로그인Ian ParkerSenti Katy se mexer ao meu lado e apertei os braços ao redor dela, ainda sonolento.— Aonde você pensa que vai? — murmurei quando percebi que ela tentava se afastar.Katy soltou uma risadinha.— Levantar, Ian. Precisamos nos arrumar para visitar a casa.Apertei os braços ao redor dela, tentando convencê-la a ficar mais um pouco.— Só mais cinco minutos, meu amor.Katy sorriu e me deu um beijo rápido.— Então aproveita enquanto pode, porque nós precisamos levantar.Soltei um suspiro exagerado e me sentei na cama.— Pelo visto, depois do casamento, nem o meu horário de dormir vai ser mais uma decisão minha.Ela ergueu as sobrancelhas, cruzando os braços.— Ah, é? Então vou ter que repensar esse casamento.Olhei para ela imediatamente.— Calma. Acho que podemos chegar a um acordo.Katy caiu na risada.— Imaginei que você mudaria de ideia rapidinho.— Eu só estou tentando preservar o pouco de liberdade que ainda me resta.— Vai se arrumar, Ian!— Sim, senhora.Ela entrou no ban
Ian Parker Saímos do restaurante e seguimos de mãos dadas até o carro. Katy ainda sorria, e eu tinha certeza de que a notícia da casa continuava ocupando seus pensamentos. Assim que ela se acomodou no banco do passageiro, virei-me para ajudá-la com o cinto. — Você está muito quietinha, meu amor. — Estou pensando. — Isso costuma ser perigoso. Devo me preocupar? Ela riu e me deu um tapinha no braço. — Estou pensando na nossa casa, Ian! Quero saber como ela é por dentro, como vamos organizar os quartos, a sala... — E eu achando que você estava planejando como me convencer a comprar mais coisas. — Também. — Ela sorriu, sem o menor constrangimento. — A gente vai precisar de muita coisa, sabia? — Imaginei que uma casa precisasse de móveis. — Não estou falando só de móveis! Precisamos pensar na decoração, nas cortinas, nos tapetes... E eu quero uma cozinha bonita. Liguei o carro, rindo. — Mais alguma exigência, senhora? — Quero uma sala aconchegante, com um sofá grande. — Grand
Ian Parker— Ian, antes de encerrarmos, tenho algumas informações sobre a casa que você está comprando.Minha atenção se voltou imediatamente para Eduardo. Depois de uma manhã ocupada com questões da empresa, finalmente chegara a hora de tratar de algo que eu esperava havia algum tempo.— Pode falar.Ele abriu a pasta que havia colocado sobre a mesa e retirou os documentos do imóvel.— Fizemos todas as verificações necessárias. A documentação está regular, não encontrei nenhuma pendência que impeça a compra e o contrato está pronto para sua análise e assinatura.Puxei os papéis para perto de mim.— Ótimo. Quero deixar isso resolvido hoje.— Foi por isso que trouxe tudo. Podemos revisar os termos agora. Se estiver de acordo com as condições estabelecidas, você poderá assinar e formalizar a compra.Comecei a ler o contrato com atenção. Mesmo confiando no trabalho de Eduardo, não tinha o hábito de assinar documentos sem conhecer cada cláusula. Aquele negócio envolvia mais do que dinheiro
Ian Parker Estacionei o carro na garagem da Vanguard Media e desliguei o motor. Katy, no banco do passageiro, terminou de ajeitar a bolsa antes de abrir a porta. — Katy, vê se no almoço você não resolve comer fast-food também. Ela virou o rosto na minha direção, estreitando os olhos. — Está fiscalizando minha alimentação agora, Ian? — Estou apenas cuidando da alimentação da minha noiva. — Então vai depender dos mini Parkers. Ergui as sobrancelhas, segurando o riso. — Não tenho nada a ver com isso. Essa parte do DNA é sua! Ela me encarou, indignada com a tranquilidade com que eu transferia a responsabilidade para ela. — Você é insuportável! — E você me ama. Katy revirou os olhos, mas não conseguiu esconder o sorriso. — Vai trabalhar, CEO! — Estou indo, meu amor. Inclinei-me para beijar sua testa antes que ela saísse do carro. Depois, caminhei ao lado dela até o acesso aos elevadores. Assim que entramos na empresa, a brincadeira deu lugar à discrição habitual. Não precis
Katy Nunes Acordei com a luz suave do sol da manhã atravessando as frestas da cortina da varanda. O apartamento estava num silêncio gostoso, e a primeira coisa que senti foi o abraço acolhedor do Ian ao meu redor. Ele ainda dormia profundamente, com o queixo apoiado no topo da minha cabeça e um dos braços pesados e protetores cruzando a minha cintura. Acomodei-me mais perto do peito dele, aproveitando aquele calor. No entanto, bastaram alguns minutos para que uma sensação estranha e urgente começasse a tomar conta de mim. Não era enjoo, nem o cansaço dos dias anteriores... era uma fome avassaladora e específica. — Ian... — chamei baixinho, cutucando o peito dele com o indicador. Ele resmungou algo incompreensível, apertando minha cintura e me puxando ainda mais contra o seu corpo. — Ian, acorda... É sério — insisti, rindo da teimosia dele em continuar dormindo. Ele soltou um suspiro profundo e abriu os olhos azuis devagar, a voz grave e rouca de sono: — O que foi, meu amor? Acon
Katy Nunes O silêncio do apartamento à noite sempre trazia uma sensação de paz, mas, com o Ian ali do meu lado, o ambiente parecia acolhedor de um jeito completamente novo. Terminamos o jantar sem pressa e ele se recusou sumariamente a me deixar levantar da mesa para ajudar com qualquer coisa. Com a firmeza carinhosa de sempre, ele me encaminhou para a sala e organizou a cozinha em questão de minutos. Quando voltou para o cômodo, trazia duas taças nas mãos: a dele com vinho tinto e a minha com água aromatizada e morangos frescos. Ele deixou as taças sobre a mesa de centro, acomodou-se ao meu lado no sofá espaçoso e me puxou para perto sem cerimônia. Encostei a cabeça em seu peito, sentindo o ritmo tranquilo do seu coração, enquanto ele desdobrava um edredom leve e cobria nossas pernas. Liguei a TV em um filme qualquer para fazer barulho de fundo, mas a verdade é que minha atenção não durou nem dois minutos na tela. Depois de um dia tão conturbado, estar ali nos braços dele er







