensão hoje era um presente.— Sério, mozão? Nossa... muito obrigada. De verdade, era tudo o que eu precisava hoje — agradeci, me aproximando e abraçando a cintura dele.— E o que vamos fazer o dia todo então? — perguntei, curiosa, olhando para cima.Ele fingiu
LeonardoDepois que a Maria foi se deitar, olhei para o Sérgio e perguntei se ele iria para casa ou se preferia dormir por ali mesmo.— Vou para casa, Léo. Preciso dar uma passada na delegacia bem cedo amanhã para alinhar o patrulhamento — respondeu ele, pegando as chaves do carro.Nos despedimos com um abraço firme e ele foi embora.Tranquei a porta de entrada, apaguei as luzes da sala e fui em direção ao meu quarto. Quando entrei, percebi que a Camila estava se mexendo impaciente na cama, inquieta pelo restinho de tensão do sono. Fui direto para o banheiro, tomei um banho rápido para tirar todo o cansaço do dia e voltei para o quarto.Me deitei ao lado dela com cuidado, puxando seu corpo devagar para junto do meu peito. A Camila soltou um suspiro profundo e se aconchegou imediatamente no meu abraço, relaxando o corpo. Fiquei ali velando o sono dela, com a certeza de que faria de tudo para mantê-la em segurança.Adormeci e acabei acordando por volta das cinco da manhã. Quando es
Leonardo Assim que fechei a porta do meu quarto, o silêncio da noite nos envolveu, trazendo uma primeira onda de alívio. Mas bastou eu colocar as malas no canto para sentir o corpo da Camila estremecer ao meu lado. Ela não conseguiu segurar mais nada: o choro que vinha prendendo a noite toda finalmente desabou.Sem pensar duas vezes, puxei a minha pequena para um abraço firme. Envolvi o corpo dela nos meus braços, trazendo-a bem colada ao meu peito para que colocasse todo o medo e a tensão para fora. Passei a mão suavemente pelos cabelos dela, fazendo um carinho lento e sussurrando bem perto do seu ouvido:— Calma, meu amor... Já passou. Você está segura aqui comigo. Eu tô aqui e não vou te soltar.Ficamos ali abraçados por alguns minutos, até sentir o ritmo da respiração dela ir acalmando e os soluços diminuírem. Devagar, levei a Camila até a cama, me sentei ao lado dela e enxuguei as lágrimas do seu rosto com todo o carinho do mundo.Ainda meio trêmula, olhando bem no fundo dos
Leonardo Enquanto o Rafael e o Gustavo continuavam me zoando, o celular do Sérgio vibrou em cima da mesa. Ele olhou para a tela, franziu a testa e viu quem era.— Esperem um segundo, rapaziada — disse ele, levantando-se da cadeira.O Sérgio se afastou da mesa, foi até a parte mais externa e silenciosa do bar e atendeu a ligação. Demorou alguns minutos conversando com um tom sério, gesticulando um pouco antes de desligar. Quando voltou para a mesa, a expressão dele estava completamente diferente: séria, tensa e pensativa. Nós nos olhamos desconfiados, mas antes que alguém pudesse perguntar alguma coisa, não deu nem dez minutos e o meu próprio celular começou a tocar alto no bolso.Olhei para a tela: era a minha pequena. Atendi na mesma hora, e logo percebi a voz dela embargada, quase chorando:— Mozão... vem para casa. Eu não tô bem, queria você aqui.Meu coração disparou na mesma hora. Despejando toda a pressa do mundo, respondi que já estava indo e desliguei.Me levantei da me
LeonardoAcordei com a claridade suave da tarde invadindo o quarto. Olhei para o lado e o espaço na cama estava vazio. Ah, verdade... A Camila tinha me avisado que passaria o dia na piscina com as meninas. Como eu tinha passado a noite em um plantão exaustivo no hospital, acabei vindo direto para o apartamento dela e dormi profundamente.Sorri sozinho, lembrando do quanto ela estava animada para esse encontro com a Maria e as amigas.Levantei com cuidado, fui direto para o chuveiro e tomei um banho revigorante. Antes de sair para o consultório para os atendimentos da tarde, decidi deixar um agrado para quando ela voltasse cansada da diversão. Fui até a cozinha, preparei um lanche caprichado, deixei um suco bem gelado na geladeira e organizei tudo com carinho na bancada, acompanhado de um bilhete colado na porta da geladeira.Com a sensação boa de cuidar de quem a gente ama mesmo à distância, peguei minhas coisas e segui direto para o consultório...Cheguei ao consultório no horário,







