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232. Miguel Abernati

Author: Laura Ricci
last update Petsa ng paglalathala: 2026-09-22 19:47:38

O carro parou em frente ao prédio, e eu fiquei ali por um longo momento, as mãos no volante, os olhos fixos na fachada, sentindo o peso daquela conversa ainda esmagando o meu peito. Thomas tinha ido embora, depois de prometer que entraria com a ação judicial no dia seguinte, e eu fiquei sozinho com os meus pensamentos, com a raiva, com a dor, com a certeza de que precisava contar tudo para Rosa.

Subi as escadas devagar, os passos pesados, e quando abri a porta do apartamento, o cheiro familiar
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    O carro parou em frente ao prédio, e eu fiquei ali por um longo momento, as mãos no volante, os olhos fixos na fachada, sentindo o peso daquela conversa ainda esmagando o meu peito. Thomas tinha ido embora, depois de prometer que entraria com a ação judicial no dia seguinte, e eu fiquei sozinho com os meus pensamentos, com a raiva, com a dor, com a certeza de que precisava contar tudo para Rosa.Subi as escadas devagar, os passos pesados, e quando abri a porta do apartamento, o cheiro familiar de casa me envolveu como um abraço. Rosa estava no sofá, com Luna no colo, os olhos fixos na porta como se estivesse esperando por mim. Ela me olhou, e eu vi a preocupação no rosto dela antes mesmo de dizer qualquer coisa.— Miguel? — ela chamou, a voz baixa. — O que aconteceu?Eu fechei a porta atrás de mim, e por um momento não consegui falar. Apenas fiquei ali, parado no meio da sala, sentindo o peso de tudo o que tinha vivido naquela manhã.— Miguel, você está pálido. Senta. — ela disse, lev

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    A manhã estava fria e cinzenta quando Thomas e eu entramos no carro e seguimos em direção à mansão Abernati. Eu dirigia em silêncio, os olhos fixos na estrada, a mente girando em círculos. Thomas estava ao meu lado, a pasta sobre o colo, os olhos fixos na janela, e eu sentia a tensão no ar como uma eletricidade que não podia ser ignorada.— Você está pronto? — Thomas perguntou, quando estávamos a poucos quilômetros da mansão.— Estou. — respondi, a voz firme, mesmo que por dentro eu estivesse tremendo.— Lembra do que combinamos: eu falo primeiro. Você deixa eu conduzir a conversa. Se ela se exaltar, você não responde à altura. Mantém a calma.— Combinado.Os portões de ferro da mansão se abriram lentamente, como se estivessem me engolindo, e eu estacionei o carro na entrada principal. Geoffroy não estava mais ali para nos receber. Em vez dele, um homem jovem, de uniforme impecável, abriu a porta.— Senhor Miguel. — ele disse, a voz neutra. — A senhora sua mãe está no salão. Ela está

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    O escritório de Thomas ficava no oitavo andar de um prédio moderno no centro de Londres, com janelas que davam para o rio Tâmisa e uma vista que fazia qualquer um se sentir pequeno diante da imensidão da cidade. Eu nunca tinha estado ali antes, mas sabia que era o lugar certo. Thomas era um dos meus melhores amigos da época da faculdade, quando eu ainda estudava gastronomia e ele cursava direito. A gente tinha se afastado depois da formatura, cada um seguindo o seu caminho, mas quando precisei de ajuda, ele foi a primeira pessoa em quem pensei.A secretária me recebeu com um sorriso educado e me indicou a sala dele. Entrei, e Thomas estava de pé atrás da mesa, com o mesmo sorriso de sempre, os cabelos escuros um pouco mais curtos, o terno impecável, mas os olhos ainda os mesmos, atentos e calorosos.— Miguel Abernati. — ele disse, abrindo os braços. — Há quanto tempo.— Thomas. — respondi, abraçando-o. — Obrigado por me receber.— Sempre. Senta. O que está acontecendo? Sua mensagem fo

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