FAZER LOGINNília – Reencontro do colégio
Na manhã do reencontro acordei ansiosa e o som ensurdecedor das notificações no meu celular me fez pular da cama. Ao ver o nome do meu namorado na tela comecei a rir feito boba. – “Hoje quero te fazer sentir muito especial. All” Meu coração deu pulos ao ler aquelas palavras. No fundo sabia o que significava, mas dito assim parecia tudo muito simples. Fechei os olhos por um tempo e suspirei. Ao ver as chamadas da Mel, liguei de volta e conversamos sobre como seria bom reencontrar todo o mundo do colégio. Terminamos a chamada com Mel dizendo que devia vestir uma lingerie sexy, por baixo do vestido preto que escolhi pra a ocasião. Papai me lembrou que mesmo acompanhada pelo Travis, deveria voltar antes das nove da noite. Estava quase na hora, olhei o meu reflexo no espelho e me senti bem com o resultado. Vestido preto simples, maquiagem leve, cabelo solto, brincos discretos, não queria atrair as atenções para mim. Queria apenas me divertir naquela noite. – Estás bastante produzida, pensei que fosse um simples reencontro! Brincou Travis. – Não exagera Travis, só vesti algo novo, mas não acho que esteja tão exagerado. Resmunguei. O meu irmão era charmoso de natureza, e não era muito de levar tempo para se arrumar. Vestia umas calças Jeans, camiseta e casaco de couro. – Vocês mulheres complicam tudo. Podemos ir? Assenti revirando os olhos. Quando chegamos no salão, minha amiga veio logo nos cumprimentar. – Oi Travis! Mel acenou para o meu irmão, me puxando para longe. – Wow esse vestido te deixou bem bala Ni! – Acha Mel? Não estou exagerada? Perguntei me sentindo insegura. – Relaxa. Vestiste a lingerie? Sussurrou no meu ouvido sorrindo, me deixando corada. O salão começou a encher, caras conhecidas, amigos de longa data e outros nem por isso, a cada momento mais gente se juntava a roda de conversa e mais memórias eram compartilhadas. Eram conversas divertidas que nos faziam viajar no tempo, mas para mim ainda faltava alguém para completar aquele momento. Tentei disfarçar várias vezes que não estava distraída, mas minha cabeça estava longe, meus olhos zanzavam pelos cantos a procura do meu namorado. – Entra na onda Ni, o All deve estar a chegar. Mel me olhou com carinho sabendo o quanto encontrar o All naquela noite seria importante para mim. O celular vibrou naquele momento e quando olhei para a tela, era o meu namorado. Atendi saindo da multidão para evitar o barulho. Não conseguia ouvir basicamente nada, mas quando ia sair, esbarrei nele na porta. – Oi namorada! Sussurrou no meu ouvido. – Oi namorado! Respondi encabulada, desejando ganhar um abraço. Allexis segurou minha mão e me levou para dentro do salão, seu perfume doce confundia meus sentidos. Olhei para ele pelo ombro e sorriu de volta. – Estás linda baby! Ouvir aquilo fez meu coração descompassar por alguns segundos. Em pouco tempo, um monte de colegas se juntou a nós e fomos obrigados a ficar longe um do outro. Os meninos tiveram a ideia de dividir o grupo em alas de meninos e meninas. Meu receio era que o tempo passasse rápido e não pudesse desfrutar da sua companhia naquela noite. Um dos organizadores teve a ideia idiota de formar pares para as danças de casais e para o meu azar o Allexis foi logo indicado para dançar com a Charlotte. Senti ciúmes me consumindo. A Charlotte era definitivamente mais bonita e mais atraente do que eu. No meio da roda pareciam o casal ideal. Depois da dança sentamos ao redor da fogueira. Estava uma noite fria, alguns bebiam, outros dançavam. A Mel já tinha encontrado a sua turma. De quando em vez, ela me cutucava para