MasukBRIAN
Manhã de segunda-feira. Deixei Dylan na escola, como de costume, e fui para a empresa. Entrei direto para minha sala, mas não sem antes cumprimentar meus funcionários, que já estavam em seus postos. — Bom dia a todos. Não parei para ouvir seus cumprimentos, mas escutei um "bom dia, chefe" em uníssono. O prédio onde minha agência de marketing funciona fica localizado no centro comercial de Orlando, no estado da Flórida, nos Estados Unidos. Orlando é uma cidade em constante crescimento. Muitas casas e condomínios estão em construção, novos empreendimentos surgem todos os dias, sem contar que a cidade é sede de um dos maiores complexos de entretenimento do mundo. Me acomodei na minha sala, que tinha um ar sofisticado. As cores predominantes eram preto, cinza e madeira de carvalho. A parede de vidro, que dava vista para o lado de fora, ia do teto ao chão. Na parede em frente, havia uma estante nichada em tom preto, que ocupava de um canto ao outro da grande parede, com algumas decorações, como plantas, livros e outros objetos. As outras paredes eram em tom de cinza-claro, e o piso vinílico seguia a mesma tonalidade. Minha mesa de madeira ficava posicionada no centro da sala. À frente dela, mantinham-se duas poltronas de linho cinza-escuro com estruturas pretas de ferro. Minha cadeira giratória reclinável era de couro preto. Agora estou sentado em minha cadeira. Acesso minha agenda pelo computador e vejo que meu dia será uma loucura, visto que tenho três reuniões com alguns dos melhores clientes que minha agência de marketing conquistou. Preciso revisar todo o conteúdo que analisarei em conjunto com eles. Nada pode dar errado, já que confiam nos serviços que a Marketing Enterprises Smith oferece. Somos uma empresa nova no mercado americano de marketing, mas com grandes resultados, e isso me deixa orgulhoso do serviço que eu e minha equipe desempenhamos todos os dias. Tenho certeza de que Sophie estaria orgulhosa se estivesse aqui comigo. Fundei a empresa no mesmo ano em que minha querida esposa se foi, há pouco mais de três anos, deixando Dylan e a mim. Nosso filho, na época, tinha três anos e meio. Hoje, meu garoto já é um rapazinho e, daqui a dois meses, fará seis anos. Na época da tragédia, estávamos construindo nossa vida financeira tijolinho por tijolinho. Terminei a faculdade de marketing aos 21 anos e logo consegui um emprego na área em que sonhava trabalhar. Meu sonho sempre foi construir uma empresa de sucesso como a que tenho hoje, mas eu não tinha dinheiro para isso naquela época. O jeito era trabalhar para outras pessoas e juntar dinheiro para construir algo que fosse realmente meu. Sophie e eu já estávamos casados havia dois anos quando Dylan nasceu. Ainda estávamos muito assustados desde a descoberta da gravidez, porque não era planejada e não tínhamos tantas condições financeiras. Para falar a verdade, não tínhamos quase nenhuma. Mas não desanimamos e nem desistimos do nosso garotinho, porque tínhamos certeza de que era apenas uma questão de tempo até tudo começar a dar certo. Escuto quando alguém b**e à porta da minha sala e dou permissão para entrar. — Bom dia, senhor Smith. Emma, minha secretária, está comigo desde o início dos negócios, quando tudo ainda era apenas uma simples sala com um lavabo. Sempre com um sorriso largo no rosto, Emma era uma senhora na faixa dos 50 anos que, apesar da idade, mantinha-se bonita e sempre simpática com todos. A mulher parecia um raio de sol ambulante. — Bom dia, Emma, querida. Já falei para deixar esse negócio de "senhor" e me chamar apenas de Brian, não é? — falo olhando de soslaio. — Falou sim. — Ela responde exibindo um sorriso Duchenne. — A propósito, já olhou sua agenda hoje? — pergunta, querendo saber se eu já estava ciente das reuniões do dia. Confirmo com um aceno de cabeça. — Então, que tal um cappuccino para começar o dia? — sugere a senhora que já conhece meus gostos pelo tempo que trabalha comigo. — É tudo o que eu preciso, Emma. — Olho para ela e respondo com um sorriso. Ela já ia saindo para providenciar o cappuccino quando a chamo de volta. — A propósito, peça, por gentileza, para deixarem a sala de reuniões pronta. Hoje o dia vai ser longo. — Já providenciei isso. Fique tranquilo. — O que seria dessa agência sem você, Emma? Ela abre um largo