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Capitulo 5

Autor: naychara
last update Data de publicação: 2026-03-18 18:45:09

Allexis

Depois da gafe com a minha garota, precisava encontrar uma forma de me desculpar e estar sozinho com ela. Caminho com passos bem curtos no corredor do Restaurante, empresa da família, pivô da rixa entre as famílias Blake e Miller. É que em tempos o Jill pai da Ni e o meu pai abriram o restaurante juntos quando jovens, com o andar do tempo, o pai da Ni quis sair do negócio e vender a sua parte para fazer outras aplicações. No entanto, o meu pai usou da esperteza comprando as acções ao preço mais baixo do que realmente valiam. Foi numa altura em que os Miller enfrentavam a batalha judicial do divórcio e o meu velho aproveitou-se disso.

Quando o Jill Miller soube da trapaça cortou definitivamente os laços com a nossa família tornando isso uma rixa familiar.

Não estou aqui pelo meu pai, até porque não temos boa relação. Depois da morte da minha mãe me senti obrigado a cuidar das finanças da família para garantir que o Dave e a minha irmã Allison pudessem ter uma vida estável. Meu sonho mesmo é a arquitetura, desde que iniciei a faculdade já fiz algumas remodelações na estrutura do restaurante dando lhe um ar mais moderno e acolhedor. Posso dizer que estou orgulhoso do que venho fazendo.

Espero que seja o primeiro de uma grande rede de restaurantes que espero ter no futuro. O celular no meu bolso toca me trazendo de volta a realidade. É a Mel, sempre prestativa me ligando de volta.

– Melzinha preciso da tua ajuda!

Começo brincando.

– Já gostei do início. O que queres? E quanto pagas?

Mel brinca provocante

A minha conversa com a Mel dura em torno de meia hora desenhando um plano para o meu pedido de desculpas. No fim me despeço dela, mais entusiasmado. Olho para o relógio na parede e percebo que já passa da hora de pegar a Allison no treino de voleibol. Depois de pegar a minha irmã no treino, paramos na pastelaria para comprar os bolinhos para o chá da tarde.

– Allexis Blake?

Fico petrificado ao ouvir a voz da Charlotte. Já faz tempo que não a via e não posso deixar de admitir que continua um mulherão.

– Ei Charlotte está de volta à cidade?

Resmungo umas palavras.

– Cheguei ontem, papai está na cidade fechando negócios e aproveitei para visitar velhos amigos. Responde fazendo gestos com as mãos. - E Blake, vi a sua “amiguinha” Nília na cafeteria, acho que não gostou muito da nossa conversinha.

Ela pisca provocativa me tirando da órbita. Arregalo os olhos perturbado. Quando ela se afasta, penso distraído no que terá dito para a minha namorada. A Ni já mostrou muitas vezes que não gosta da Charlotte e pensar que pode descobrir que foi com ela que perdi a virgindade me deixa em cólera. Não sei como ela pode reagir, a Ni é sensível e se importa muito com simbolismo. Penso comigo me esquecendo completamente da Allison que me dá um beliscão.

– All, você a conhece?

Pergunta curiosa.

– Mais ou menos! Finjo. – Mas e porquê?

Indago lançando lhe um olhar investigativo.

– Porque não gosto. O garoto de quem gosto, o Victor, morre de tesão por ela. Todos os meninos da escola passam horas olhando para a foto dela de biquini e suspirando. Apesar de bonita, acho ela vulgar.

– Olha o palavrão!

Balbucio para desviar do assunto e nesse momento me lembro das palavras da Ni sobre a Charlotte.

“Ela é vulgar, devia se dar ao respeito”.

Quando finalmente cheguei em casa, e pude ter um momento de sossego em meu quarto, fechei os olhos e imaginei a minha doce namorada em meus braços, enquanto fazíamos amor como nunca.

Minha mente me perturbava, meu desejo pela Nília crescia a cada dia e não via a hora de finalmente selarmos o nosso amor. A primeira vez das garotas é marcante, então não podia inventar coisas difíceis, a minha Ni é uma mulher sensível e doce.

“Puta que pariu”.

Ralho ao sentir o corpo responder com tesão aos meus pensamentos. Precisei tomar um banho frio para me acalmar. Para um jovem de vinte anos estava ansioso demais para a primeira vez da sua namorada.

Naquela noite, o sono veio pesado depois de horas viajando pela imaginação.

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Último capítulo

  • Um amor silenciado pelo ódio do meu pai   Notas da autora

    Olá queridos leitores, espero que estejam gostando desta viagem pela estória da Nília e do Allexis. Chegamos ao fim desta primeira parte, continuem nos acompanhando na SEGUNDA PARTE deste romance que promete ser ainda mais dramático. Nos vemos em "UMA CHANCE PRA O DESTINO"! Até lá!

