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capítulo 77

Auteur: Any L.
last update Date de publication: 2026-09-17 04:57:54
Ian Parker

O relógio já passava das cinco da tarde quando finalmente deixei a última planta baixa sobre a mesa da sala de reuniões no trigésimo andar do prédio da Fifth Avenue.

À minha frente, estavam os últimos termos para liberação da reforma da nova filial, acompanhados pelos documentos de engenharia, cronogramas e autorizações que precisavam da minha assinatura antes do início das obras.

A previsão inicial da equipe de arquitetura e engenharia era de três dias inteiros para concluir os aj
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  • Um brinde ao imprevisto    Capítulo 157

    Katy NunesO silêncio do apartamento à noite sempre trazia uma sensação de paz, mas, com o Ian ali do meu lado, o ambiente parecia acolhedor de um jeito completamente novo. Terminamos o jantar sem pressa e ele se recusou sumariamente a me deixar levantar da mesa para ajudar com qualquer coisa. Com a firmeza carinhosa de sempre, ele me encaminhou para a sala e organizou a cozinha em questão de minutos.Quando voltou para o cômodo, trazia duas taças nas mãos: a dele com vinho tinto e a minha com água aromatizada e morangos frescos.Ele deixou as taças sobre a mesa de centro, acomodou-se ao meu lado no sofá espaçoso e me puxou para perto sem cerimônia. Encostei a cabeça em seu peito, sentindo o ritmo tranquilo do seu coração, enquanto ele desdobrava um edredom leve e cobria nossas pernas.Liguei a TV em um filme qualquer para fazer barulho de fundo, mas a verdade é que minha atenção não durou nem dois minutos na tela.Depois de um dia tão conturbado, estar ali nos braços dele era tudo o

  • Um brinde ao imprevisto    Limites Claros

    Ian Parker ​O trajeto da agência até o prédio da Katy pareceu demorar o dobro do tempo normal por causa do trânsito do meio da tarde na Zona Sul. Segurei o volante com força, mantendo o autocontrole enquanto repassava na mente tudo o que a Ana tinha me contado. A ideia do Júlio encurralando a Katy e forçando interações indesejadas no restaurante fazia a minha paciência se esgotar a cada quilômetro. ​Liguei o pisca e embiquei o carro na rampa de acesso ao subsolo do edifício. Acionei o controle da garagem e desci devagar. Quando fiz a curva para alinhar o carro próximo às vagas dos moradores, meus olhos fixaram imediatamente na figura que acabara de sair de um sedã prata estacionado a poucos metros de distância. ​Era o Júlio. ​Ele ajeitava o paletó enquanto caminhava em direção ao hall dos elevadores, carregando uma pasta sob o braço. A raiva que eu vinha segurando desde que saí da minha sala explodiu instantaneamente. ​Parei o carro na primeira vaga livre, puxei o freio de mão e

  • Um brinde ao imprevisto    O Instinto de Proteção

    Ian Parker ​O ambiente na agência estava intenso. A auditoria avançava a passos largos na sala de conferências e o ritmo de trabalho do andar diretivo exigia a minha atenção total. Eu revisava uma série de contratos de patrocínio que precisavam da minha assinatura antes do final do dia quando o meu telefone pessoal vibrou sobre a mesa de madeira nobre. ​Olhei para a tela e vi o nome da Ana piscar. Atendi no primeiro toque, esperando ouvir que as duas tinham finalizado o almoço e que a Katy já estava a caminho da empresa. ​— Ana? Deu tudo certo por aí? A Katy almoçou direitinho? ​— Oi, Ian... Sim, ela almoçou — a voz da Ana veio acompanhada pelo ruído característico do trânsito e pelo som abafado de um rádio ao fundo. — Eu estou em um táxi agora, indo direto para o hospital. Surgiu uma emergência grave no pronto-socorro, um caso de trauma complexo, e me chamaram às pressas. ​— Entendo. Obrigado por ter acompanhado ela — respondi, relaxando a postura na cadeira. — Onde a Katy está

  • Um brinde ao imprevisto    Sombras e Prioridades

    Katy Nunes ​— Quer ir embora agora, amiga? — Ana perguntou baixo, os olhos cheios de preocupação enquanto segurava minha mão ainda fria. — Se você quiser, eu peço a conta e a gente sai daqui agora mesmo. ​Respirei fundo, tentando desacelerar os batimentos do meu coração. O turbilhão de hormônios do primeiro trimestre tornava tudo três vezes mais intenso: a raiva, o susto e uma tristeza profunda por ver alguém que fez parte da minha vida inteira se transformar naquela figura rancorosa. Uma lágrima teimosa ameaçou escapar do canto do meu olho, mas pisquei rápido para contê-la. ​— Não... eu preciso comer — respondi, passando a mão devagar pelo peito. — Se eu não comer, o Ian vai perceber na hora que aconteceu alguma coisa. E por causa dos bebês também, não posso ficar de estômago vazio depois desse estresse. ​— Isso mesmo. Foca em você e nos bebês — Ana concordou, ajeitando o meu prato para mais perto. — Esquece aquele imbecil. Come um pouco. ​Peguei o garfo e tentei forçar a comid

  • Um brinde ao imprevisto    Limites e Ameaças

    katy Nunes ​Senti minhas mãos tremerem levemente sobre o colo, mas forcei o corpo a se manter ereto na cadeira. A amargura nos olhos do Júlio era quase palpável, transformando o homem que um dia foi o meu melhor amigo em um estranho rancoroso. ​— Você fala como se eu tivesse te traído, Júlio — respondi, mantendo o tom de voz firme, encarando-o nos olhos. — Se a nossa amizade de uma vida inteira significava alguma coisa para você, você deveria estar feliz por mim. Um amigo de verdade torce pela felicidade do outro, independente de qualquer coisa! ​Ele deu um riso seco e debochado, balando a cabeça enquanto dava mais um gole na bebida. ​— Feliz? — retrucou Júlio, inclinando o corpo sobre a mesa e baixando o tom para cuspir as palavras: — Feliz por ver você se iludindo desse jeito, Katy? Me economize. Você realmente acha que eu vou bater palma para essa palhaçada? ​— Júlio, me respeita! — levantei o queixo, sentindo a raiva começar a dominar o incômodo. ​— Respeitar o quê? A verda

  • Um brinde ao imprevisto    Segredos e Sombras

    Katy Nunes ​Eu já estava no meio do caminho para a agência quando o meu celular começou a tocar. Atendi pelo viva-voz do carro e a voz da Ana ressoou no alto-falante: ​— Katy, pode encostar o carro na próxima esquina! Você não vai voltar para o trabalho de jeito nenhum sem almoçar. O Ian já me ligou, me deu uma bronca e me encarregou pessoalmente de te alimentar! ​— O Ian e esse instinto protetor... mas no fundo, o meu estômago realmente já está reclamando. Dobrei aqui em Ipanema. Vamos em um bistrô? ​Enquanto caminhávamos para uma mesa ao fundo do salão, Julien nos acompanhou apenas para se despedir. ​— Meninas, eu adoraria me juntar a vocês, mas preciso mesmo voltar para o atelier — explicou Julien, ajustando a alça da câmera. — A equipe de produção já está me esperando para retomar as fotos da nova coleção. Katy, mais uma vez, você estava radiante. Ana, te vejo mais tarde? ​— Claro, meu amor. Bom trabalho! — disse Ana, dando-lhe um selinho carinhoso e um abraço antes que ele

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