Share

Capítulo 3. Retorno

Author: Deypi
last update publish date: 2026-06-16 02:14:54

Ela pagou e voltou para o reservado onde todos estavam. Hélio sorriu e foi até ela.

— Você sumiu. As meninas disseram que você estava aborrecida e tinha ido embora. — pegou seu pulso e a levou até o assento estendido onde estavam os outros.

— Eu tive um mal estar súbito e fui tomar um ar fresco, agora estou bem.

As meninas estavam no palco, cantando e não gostaram de a ver de volta. Ela sorriu e deu um tchau, fingindo que nada havia acontecido no banheiro.

A noite prosseguiu com todos bebendo e Clarice, alegando o mal estar, só bebeu água. Quando os rapazes já aparentavam estar bêbados e as meninas subiram ao palco para cantar, mais uma vez, Clarice aproveitou e colocou as drogas nos copos sem que ninguém percebesse.

Esperou que bebessem e pediu licença para ir ao banheiro. Não foi embora, encontrou a sala de segurança, deu uma gorjeta boa ao guarda da vigilância e foi ver as imagens.

O efeito da droga era potente, um afrodisíaco especial e logo a sala transformou-se em uma orgia e sua maior surpresa e decepção, foi ver o seu namorado com outro homem. Não quis assistir mais, esperou mais uns minutos, pediu uma cópia do vídeo para o guarda e foi embora, percebendo que também estava um pouco afogueada.

Saiu do clube, mas antes de chegar ao ponto de táxi, o fogo inundou seu corpo.

— Dei mole, nem percebi que colocaram a droga na minha água, também.

Cambaleou e quase atropelou um carro parado no estacionamento. Um homem bonito saiu dele e a amparou antes que caísse.

— Ôpa, cuidado, assim você pode se machucar.

Ela olhou dentro dos olhos verdes mais bonitos que já vira e quase perdeu a voz.

— Eu…eu…fui…dro drogada.

— Oh, entendo.

Ela agarrou o blazer dele e grudou-se em seu corpo. Ficou na ponta dos pés e tentou beijá-lo, mas ele era alto e conseguiu se esquivar.

— Calma, garota, ou você vai se arrepender.

— Me ajuda, por favor. Não estou aguentando.

— Está bem, venha, entre no carro.

Ele a colocou sentada no banco do passageiro e prendeu o cinto de segurança, fechou a porta e correu para o outro lado, assumindo a direção. Partiu com o carro em direção ao hotel onde estava hospedado e amparou-a, entrando pelo elevador de serviço.

No quarto, levou-a para o banheiro e colocou-a no box, abrindo a água fria sobre sua cabeça, com ela ainda vestida. Clarice sentiu a refrescância da água em seu corpo, mas parecia que seu corpo estava totalmente tomado pelo afrodisíaco, pois a necessidade não passava. Tirou as roupas, rapidamente e olhou para o homem.

Clayton a observou tirando as roupas e estava inseguro sobre o que fazer. Precisava consumar o ato, mas não queria que fosse assim. Cornélio o designou para acrescentarmaturidade a ela, era necessário para o trabalho que fariam, mas não queria que fosse desse jeito.

Só que ele não teve escapatória, pois ela tomou a decisão por ele, que foi puxado para dentro do box, despido e beijado com a fúria da paixão. Claro que ele sabia que era culpa do afrodisíaco, mas como resistir aquela mulher linda e fogosa.

Logo estavam na cama e ele aproveitou para extravasar todo seu tesão recolhido dos últimos meses. Com a paixão que ela demonstrava, não foi cuidadoso e só se largaram quando estavam exaustos e o efeito da droga passou.

Clarisse acordou gemendo com a dor e o desconforto que sentia em seu corpo. Abriu os olhos e percebeu que não estava em seu apartamento, olhou para o seu corpo coberto com um edredom e percebeu as marcas que ficaram, como sinal da tórrida noite de paixão.

O homem bonito do qual não se lembrava, perfeitamente, das suas feições, não estava mais ali, mas encontrou um cartão de visita na mesa de cabeceira, com um copo d'água e alguns analgésicos. Viu o cesto de lixo debaixo da mesinha, contendo algumas camisinhas usadas e teve a certeza da realidade de suas ações.

