INICIAR SESIÓNSamantha
— Bom... E você está conseguindo trabalhar? — ele questionou na tentativa de puxar um novo assunto.
— Eu fui dispensada na última semana — eu admiti — a médica não achou que seria uma boa ideia continuar com minha rotina.
— Eles não poderiam te colocar em outra função? — ele perguntou surpreso.
— Bem, me contratam para dançar, se eu não posso fazer isso... — eu dei de ombros — e de qualquer forma logo me dispensariam de qualquer jeito. Em breve eu não serei mais atraente o suficiente.
— Não seja tola — Ele soltou — Você é muito bonita, nada vai mudar isso.
Eu senti meu rosto esquentar diante daquele elogio. Não era a primeira vez que ele me falava que eu era bonita, e eu ouvi isso muitas vezes durante nosso breve romance. Mas era a primeira vez que eu não me sentia assim.
— Você quer sobremesa? — ele perguntou ao ver que eu havia terminado de comer.
— Não, obrigada — eu neguei.
Theon fez sinal para o garçom fechar a conta e embalar o resto dos meus pratos para viagem, insistindo em pagar. Logo estávamos caminhando sob o sol quente de nevada, minha mente ainda se focava no elogio de antes. Eu tinha sentido meu humor melhorar bastante com aquilo e pensava em alguma maneira de retribuir.
— Nós podemos conversar sobre a pensão — Ele comentou atraindo minha atenção enquanto caminhávamos de volta ao apartamento — eu gostaria de ser mais presente do que isso, mas o Colorado fica um pouco longe de Las Vegas.
— Eu entendo. Mas eu não ficarei tanto tempo aqui. Eu não acho que seja o lugar adequado para criar uma criança.
Eu expliquei algo que eu vinha planejando há algum tempo. Eu ainda não tinha decidido para onde eu iria, mas eu tinha algumas economias e poderia pedir ajuda a meus pais, apesar de ainda não me sentir nem um pouco a vontade em contar para eles sobre o bebê.
— Você vai se mudar para onde? — aquilo parece ter chamado a atenção do rapaz.
— Ainda não sei — eu admiti — estou pesquisando algumas opções. Talvez a Florida ou Alabama.
Eu esperava conseguir evitar retornar para o Texas.
Ele pensou por alguns instantes antes de começar a falar novamente, parecendo receoso.
— E se você se mudasse para Aspen?
— Aspen?
— No Colorado, é a cidade que eu moro — ele explicou enquanto eu entendia o que ele estava propondo — Eu poderia te ajudar a se acomodar na cidade, você não teria que ser uma mãe solo, eu poderia participar de tudo e ser um pai presente.
Sua sugestão fazia sentido. Além disso, nós poderíamos tentar nos conhecer melhor. Se for para me envolver com alguém, que seja com o cara com quem eu fiz um filho, certo?
— Bem, pode ser. Eu tenho algumas economias, posso alugar um lugar e conseguir um emprego.
Eu acariciei mais uma vez a barriga, pensando em tudo o que teria que fazer.
— Isso é ótimo — Ele sorriu por um segundo, mas em seguida o sorriso morreu.
— O que foi? — eu questionei desconfiada.
Será que ele pensou melhor e se arrependeu da proposta?
— Tem algo que eu preciso te contar — ele coçou a garganta.
— Pode falar — estávamos apenas há alguns metros de casa, então diminui um pouco o passo, tentando prolongar um pouco mais aquele momento.
— Eu tenho uma namorada em Aspen — Ele soltou de uma vez.
Pisquei atordoada, sentindo o mundo girar ao meu redor. Ele acabou de dizer que tem uma namorada em sua cidade? Eu não posso acreditar, ele...
Ele me fez ser a outra!
— Samantha, você está bem? — ele veio em minha direção, parecendo preocupado.
— Você disse namorada? — eu dei um passo para longe dele — Você não me falou nada sobre uma namorada quando nos conhecemos!