aproveitar a noite, mas minha noite estava perdida. Charlotte não desgrudava do meu namorado. Perdida em meus pensamentos, ouvi uma voz grave e adorável sussurrando no meu ouvido. – Queres sair daqui para outro lugar? – Claro. Segurei a mão estendida para mim e levantei. Allexis me abraçou roubando a atenção de alguns amigos que nos olhavam intrigados. Beijou levemente meus lábios. Me senti protegida e amada. Olhares e murmúrios se estenderam na nossa direcção. – Vamos sair daqui! Pegou na minha mão e me levou embora. Entramos no seu furgão e dirigiu por alguns minutos. – All o que estamos fazendo na tua casa? O meu pai... – Shi não vamos falar disso hoje. Me interrompeu abrindo a porta da casa. Entrando, passamos pela sala até dar a um anexo por trás da casa. Pegou minha mão e entramos. Quando acendeu as luzes, meu coração bateu como flexa, meus pés estremeceram e senti um frio percorrer a espinha. O quarto estava totalmente decorado com pétalas vermelhas pelo chão e pela cama. – Espero que goste baby! Sussurrou dum jeito tão doce que estremeci. Assenti com a cabeça em silêncio, meu nervosismo aumentou. Gentilmente tirou-me o casaco e os óculos. – Ni, relaxa, não se assuste. Não vamos fazer nada que não queiras. Sibilou. Passou a mão sobre os meus cabelos, e instintivamente o abracei afagando suas costas. Não sabia o que fazer, estava nervosa e trémula. Me abraçou de volta ofegante e pude sentir que seu coração batia muito rápido. Então, levantei meu rosto para olha-lo, e me perdi nos seus olhos escuros que me observavam com paixão. Sem hesitação tomou nos meus lábios com firmeza. Retribui seu beijo impetuosamente, e nossos corpos começaram a aquecer. Desabotoei sua camisa e estacionei minhas mãos sobre seu peito. Calidamente beijei seu peito e senti seu membro pulsar de tesão. Voltei minha fome para os seus lábios e voltamos a nos beijar com intensidade. Por um momento parou de me beijar e me olhou nos olhos. – Tem certeza que quer avançar baby?Olá queridos leitores, espero que estejam gostando desta viagem pela estória da Nília e do Allexis. Chegamos ao fim desta primeira parte, continuem nos acompanhando na SEGUNDA PARTE deste romance que promete ser ainda mais dramático. Nos vemos em "UMA CHANCE PRA O DESTINO"! Até lá!
Allexis O tempo tinha passado rapidamente, e a nossa vida estava sendo uma grande aventura, pois tudo parecia ter encontrado o lugar certo. Era como se a casa respirasse uma energia diferente, contagiante. Regressar a casa depois de uma jornada dura, tinha um sabor doce, as noites tórridas de sexo preenchiam a nossa rotina. Estávamos bem, claro que ainda tínhamos muito percurso pela frente. Com o tempo, Thayla voltou pra faculdade para terminar o curso de direito, enquanto isso nossa casa seguia seu projecto de construção. Íamos nos mudar assim que a Meg completasse quatro anos. Foi uma conversa difícil com mamãe habituada a ter a todos na mansão, no entanto entendeu. Ainda recebia mensagens ameaçadoras com a foto do beijo com a Ni, talvez um lembrete de que alguém estava nos observando. Não tinha falado com a Ni desde então, mas sabia que estava bem. Quando soube que estava à espera do segundo filho do Zac Mildred, a sensação que tive foi de decepção. Não entendia porque é