Enrolou-se no lençol e foi para o banheiro de pernas abertas, andando com dificuldade. Tomou banho, lavando-se bem para aliviar o desconforto e ao sair do box enrolada na toalha, lembrou das suas roupas molhadas.

— Só me faltava essa, o que vou vestir, agora?

Ouviu uma batida na porta e foi atender. Quando abriu a porta, escondendo-se atrás dela, percebeu que era uma suíte e tinha uma sala, onde quem bateu na porta, deixou um carrinho com o café da manhã e algumas sacolas de loja, com roupas novas e alguns analgésicos.

— Nem sei quem é ele, mas é um cavalheiro.

Vestiu-se e tomou o desjejum, mas ele não apareceu, então foi embora, sem se sentir em dívida, apenas levou o cartão. Passou direto pela recepção e pegou um táxi.

Chegou em seu apartamento, arrumou suas coisas e partiu. Já havia pedido na secretaria da faculdade, que enviassem seus documentos pelo correio para o endereço de Cornélio.

Desceu arrastando a mala e o táxi já a esperava para a levar para a rodoviária. Seu celular tocava sem parar, desde que saiu de casa, era seu ex-namorado, pelo menos, era assim que ela o considerava, agora. Atendeu depois de entrar no táxi.

— Oi. — atendeu, seca.

— Você está bem, por quê você sumiu?

— Me senti mal e percebi que não estava no mesmo clima que vocês. Aliás, se você gosta de caras, devia ter falado ao invés de me enrolar.

— Do quê você está falando?

— Você não sabe? Vou te enviar…

Ela enviou para o celular dele, as imagens que obteve no clube e o jovem surtou.

— O quê…você gravou? Sua vadia! Como você pôde armar para mim desse jeito, eu te respeitei e é assim que você me trata?

— Vocês me drogaram e se eu não tivesse percebido e saído, teriam me estuprado. Eu ouvi vocês falando e quer saber? Acabou, estou indo embora.

Continue to read this book for free
Scan code to download App

Latest chapter

  • Um Espião Rendido - A Firma   Epílogo

    Segurando sua mão, Clayton a ajudou a levantar-se e os dois correram para o mar, deixando Vitor com o mais provável novo casal. Naquele trecho de praia não tinha ondas e os dois entraram correndo, sentindo a água quase morna e logo se jogaram. Clayton a levou para uma área onde os dois ficaram cobertos até o peito e começou a beijá-la. Estavam a uma distância da praia em que podiam ser vistos, porém, não o que estavam fazendo. — Você não perde uma oportunidade de me atacar com essas suas mãos grandes, não é? — Quem manda ser tão gostosa? confesse, você adora!— É verdade, fui conquistada pela sua safadeza. — Nossa primeira vez foi bem tórrida e eu sinto muito que tenha sido daquela forma.— Não foi como imaginei a minha primeira vez, mas apesar do incômodo que tive depois, não nego que gostei muito.— Gostou é…? — falou e beijou seu pescoço — hum, tá salgadinha…— Você me deixa louca, sabia? Acho melhor sairmos.— Acho melhor você rodear meus quadris com as pernas.Ela se assusto

  • Um Espião Rendido - A Firma   Capítulo 60. Final

    Em seguida, vocês sabem o que aconteceu. Infelizmente para Kalymnus e Maritsa, Gusmão estava tão furioso que brigou com sua amante. Maritsa controlava com pulso firme, a máfia da família. Klein, como filho ilegítimo, pensou que estava no controle ou iria assumir, pois achava que as ordens de serviço vinham de seu pai, mas na verdade, era tudo dirigido por Maritsa.“ Quando ela achou que Gusmão estava insistindo demais no espólio, cometendo uma série de desatinos, ela o chamou a atenção e ele não gostou, pois apesar de se amarem e estarem juntos há muito tempo, cada um tinha sua personalidade forte e controlava um negócio poderoso do submundo.“ Essa briga e afastamento, foi a verdadeira derrocada deles, deixaram pontas soltas e fios conectados a dark web que Clarice descobriu. Agora estão todos presos e os capos que seguiam Maritsa, também. Todos utilizavam os imóveis de Clarice, com a anuência de Gusmão, que além de servir de testa de ferro pelos imóveis, fazia todo o transporte das