— Ela ainda não existia — ele se apressou em explicar — eu comecei o relacionamento após o casamento de meu primo.
— Eu acho que preciso me sentar — eu admiti, sentindo o calor de Nevada começar a me abater.
Theon passou o braço por minha cintura, me levando até um banco que ficava à sombra de uma árvore.
— Minha pressão cai às vezes — eu expliquei — logo vou me sentir melhor. A médica disse que é normal.
— Sinto muito por toda essa situação — ele continuou com o braço ao redor de minha cintura
— E o que sua namorada pensa sobre tudo isso? — eu fiz a pergunta mais importante.
Eu não quero me envolver em nada tão complicado.
— Ela ainda não sabe — ele suspirou — pretendo contar para ela em breve.
— E você acha que é uma boa ideia eu ir para sua cidade? Eu não quero ficar no meio de nada — eu abaixei o olhar.
Eu realmente não quero atrapalhar a vida dele, não é como se nós fossemos obrigados a ser um casal só porque teremos um filho. Nós somos adultos, somos capazes de fazer isso funcionar de maneira sensata e sem nenhum envolvimento romântico.
— Tenho certeza que ela vai entender, além disso, eu quero mesmo participar, Sam. Não quero apenas contribuir financeiramente e ser ausente na vida dessa criança — ele soltou em tom de súplica — eu quero acompanhar cada detalhe.
Eu não pude evitar sorrir ao ouvir aquilo. Era ótimo Theon pensar dessa maneira, porque eu não acho que consigo criar um filho sozinha. Minha mão voltou a acariciar minha barriga, a cada momento que passava eu me sentia mais confortável com aquela nova situação. Eu poderia lidar com aquilo.
— Samantha, eu...
— O que foi? — ergui meu olhar para encará-lo.
— Isso pode ser um pouco estranho, mas eu posso? — ele lançou um olhar significativo para minha barriga.
Demorei alguns segundos para entender o que ele queria, não estava acostumada com pessoas pedindo permissão para tocar minha barriga.
— Ahh sim, claro — eu tirei minha mão dando livre acesso a ele.
Theon se ajeitou no banco antes de levar sua mão até minha barriga. Ele parecia receoso em me tocar, como se aquilo pudesse me machucar de alguma maneira, mas quando sua mão alcançou seu objetivo, ele pareceu relaxar um pouco.
— Ainda não dá pra sentir, mas ele se mexe bastante — eu sorri — o coração dele também é bem forte.
— Eu gostaria de ter visto — ele comentou com um pequeno sorriso no rosto.
— Desculpe. Mas eu posso te avisar sobre o próximo se você quiser.
— Eu adoraria — ele sorriu abertamente, fazendo com que eu segurasse meu fôlego.
Espero que o bebê tenha a beleza do pai, porque eu soube escolher. Não que eu estivesse buscando um pai para meu bebê, ou até mesmo um bebê.
— Então, o que você me diz. Você se mudará para Aspen? — ele questionou ansioso.
— Eu não sei, eu... Acho que preciso pensar sobre isso — eu ponderei.
Aquela era uma decisão importante, eu não poderia tomá-la assim de uma hora para outra, embora aquela parecesse a melhor solução.
— Claro, você pode pensar — ele desanimou um pouco — é uma mudança grande e eu não quero te pressionar. Eu apenas gostaria de estar por perto e acompanhar tudo.
— Eu sei e realmente seria ótimo que você estivesse — desabafei — eu quero que você participe, Theon. Eu não quero lidar com isso sozinha, mas...
— Mas?
— Theon, a sua situação. Essa namorada, eu nem a conheço, não sei como ela vai receber essa notícia.
— Samantha, eu sei que é uma situação complicada — ele segurou minha mão — Mas Harper é uma mulher incrível, ela vai compreender essa situação e tenho certeza de que vocês vão se dar bem.