sorriso e sai, fechando a porta atrás de si. A primeira reunião estava marcada para às dez e meia da manhã. Conferi as horas no meu relógio de pulso e já passavam das nove e meia. Eu tinha menos de uma hora para revisar todo o material que havia deixado pronto no escritório da minha casa na noite anterior. Estava concentrado nos meus afazeres quando meu celular tocou. Olhei no visor e vi que era Grace, a melhor amiga de Sophie e madrinha do nosso filho, que também havia se tornado uma grande amiga minha. Ela sempre me ajudava quando eu precisava com Dylan desde que sua melhor amiga faleceu. Grace, meu melhor amigo Andrew e também padrinho de Dylan vinham sendo meu braço direito desde que me vi sozinho para cuidar do meu filho. — Hello, Grace? — Falo, esperando que ela responda do outro lado da linha. — Hello, Brian. Bom dia, tudo bem, querido? — responde de imediato. — Bom dia, Grace. Tudo bem sim. E como estão as coisas por aí? Tudo bem com Thomas? — pergunto, querendo saber se estava tudo bem com seu filho. Sophie e eu também éramos padrinhos de Thomas, que, além disso, era o melhor amiguinho de Dylan. Ambos tinham a mesma idade. Grace e Sophie engravidaram praticamente ao mesmo tempo, e os dois meninos tinham apenas dois meses de diferença um do outro. — Está tudo bem sim. Thomas tem me dado cada dia mais orgulho, assim como Dylan. Esses meninos são as criaturas mais lindas do mundo. — Eu não podia ver seu rosto, mas conseguia sentir o sorriso em sua voz. Eu ficava muito feliz pelos cuidados, pelo amor e pela dedicação dela e de Andrew para com Dylan. — Preciso concordar com você. Eles estão mesmo cada dia mais lindos e inteligentes. — Falo com um sorriso no rosto. — Sim, estão mesmo. — Ela concorda e prossegue: — Mas eu não liguei para falar dos meninos, Brian. Na verdade, nem quero tomar muito do seu tempo. Imagino que o CEO de uma empresa como a sua deve ter muita coisa para fazer, não é? Ignoro a ironia da minha amiga e vou direto ao assunto. — Então, por que me ligou? — Então, Brian... Não sei se você se lembra, mas, no ano da tragédia... Sinto sua respiração pesar do outro lado da linha, junto com uma pausa, como se quisesse que eu assimilasse sua fala. Olho para a foto de Sophie junto ao nosso filho sobre a minha mesa. Sinto um nó se formar em minha garganta, mas espero que ela continue. — Sophie inscreveu a família de vocês no programa de host family devido à vida ter ficado mais corrida com a chegada do Dylan. Ela queria poder trabalhar e estudar, e viu que o programa poderia ser uma boa opção, visto que estava dentro das condições financeiras de vocês. — Grace pausa novamente, esperando que eu diga algo. Como não me pronuncio, ela continua: — E como tudo estava muito recente, preferi não tocar mais no assunto. Porém, não tirei vocês do sistema, e acontece que apareceu uma menina brasileira que parece perfeita para o trabalho. Grace faz outra pausa, como se esperasse uma resposta. — Brian, por favor, não aja como se não precisasse de ajuda. Você sabe que precisa. Bufo em sinal de insatisfação e frustração antes de responder: — Grace, eu entendo suas intenções. Sei que são as melhores, mas colocar uma estranha dentro da minha casa, debaixo do mesmo teto que o meu filho, nunca esteve nos meus planos. Você sabe que eu nunca levei uma única mulher que não fosse a faxineira para dentro da minha casa. Escuto sua risada do outro lado da linha com a minha última fala. Era óbvio que eu tinha encontros casuais com mulheres. Afinal, eu continuava sendo um homem de 27 anos, mesmo com tantas responsabilidades sobre os ombros. Mas não passava de sexo, e eu nunca levei nenhuma delas para debaixo do mesmo teto que meu filho. Minhas regras eram simples: nunca dormir com a mesma mulher duas vezes e nunca me envolver com mulheres do meu círculo de amizade ou profissional. Escuto Grace do outro lado da linha. — Brian, entenda que eu não estou dizendo para você levar uma mulher qualquer para dentro da sua casa. Apenas me escute. — Ela faz uma pausa e continua: — Eu jamais indicaria qualquer pessoa para ficar debaixo do mesmo teto que Dylan. Disso eu tinha certeza, pois confiava plenamente em Grace. — Essa au pair que estou indicando é uma menina de apenas 20 anos, que tem o sonho de viver uma vida na América e possui ótimas