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256. Miguel Abernati - Final

Author: Laura Ricci
last update publish date: 2026-09-29 19:50:40

O dia do aniversário de Luna amanheceu com um sol dourado que parecia ter sido colocado no céu especialmente para nós, e eu acordei cedo, antes de todo mundo, com o coração cheio de uma gratidão que eu não conseguia colocar em palavras.

A casa estava decorada com balões coloridos e flores do campo que Alice tinha colhido no jardim. As mesas do gramado estavam cobertas com toalhas xadrez, e o cheiro de bolo assando vinha da cozinha, onde Rosa e Helena trabalhavam juntas, rindo e conversando como
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  • Um Herdeiro Para O Meu Chefe Viúvo   256. Miguel Abernati - Final

    O dia do aniversário de Luna amanheceu com um sol dourado que parecia ter sido colocado no céu especialmente para nós, e eu acordei cedo, antes de todo mundo, com o coração cheio de uma gratidão que eu não conseguia colocar em palavras.A casa estava decorada com balões coloridos e flores do campo que Alice tinha colhido no jardim. As mesas do gramado estavam cobertas com toalhas xadrez, e o cheiro de bolo assando vinha da cozinha, onde Rosa e Helena trabalhavam juntas, rindo e conversando como quando eram crianças. Luna corria pelo gramado com os primos, os gêmeos dormiam no carrinho ao lado da avó, e Marco estava na churrasqueira, preparando a carne com a habilidade de quem faz isso há décadas.Eu fiquei parado na varanda por um momento, observando tudo. A minha família. A minha vida. Tudo o que eu tinha construído, tudo o que eu tinha conquistado, tudo o que eu tinha lutado para ter.— Você está aí parado? — Rosa perguntou, aproximando-se com um sorriso. — Vem ajudar.— Estou obser

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    A manhã estava clara e dourada quando a minha mãe anunciou que ia embora, e eu fiquei ali, parado na varanda, com uma xícara de café na mão, sentindo o peso daquelas palavras se instalar no meu peito como uma pedra que eu não sabia se queria carregar.— Você vai voltar para a Europa? — eu perguntei, a voz mais baixa do que eu gostaria.— Vou. — ela respondeu, os olhos fixos no horizonte. — Eu preciso resolver algumas coisas. Questões pessoais. Coisas que eu deixei pendentes por tempo demais.— Que coisas?— A casa. Os negócios. A minha vida. Eu passei anos cuidando da família Abernati, do nome, da fortuna. E eu esqueci de cuidar de mim.Eu fiquei em silêncio por um momento, processando as palavras dela.— Você vai voltar? — eu perguntei, finalmente.— Vou. Eu prometo.— Quando?— Não sei. Talvez em alguns meses. Talvez em um ano. Mas eu vou voltar. Eu quero ver os meus netos crescerem. Eu quero fazer parte da vida deles.— Eles vão sentir a sua falta.— Eu também vou sentir a deles.E

  • Um Herdeiro Para O Meu Chefe Viúvo   254. Rosa Abernati

    A chegada de Helena ao rancho foi como um raio de sol em um dia nublado, uma explosão de energia e alegria que preencheu a casa de um jeito que só ela conseguia, e eu a vi descer do carro com as malas na mão e um sorriso que iluminava o rosto, os cabelos soltos ao vento, os olhos brilhando com aquele brilho que eu conhecia desde criança.— Rosa! — ela gritou, correndo em direção à varanda.— Helena! — eu respondi, tentando me levantar do sofá com os gêmeos nos braços, mas ela chegou antes que eu pudesse me mexer, me abraçando com uma força que quase me derrubou.— Eu senti tanto a sua falta. — ela disse, a voz falhando.— Eu também senti a sua, irmã.— E esses são os meus sobrinhos? — ela perguntou, olhando para os dois bebês nos meus braços.— São. Marco e Luna Helena.— Luna Helena. — ela repetiu, os olhos marejados. — Você deu o meu nome para ela.— Dei. Em homenagem à melhor irmã do mundo.Ela levou as mãos à boca, e as lágrimas escorreram.— Eu não mereço.— Merece. Você sempre e

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    Os dias depois do nascimento dos gêmeos passaram como um sonho do qual eu não queria acordar, um sonho onde o tempo parecia ter encontrado um ritmo mais suave, mais lento, mais generoso, como se o universo tivesse resolvido nos dar uma trégua depois de tantas tempestades.A casa estava cheia de vida, de som, de amor. Marco e Luna Helena choravam, dormiam, mamavam, e eu me dividia entre eles e Luna, que estava encantada com a ideia de ser irmã mais velha. Ela me ajudava a pegar as fraldas, a segurar as mamadeiras, a cantar para os bebês quando eles choravam. E eu olhava para ela e sentia o coração transbordar de orgulho.Miguel estava se desdobrando. Ele acordava cedo, preparava o café da manhã, ajudava com os bebês, ia para o restaurante, voltava para almoçar, voltava para o restaurante, e à noite, quando chegava em casa, ainda encontrava energia para brincar com Luna e para me ajudar com os gêmeos. Ele estava exausto, mas feliz, e eu via nos olhos dele a mesma alegria que eu sentia.

  • Um Herdeiro Para O Meu Chefe Viúvo   252. Miguel Abernati

    O quarto do hospital estava cheio de flores e balões quando a família começou a chegar, e eu fiquei ali, sentado ao lado da cama de Rosa, com Marco em um dos braços e Luna Helena no outro, sentindo o peso dos dois corpos pequenos contra o meu peito, a respiração deles contra a minha pele, a certeza de que a minha vida tinha mudado para sempre.Rosa estava exausta, os olhos pesados, mas o sorriso no rosto dela iluminava o quarto mais do que qualquer luz. Ela tinha passado por um parto longo e difícil, mas estava bem, e os bebês estavam saudáveis, e isso era tudo o que importava.A primeira a chegar foi Luna, trazida por Alice, que a segurava pela mão. A minha filha mais velha entrou no quarto com os olhos arregalados, olhando para os dois berços ao lado da cama, e eu vi a curiosidade e a emoção se misturarem no rostinho dela.— Pai? — ela chamou, aproximando-se devagar.— Oi, minha princesa. — eu respondi, inclinando-me para beijar a testa dela. — Vem conhecer os seus irmãos.Ela subiu

  • Um Herdeiro Para O Meu Chefe Viúvo   251. Rosa Abernati

    A dor começou no meio da noite, um aperto profundo que me acordou do sono e me fez sentar na cama com a respiração presa, as mãos instintivamente pousadas sobre a barriga enorme onde os gêmeos se moviam como se também soubessem que a hora tinha chegado.— Miguel. — eu chamei, a voz saindo baixa, mas urgente.Ele acordou em segundos, como se estivesse apenas esperando por aquele momento.— O que foi? — ele perguntou, sentando na cama, os olhos arregalados.— Acho que é a hora.— O quê?— Os bebês. Eles estão vindo.Ele ficou paralisado por um instante, o rosto pálido, e depois entrou em ação como se tivesse ensaiado aquele momento a vida inteira.— Vamos para o hospital. Agora.Ele me ajudou a levantar, pegou a bolsa que já estava pronta há semanas, e me levou até o carro. No caminho, ele dirigia em silêncio, mas eu via os nós dos dedos dele brancos no volante, e eu sabia que ele estava tão nervoso quanto eu.— Você está bem? — ele perguntava a cada poucos minutos.— Estou. — eu respon

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