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239. Rosa Hill

Author: Laura Ricci
last update publish date: 2026-09-26 22:52:16

O dia depois do pedido de casamento amanheceu claro e dourado, como se o próprio Texas tivesse resolvido celebrar conosco, e eu acordei com o anel no dedo, o peso delicado da joia da avó de Miguel contra a minha pele, e um sorriso que eu não conseguia apagar do rosto.

Miguel ainda dormia ao meu lado, o braço pesado sobre a minha cintura, a respiração lenta e profunda. Luna estava no berço ao lado, os olhos abertos, os bracinhos se movendo no ar como se estivesse tentando alcançar algo que só el
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  • Um Herdeiro Para O Meu Chefe Viúvo   240. Miguel Abernati

    A volta para Paris foi agridoce. A cidade nos recebeu com o mesmo céu cinzento de sempre, o mesmo ar frio que eu tinha aprendido a amar, as mesmas ruas que guardavam as nossas memórias. Mas, desta vez, tudo parecia diferente. Porque, desta vez, eu não estava voltando para ficar. Eu estava voltando para me despedir.O apartamento parecia menor do que eu lembrava, mais silencioso, como se já soubesse que estávamos de partida. Rosa começou a separar as coisas na manhã seguinte, e eu fiquei observando-a por um momento, os olhos fixos nas mãos dela dobrando as roupinhas de Luna, os movimentos cuidadosos de quem está embalando uma vida inteira.— Você está bem? — eu perguntei, aproximando-me.— Estou. — ela respondeu, sem levantar os olhos. — Só estou... processando.— Processando o quê?— Que a gente vai embora. Que a gente vai começar de novo. Que a gente vai deixar essa vida para trás.— Não é um adeus. É um até logo. Paris sempre vai ser parte da nossa história.Ela me olhou, e eu vi os

  • Um Herdeiro Para O Meu Chefe Viúvo   239. Rosa Hill

    O dia depois do pedido de casamento amanheceu claro e dourado, como se o próprio Texas tivesse resolvido celebrar conosco, e eu acordei com o anel no dedo, o peso delicado da joia da avó de Miguel contra a minha pele, e um sorriso que eu não conseguia apagar do rosto.Miguel ainda dormia ao meu lado, o braço pesado sobre a minha cintura, a respiração lenta e profunda. Luna estava no berço ao lado, os olhos abertos, os bracinhos se movendo no ar como se estivesse tentando alcançar algo que só ela podia ver. Eu fiquei ali por um longo momento, apenas observando os dois, sentindo o coração transbordar de amor e de gratidão.Mas havia algo que eu precisava conversar com Miguel. Algo que estava guardado no meu peito há dias, desde que tínhamos chegado ao rancho, e que agora, com o pedido de casamento, se tornava ainda mais urgente.Desci as escadas e encontrei meus pais na cozinha, tomando café. Minha mãe estava preparando ovos mexidos, e meu pai estava sentado à mesa, com o jornal na mão,

  • Um Herdeiro Para O Meu Chefe Viúvo   238. Rosa Hill

    A ideia de viajar para o Texas surgiu de forma natural, como se o universo tivesse resolvido nos dar uma pausa depois de tantos meses de luta, de dor, de perdas e de vitórias. Miguel estava sentado no sofá, com Luna no colo, os olhos fixos na janela cinzenta de Paris, e eu percebi que ele precisava de ar, de sol, de espaço. Precisava voltar para um lugar onde a vida parecia mais simples, onde as feridas podiam cicatrizar com mais facilidade.— Miguel. — eu disse, sentando ao lado dele. — Eu tenho uma ideia.— Que ideia?— Vamos visitar os meus pais no Texas. Dessa vez, a Helena vai com a gente. A família toda reunida.Ele me olhou,

  • Um Herdeiro Para O Meu Chefe Viúvo   237. Rosa Hill

    Os dias que se seguiram à morte do Sr. Abernati foram silenciosos e pesados, como se o mundo tivesse resolvido diminuir o ritmo para nos dar tempo de processar a perda, como se cada amanhecer trouxesse consigo uma nova camada de luto que precisava ser vivida, sentida, aceita.Miguel ficou em silêncio na maior parte do tempo. Ele acordava cedo, tomava banho, tomava café com a gente, mas os olhos dele estavam distantes, como se estivesse olhando para um lugar que eu não conseguia ver. Ele segurava Luna no colo por longos períodos, apenas olhando para ela, e eu sabia que ele estava pensando no pai, nas palavras que tinham sido ditas, nas palavras que nunca seriam ditas.— Você está bem? — eu perguntei, uma manhã, sentando ao lado dele no sofá.

  • Um Herdeiro Para O Meu Chefe Viúvo   236. Rosa Hill

    A ligação chegou às seis da manhã, e eu acordei com o som do telefone vibrando na mesa de cabeceira como um alarme que anunciava o fim. Miguel atendeu antes que eu pudesse me mexer, e eu vi a expressão dele mudar em segundos, a cor sumir do rosto, os olhos se encherem de uma dor que eu conhecia bem demais.— O que aconteceu? — eu perguntei, sentando na cama.— Meu pai. — ele disse, a voz falhando. — Ele piorou. Estão transferindo ele para Paris. Para o hospital.— Miguel...— Eu preciso ir. — ele disse, levantando-se da cama, os movimentos apressados, quase automáticos. — Eu preciso ir a

  • Um Herdeiro Para O Meu Chefe Viúvo   235. Rosa Hill

    A manhã seguinte amanheceu fria e cinzenta, com uma neblina leve cobrindo as ruas da cidadezinha no interior da França, e eu acordei antes do despertador, os olhos fixos no teto do quarto de hotel, sentindo o peso daquele dia se instalar no meu peito como uma pedra que eu não conseguia remover.Miguel dormia ao meu lado, o rosto relaxado, a respiração lenta e profunda, e eu fiquei ali por um longo momento, apenas observando-o, apenas agradecendo por ele estar ali, por ele ter conseguido chegar até o pai, por ele ter tido a coragem de enfrentar a mãe e lutar pelo que era seu por direito. Ele tinha passado por tanta coisa nas últimas semanas, e eu sabia que aquele dia ia ser um dos mais difíceis da vida dele.Luna estava no berço ao lado, os olhos abertos, os bracinhos se movendo no ar como se estivesse ten

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