referências. Ela tem inglês fluente, quatro mil horas de experiência com crianças. Nossa exigência é de apenas duzentas horas. Ela trabalha em uma creche há três anos, e entrei em contato pessoalmente com eles, que só falaram coisas boas sobre ela. Ela continua: — Também verifiquei a pontuação da carteira de motorista dela e descobri que a menina nunca teve nenhuma multa de trânsito desde os 18 anos, o que significa que é uma motorista prudente. — Faz uma pausa antes de continuar. — Eu queria propor um acordo para você, mas, antes, quero saber se está disposto a me ouvir. Eu já estava sem paciência com aquele assunto e ainda tinha uma reunião importantíssima em alguns minutos. Respiro fundo antes de responder. — Está bem, Grace, mas seja rápida, porque o CEO de uma empresa como a minha tem muito o que fazer. — Repito a mesma frase que ela usou minutos atrás, com ironia e um tom de voz áspero. — O programa para o qual a menina foi indicada tem duração de dois anos, visto o excelente currículo dela. Mas a minha proposta é a seguinte: ela vem, passa seis meses cuidando do Dylan e, caso haja qualquer intercorrência que seja do seu desagrado, até mesmo antes desses seis meses, você me avisa e eu providencio a remoção dela sem sequer questionar o motivo. — Grace faz uma pausa, solta o ar lentamente e pergunta: — Então, o que me diz? — Ok, Grace. Você me venceu pelo cansaço. Satisfeita? Me passe todo o processo por e-mail para que eu possa providenciar tudo e depois te encaminho de volta. Agora eu preciso ir, porque tenho uma reunião importantíssima em poucos minutos. Tchau. Desligo o aparelho sem nem dar chance de ela se despedir. Naquele momento, meu corpo queimava de fúria. No fundo, eu sabia que Grace tinha razão. Quando era menor, meu filho ficava em uma creche particular que funcionava em período integral. Mas ele foi crescendo e já não dava mais para mantê-lo lá por causa da idade. Agora, com quase seis anos, Dylan sai da escola às três da tarde. Quando eu não posso buscá-lo, quem vai é o meu motorista, o que acontece com frequência. Como não há ninguém em casa para cuidar dele, Dylan fica comigo na empresa até o fim do expediente. Quando estou em reunião, ele brinca pela agência sob a supervisão da Emma. Acredito, inclusive, que ele conheça meus funcionários melhor do que eu. Solto um rugido de raiva e volto a me concentrar no que preciso fazer. ♡♡♡♡♡ Com um aperto de mão, me despeço do último cliente e sigo para casa com meu filho ao meu lado, feliz com o rumo dos negócios. Tudo correu bem nas reuniões, e eu estava satisfeito e orgulhoso do trabalho bem-feito. Quase nunca usava os serviços do meu motorista para mim mesmo, mas estava tão esgotado mentalmente que preferi não dirigir. Afrouxo o nó da gravata e relaxo no banco de trás do SUV. Olho para o relógio de pulso a fim de verificar as horas e vejo que já passa das cinco e meia da tarde. De Orlando até Celebration, cidade onde fica minha casa, são cerca de trinta minutos de viagem. Olho para Dylan, que mexe no celular ao meu lado, e digo: — Filhão, o que acha de pedirmos pizza quando chegarmos em casa? Ele me olha com aquela carinha de menino arteiro. — Claro, daddy! Eu amo pizza. O senhor sabe, né? Solto uma gargalhada com seu jeito inocente de falar, como se uma pizza resolvesse todos os problemas do mundo. — É, eu sei, filhão. — Concordo, puxando-o para mais perto e depositando um beijo em seus cabelos. Ao chegarmos em casa, dispenso o motorista, agradecendo pela viagem, e sigo para dentro com Dylan. Largo minha pasta sobre a mesa, pego o celular, ligo para a pizzaria de sempre e peço uma pizza grande: metade portuguesa, minha preferida, e metade quatro queijos, o sabor favorito do meu filho. Subimos para o banheiro. Encho a banheira para Dylan, que adorava fazer bagunça na hora do banho, enquanto tomo o meu banho no chuveiro ao lado. Quando termino, pego um pijama. Era a roupa mais confortável que eu poderia vestir depois de um longo dia de trabalho. Opto por um short de seda azul-marinho e uma camiseta de algodão da mesma cor. Assim que termino de me vestir, escuto a campainha tocar. Já sabia que era o entregador da pizzaria. Pego minha carteira, vou até a porta, pago pela pizza, deixo uma gorjeta ao entregador, agradeço pela entrega e volto para dentro, depositando