Nîlia- Novo começo!O fim de semana passou rápido. A fazenda era um lugar frenético com muita coisa agradável para fazer e um ambiente acolhedor. Ver o sorriso contagiante da Zoey e das outras crianças correndo pelo gramado fez-me perceber o porquê de ela gostar tanto de estar com o Mike. Na manhã seguinte embarcamos de volta a Downside, onde a casa silenciosa e fria me esperava. A Zoey tinha ficado na fazenda a pedido do Mike. - Vou a Prestonville esta noite, por alguns dias! Avisou me deixando em casa. Fiquei desconcertada, mas não retruquei.Deixei a mala e fui directo para o escritório para ocupar a cabeça. No grupo de amigos do WhatsApp não se falava noutra coisa senão do casamento às pressas do All. Tentei ignorar, a verdade é que durante o fim de semana tentei não pensar no assunto e naquele momento um misto de emoções transbordavam o meu coração. A noite chegou e o escritório rapidamente se esvaziou. Fiquei por mais algumas horas para não ter que voltar para casa e jantar
Allexis- Nova jornada!Sentados ao redor da mesa farta que mamãe preparou o ambiente era aprazível. O cheiro das panquecas e ovos mexidos se misturava com a energia vibrante produzida pelas nossas conversas. Meg brincava comendo as papas. Olhei para o lado e Thayla sorriu. Meu coração se aliviou um pouco. – E quando vai a Prestonville? - Papai questionou e Thayla me olhou surpresa.– Vai viajar amor? Um clima gelado se instalou na sala. Papai percebeu que tinha cometido uma indiscrição e se retratou com um pedido de desculpas. Thayla disfarçou o desconforto com um sorriso.Mamãe interveio fazendo piadas sobre as viagens sem aviso do meu pai, que ela so descobria nas madrugadas.Demos uma risada suave. Thayla também sorriu. Papai tentou retrucar, mas mamãe colocou a mão sabiamente sobre a dele para acalma-lo. O resto do almoço seguiu com conversas divertidas e risadas suaves. Mais tarde, me retratei por não ter comentado sobre a viagem. Aproveitei para partilhar a agenda de viage
Nília- Uma verdade que dói!Depois de três longos dias internado no hospital, o Mike recebeu a alta e voltou para a fazenda com recomendações que exigiam cuidados. Como única nora, me concentrei nisso uma vez que Daiane estava em Portville visitando a irmã. Zac já estava mais sereno, mas a nossa conversa permanecia em banho maria. Durante a noite daquela uma mensagem mexeu novamente com o nosso sossego. Não foi preciso ler a mensagem para saber que era da M, pela hora e o desconforto do meu marido. Mas, daquela vez não discutimos, não houve dramas, era como se fosse mais um capítulo.O meu corpo se ressentia do cansaço e naquele sábado depois de cuidar da Zoey, resolvi visitar o meu pai no centro da cidade.- Vá amor, cuido da Zoey, precisas respirar um pouco. - Ele disse, como se incentivasse a distância. A verdade é que a mensagem tinha minado toda a estabilidade que estávamos tentando repor. O vento que soprava ao longo do caminho era leve e o horizonte ainda se deixava tingir
Allexis- Uma dúvida desconfortável!A cerimónia seguiu o roteiro habitual de um casamento civil. Depois do sim forçado saindo das minhas entranhas, não conseguia mais fingir que estava fazendo o certo. A Thayla agia como se fosse o casamento do século e aquilo me incomodava.Após o brinde me afastei um pouco de todos. Afrouxei a gravata para respirar melhor. Mas não demorou, ela me cercou e fez um comentário provocativo que não respondi já que os convidados se aproximaram para uma roda de conversa antes do almoço. A festa corria conforme esperado, até a primeira dança. Estava sem ânimo e um pouco enjoado com a capacidade dela de dissimular o que não existia. Entrei no jogo e ofereci sorrisos falsos durante a dança. Quando todos se foram, primeiro subi pra o quarto da Meg para o beijinho de boa noite. Entrei no quarto e ela de lingerie segurava uma taça de champanhe. Me senti desconfortável e antes que ela pudesse dizer algo, dei-lhe as costas. Houve um silêncio espesso por segund