  • Um Espião Rendido - A Firma   Capítulo 59. Tudo Legal

    Clayton ficou calado e pensativo por um instante, digerindo a informação e só então, comentou:— Isso é realmente extraordinário, não costumo deixar rastro ou pontas soltas.— Realmente, foi muito difícil chegar até aqui, mas foi muito útil. Nós não tínhamos uma direção para seguir e quando cheguei e conversei com Cornélio, ele me mostrou tudo que tinha e eu mostrei o que nós tínhamos para ele e assim chegamos a um denominador comum. — Esse denominador seria a família de Emílio Dietrich? — perguntou Clarice.— Sim, mas cruzamos com um caso paralelo, você Clarice. A necessidade deles de conquistar o seu espólio misturou-se com o sequestro das modelos e assim, foi difícil encontrarmos uma direção única.Clarice estranhou, para ela, estava tudo interligado. Pois os sequestros e leilões praticados por Emílio e Klein, eram feitos nos imóveis de seu espólio, então, ela pensou que era o grande interesse deles, nela, poder usufruir dos imóveis sem ter a preocupação dela aparecer e reivindica

  • Um Espião Rendido - A Firma   Capítulo 58. Chegando a Verdade

    Clarice teclava rapidamente em seu tablet. Juntou todas as informações em uma pasta, enviou para Cornélio e para o delegado da polícia federal que cuidava do caso. Tinham criado um canal seguro para comunicação, preparado por Clayton, que entendia bem de segurança cibernética.Instalaram uma rede de firewalls e seria praticamente impossível passar por eles. Quando terminou a operação, ela fechou o tablet e os olhos, recostou-se na poltrona, suspirando aliviada.Não concebia o fato de seu próprio pai estar a traindo. Questionava se também foi ideia dele, Noélia ter sumido com ela. — Será que tudo que ele me contou foi mentira?Clayton olhou para ela sem saber o que dizer para consolá-la.— Não pense demais, ok?— É difícil, desde que vi aquelas fotos, não consigo parar de pensar no quanto eles foram sórdidos. Quem faz uma coisa assim, não tem sentimentos pelos outros. Eles enganaram todos, o tempo todo.— Todos não, Emilio sabia e no final, Cornélio perseguiu a pessoa errada, mas que

  • Um Espião Rendido - A Firma   Capítulo 57. Planos

    — Sim, senhorita. Aqui está o convite, a senhora só precisa entrar em contato e tomar ciência sobre a proposta. Está tudo explicado aí.— Obrigada.Com tudo devidamente legalizado, os dois deixaram o local e deram de cara com Maritsa e Kalymnos. Clarice deu um sorriso largo, como se estivesse muito contente em encontrar a amiga/prima/perseguidora.— Olá! Que surpresa encontrá-los aqui.As duas mulheres vestiam casacos de pele com capuz, calças acolchoadas e botas de cano longo. As mãos estavam calçadas em luvas de lã e enfiadas nos bolsos. Nenhuma das duas se prontificou a abraçar a outra por causa do frio.— Parece que estamos perdidos neste mundo de neve e frio, não é mesmo? — comentou Maritsa.— Sim, não vejo a hora de ir embora, mas o que vocês fazem por aqui? Também vieram recadastrar algum terreno ou imóvel? — perguntou Clarice, sendo direta como sempre.— Sim, temos uns terrenos que o governo está interessado. Parece que descobriram um depósito de nióbio muito grande e estão ne

  • Um Espião Rendido - A Firma   Capítulo 56. Atentado

    Dispensando os policiais, voltou a entrar e ordenou aos dois seguranças para revezarem em vigiar o homem no hospital e o interrogarem quando derretesse. Voltou para a cama, podia dormir mais um pouco grudadinho em sua mulher. Já tinha uma ideia de quem tinha sido o responsável.Ao acordarem, cinco horas depois, o hotel enviou um café da manhã completo como desculpas pelo que aconteceu. Clarice levantou-se e tomou logo um banho para aquecer seu corpo, voltando já arrumada para a saleta, onde aproveitou bem toda a comida que receberam.Enquanto ela comia, Cleyton contou o que descobriram:— O advogado deve ter contado que não estava mais com o espólio e como ainda não o registramos…— Clarice nem precisou terminar de falar.— Por isso vamos logo resolver isso e ir embora, ou precisaremos de mais John’s conosco.Clayton falou e logo em seguida foi se arrumar. Não demoraram arrumando suas coisas, pretendiam partir assim que resolvessem tudo. Por precaução, Clarice guardou a pasta com a do

More Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status