— E se não for assim? — eu devolvi, demonstrando a ele toda minha insegurança — Theon, se eu for pra outro lugar e tiver que lidar com isso sozinha, será difícil e não será o que eu realmente desejo, mas eu vou saber o que me espera. Mas e com você? Como posso ter certeza?
Ele me observou com um olhar surpreso, aparentemente não esperava aquela explosão.
— Samantha...
— Olha, se eu aceitar isso e você decidir mais pra frente que não quer acompanhar tanto assim, ou se sua namorada não gostar dessa história...
— Isso não vai acontecer! Eu sei que você não me conhece, mas eu não sou assim — ele exclamou alarmado — eu jamais te abandonaria, de maneira nenhuma.
Eu desviei o olhar, pensando no que ele havia falado. Eu deveria correr o risco? E se não desse certo? Eu poderia recomeçar em outro lugar?
— Samantha, eu entendo que isso é um grande passo e pode causar insegurança. Mas você já planeja se mudar — ele começou — será tão diferente assim você começar sozinha em algum lugar aleatório a me dar essa chance?
Ele tinha razão, era um risco? Sim, era um risco. Mas se fosse para meu filho ter um pai presente, poderia valer a pena. Eu poderia tentar.
— Tudo bem — eu suspirei após alguns momentos.
— Tudo bem?
— Sim, eu aceito me mudar para Aspen — eu concordei.
Bom dia, a historia chegou ao fim e eu não poderia deixar de agradecer a todos vocês que me apoiaram e acompanharam cada capítulo... Eu espero que vocês continuem acompanhando minhas outras historias, por enquanto apenas uma está com contrato assinado aqui na Buenovela, mas estou trabalhando para colocar todas as outras. Então vou deixar um trecho de divulgação da minha outra historia aqui, ela se chama "De repente, Peter e Mary" e é uma comédia romantica bem gostosinha. Um beijo, até a Próxima!!! DEGUSTAÇÃO!!!! As portas do elevador logo se abriram, revelando o andar onde ficavam os escritórios dos meus pais e a sala de reuniões da diretoria. Nós seguimos em silêncio até a sala de reuniões, encontrando meus pais e os dois advogados principais da editora, Gavin Stewart e Damon Bells. Os dois eram babacas, mas eram bons advogados e geralmente só eram chamados em casos complexos. Porque eles estão aqui? — Marianne, você não me atendeu — Omar começou. — Desculpe, eu estava ajudand
Dada as nossas rotinas de trabalho, muitas vezes encontrávamos o segurança em bares, clubes e eventos, por isso nos sentíamos à vontade na presença de Francis. — Obrigada Francis — Elle sorriu — juro que não sei como você adivinha quando precisamos de ajuda. — O mérito dessa vez não foi meu, garotas — ele sorriu — um rapaz viu a situação e me avisou. — Então você devia pedir que ele viesse até aqui para podermos agradecê-lo — Elle piscou para o homem que se afastou em seguida, acenando em entendimento. Eu lhe lancei um olhar irritado, que ela fingiu não entender. — O que foi? — O que foi!? Nós acabamos de nos livrar de um completo babaca, e você pede para o Francis nos apresentar algum desconhecido? — Hey, ele foi legal com a gente — ela o defendeu — não custa nada lhe pagar uma bebida como agradecimento. — Não? Ele pode ser um idiota oportunista tão nojento quanto o outro. — Se ele for outro idiota, nós chamamos o Francis para nos livrar dele também — ela me cortou — e eu ac