  • Um amor silenciado pelo ódio do meu pai   Epílogo

    Allexis O tempo tinha passado rapidamente, e a nossa vida estava sendo uma grande aventura, pois tudo parecia ter encontrado o lugar certo. Era como se a casa respirasse uma energia diferente, contagiante. Regressar a casa depois de uma jornada dura, tinha um sabor doce, as noites tórridas de sexo preenchiam a nossa rotina. Estávamos bem, claro que ainda tínhamos muito percurso pela frente. Com o tempo, Thayla voltou pra faculdade para terminar o curso de direito, enquanto isso nossa casa seguia seu projecto de construção. Íamos nos mudar assim que a Meg completasse quatro anos. Foi uma conversa difícil com mamãe habituada a ter a todos na mansão, no entanto entendeu. Ainda recebia mensagens ameaçadoras com a foto do beijo com a Ni, talvez um lembrete de que alguém estava nos observando. Não tinha falado com a Ni desde então, mas sabia que estava bem. Quando soube que estava à espera do segundo filho do Zac Mildred, a sensação que tive foi de decepção. Não entendia porque é

  • Um amor silenciado pelo ódio do meu pai   Capitulo 99

    Nîlia- Novo começo!O fim de semana passou rápido. A fazenda era um lugar frenético com muita coisa agradável para fazer e um ambiente acolhedor. Ver o sorriso contagiante da Zoey e das outras crianças correndo pelo gramado fez-me perceber o porquê de ela gostar tanto de estar com o Mike. Na manhã seguinte embarcamos de volta a Downside, onde a casa silenciosa e fria me esperava. A Zoey tinha ficado na fazenda a pedido do Mike. - Vou a Prestonville esta noite, por alguns dias! Avisou me deixando em casa. Fiquei desconcertada, mas não retruquei.Deixei a mala e fui directo para o escritório para ocupar a cabeça. No grupo de amigos do WhatsApp não se falava noutra coisa senão do casamento às pressas do All. Tentei ignorar, a verdade é que durante o fim de semana tentei não pensar no assunto e naquele momento um misto de emoções transbordavam o meu coração. A noite chegou e o escritório rapidamente se esvaziou. Fiquei por mais algumas horas para não ter que voltar para casa e jantar

  • Um amor silenciado pelo ódio do meu pai   Capitulo 98

    Allexis- Nova jornada!Sentados ao redor da mesa farta que mamãe preparou o ambiente era aprazível. O cheiro das panquecas e ovos mexidos se misturava com a energia vibrante produzida pelas nossas conversas. Meg brincava comendo as papas. Olhei para o lado e Thayla sorriu. Meu coração se aliviou um pouco. – E quando vai a Prestonville? - Papai questionou e Thayla me olhou surpresa.– Vai viajar amor? Um clima gelado se instalou na sala. Papai percebeu que tinha cometido uma indiscrição e se retratou com um pedido de desculpas. Thayla disfarçou o desconforto com um sorriso.Mamãe interveio fazendo piadas sobre as viagens sem aviso do meu pai, que ela so descobria nas madrugadas.Demos uma risada suave. Thayla também sorriu. Papai tentou retrucar, mas mamãe colocou a mão sabiamente sobre a dele para acalma-lo. O resto do almoço seguiu com conversas divertidas e risadas suaves. Mais tarde, me retratei por não ter comentado sobre a viagem. Aproveitei para partilhar a agenda de viage

  • Um amor silenciado pelo ódio do meu pai   Capitulo 97

    Nília- Uma verdade que dói!Depois de três longos dias internado no hospital, o Mike recebeu a alta e voltou para a fazenda com recomendações que exigiam cuidados. Como única nora, me concentrei nisso uma vez que Daiane estava em Portville visitando a irmã. Zac já estava mais sereno, mas a nossa conversa permanecia em banho maria. Durante a noite daquela uma mensagem mexeu novamente com o nosso sossego. Não foi preciso ler a mensagem para saber que era da M, pela hora e o desconforto do meu marido. Mas, daquela vez não discutimos, não houve dramas, era como se fosse mais um capítulo.O meu corpo se ressentia do cansaço e naquele sábado depois de cuidar da Zoey, resolvi visitar o meu pai no centro da cidade.- Vá amor, cuido da Zoey, precisas respirar um pouco. - Ele disse, como se incentivasse a distância. A verdade é que a mensagem tinha minado toda a estabilidade que estávamos tentando repor. O vento que soprava ao longo do caminho era leve e o horizonte ainda se deixava tingir

  • Um amor silenciado pelo ódio do meu pai   Capitulo 96

    Allexis- Uma dúvida desconfortável!A cerimónia seguiu o roteiro habitual de um casamento civil. Depois do sim forçado saindo das minhas entranhas, não conseguia mais fingir que estava fazendo o certo. A Thayla agia como se fosse o casamento do século e aquilo me incomodava.Após o brinde me afastei um pouco de todos. Afrouxei a gravata para respirar melhor. Mas não demorou, ela me cercou e fez um comentário provocativo que não respondi já que os convidados se aproximaram para uma roda de conversa antes do almoço. A festa corria conforme esperado, até a primeira dança. Estava sem ânimo e um pouco enjoado com a capacidade dela de dissimular o que não existia. Entrei no jogo e ofereci sorrisos falsos durante a dança. Quando todos se foram, primeiro subi pra o quarto da Meg para o beijinho de boa noite. Entrei no quarto e ela de lingerie segurava uma taça de champanhe. Me senti desconfortável e antes que ela pudesse dizer algo, dei-lhe as costas. Houve um silêncio espesso por segund

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