SamanthaPrazer, Theon A AdamosSamanthaRisos enchiam a noite conforme as garotas ficavam mais animadas. Era a primeira vez que conseguíamos sair juntas em meses, e elas queriam aproveitar. Ninguém poderia nos julgar por estar em um bar em uma segunda à noite, porquê vivíamos em Las Vegas e essa era nossa folga.Estávamos em cinco mulheres, e todas trabalhávamos como showgirls na cidade, o que nos deixava com uma rotina um pouco instável. Algumas noites, tínhamos apenas um show agendado, em outras chegávamos a atender até cinco espetáculos, transformando reuniões como essa em momentos quase impossíveis de acontecer.— Charlie, devagar com a tequila — aconselhou Elleanor, ou Elle, como costumávamos chamar a líder de nosso grupo.Ela era cerca de doze anos mais velha que eu com meus vinte e cinco anos, e sempre tentava cuidar de todas nós, não apenas profissionalmente.— Deixe-a aproveitar o fato de conseguir entrar aqui sem ter que mostrar a identidade pela primeira vez, Elle — Marie
Theon — Hey, você viu meus brincos? — A voz de Samantha veio do banheiro do quarto que eu estava hospedado nos últimos dias em Vegas. Já faz quatro dias desde que nos conhecemos, e ela vinha me visitando regularmente. Após nossa primeira noite, consegui o número de seu celular, e no fim, acabei convidando-a para sair na tarde seguinte, e na outra, e nós passamos muito tempo juntos. Eu me levantei, indo até à porta entreaberta do banheiro, ela estava diante da pia, penteando os cabelos molhados ainda enrolada em uma toalha. Sam tinha saído de sua aula de balé e vindo me encontrar antes de ir para o trabalho. — Os brincos estão no quarto — eu a abracei por trás, subindo as mãos por suas coxas, erguendo a toalha no processo — mas acredito que você ainda tem algum tempo antes de sair. — Por mais que eu queira ficar, Elle vai nos levar para jantar antes de ir para o primeiro show — ela se virou para mim. Levei minha mão até sua nuca, puxando seu rosto ao encontro do meu. Assim q
A felicidade que ela merece Theon — Você está pronta? — chamei Sam enquanto cuidava para que Henry não se sujasse. Eu estava na sala de casa, esperando que ela terminasse de se arrumar para que pudéssemos ir para a cerimônia que nos aguardava, mas ela estava demorando mais do que eu imaginava. — Eu desço em um minuto, Apolo — ela gritou em resposta — não deixa o panqueca sujar o Henry. Eu observei meu garoto de um ano e meio deitado em cima do cachorro com um sorriso angelical no rosto. Talvez seja melhor tirá-lo dali antes que sua mãe desça. — Henry, vem com o papai — eu o chamei, me abaixando para recebê-lo. Ele levantou a cabeça que estava apoiada nas costas do cachorro e abriu ainda mais seu sorriso ao me ver gesticulando para chamá-lo. — Papa — ele balbuciou se esforçando para se levantar antes de correr em minha direção em passos vacilantes. Ele vestia um pequeno smoking e tinha os cabelos levemente cacheados iguais aos da mãe adoravelmente bagunçados, ele roubará a ate
Theon Eu segui até a sala de espera da maternidade onde todos aguardavam ansiosos por alguma notícia. Carl e Selena foram os primeiros a me ver e logo se colocaram em pé. — Adamos, o que aconteceu? — Carl perguntou. — Henry decidiu se adiantar algumas semanas, mas está tudo bem. Ele é perfeito e saudável — eu sorri ao me lembrar de meu menino. Ele era melhor do que eu imaginava, muito melhor. — Como ele é? Nós podemos vê-lo? — Lara perguntou ansiosa. Toda aquela agitação parece ter servido para fazê-la esquecer momentaneamente tudo o que aconteceu naquela noite. — Ele está com a Sam no pós parto, ficará lá durante algum tempo — eu expliquei — Alguém sabe sobre as... Eu me calei ao ver Callie vir pelo corredor ao lado de Harper, as duas conversavam tranquilamente, enquanto Daphne, que tinha começado a dar seus primeiros passos corria de maneira desajeitada à frente delas. — Callie as colocou ali no canto — minha mãe apontou para as duas malas de Sam. — Obrigado eu... Eu vou