a caixa sobre o balcão de mármore Carrara que dividia a cozinha da sala. Em seguida, subo as escadas de dois em dois degraus atrás de Dylan, que ainda aproveitava seu banho de banheira no andar de cima. — Filho, a pizza chegou. Dylan me olha com os olhos alegres e sapecas. — Eba, daddy! Eu já estou com muuuuita fome! Enxugo seus cabelos lisos, loiro-escuros, que ele faz questão de manter sempre com o corte arrepiado, do jeito que sempre gostou. Dylan puxou de mim o formato dos olhos e da boca, mas herdou da mãe a cor dos cabelos, os olhos verdes e os traços delicados do rosto. Sophie era uma mulher linda e extremamente gentil com todos à sua volta. Eu continuo um homem completamente apaixonado pela minha esposa e, se pudesse voltar no tempo, faria de tudo para estar no lugar dela naquele maldito dia. Engulo em seco as lágrimas que se formam em meus olhos, mas meus pensamentos são interrompidos pelo meu filho. — Tem Coke também? Respondo com um sorriso e um aceno de cabeça. Dylan lambe os lábios em sinal de satisfação. Termino de secar seu corpinho, visto nele um pijama de dinossauros — o seu favorito — e seguimos direto para a cozinha. O que eu não imaginava é que aquela seria uma das últimas noites de tranquilidade da minha vida.Betina Após pegar Dylan na escola mais cedo me empenhei em dar a ele uma tarde incrivelmente divertida, comecei pelo sorvete, logo após fomos em um parque de trampolins onde também tinha uma piscina de bolinhas gigante e óbvio que nós dois nos divertimos muito, por fim levei ele para uma pizzaria onde ele, Kalvin e eu destruímos uma pizza gigante e lógico não poderia faltar a coca-cola de Dylan. Ao chegarmos em casa Brian estava com uma aparência um pouco melhor e fez questão de ajudar o filho com o banho depois de escutar todas as novidades que Dylan tinha para contar sobre "a melhor tarde da vida dele" segundo ele mesmo disse. Brian disse que teria que se esforçar para me superar porque não aceitaria ficar em segundo lugar na diversão. Óbvio que Dylan como o menino esperto que é percebeu que o pai não está bem, Brian despistou dizendo que teve muitas reuniões de trabalho e por isso está muito cansado. Não demorou muito para que Dylan capotasse na cama.
Betina Dia seguinte 22 de fevereiro 2021 Estamos aguardando o resultado da prova prática que acabei de fazer e se eu tiver passado já saio daqui habilitada, estou muito nervosa, sinto minhas pernas como gelatina e estou com muita vontade de vomitar mas estou tentando me controlar. Ontem o dia fluiu bem depois daquele episódio ridículo com Brian. Kalvin é um ótimo e paciente professor aprendi bastante e no fim da tarde buscamos Dylan na escola. O ajudei com as tarefas de casa e também o levei. para andar de bicicleta no condomínio, a noite o ajudei com seu banho, jantar e quando o pai chegou eu me tranquei no meu quarto até hoje de manhã A caminho do departamento de trânsito Brian e eu ficamos em silêncio todo o tempo a única frase que trocamos foi “ bom dia” quando nos cruzamos na cozinha mais cedo, como Dylan é um menino que adora falar acabamos tendo que interagir por conta de suas perguntas dentro do carro confesso que quando chegamos à escola para deixar–lo me se
BETINA Brian e eu conversamos mais um pouco sobre o que houve e eu realmente estava disposta a ir embora. Pensei que tivesse arruinado tudo e acredito que quase arruinei, porém ele estava disposto a me dar mais uma chance. Ele disse que essa primeira semana com Dylan foi produtiva e ele gostou dos meus serviços para com seu filho. Eu, logico estou morrendo de vergonha, essa foi minha primeira festa na minha primeira semana aqui na Florida, e faço uma burrada dessa Meu Deus, como eu pude ser tão estúpida assim, lutei tanto pra chegar aqui e colocar tudo a perder. Lógico, nem imaginava que meu chefe poderia estar na mesma festa que eu, afinal, aquele não parece o tipo de ambiente que um homem sério como Brian custuma frequentar. Ando de uma lado para o outro no meu quarto, pensativa e frustrada tentando lembrar como tudo aconteceu e as coisas vem como borrão na minha mente Brian foi descansar um pouco antes de buscar Dylan na casa de Grace, afinal ele passou a noite de
BRIAN Já passa das dez da manhã quando Betinha desce as escadas, estou passando um café forte quando ela chega na cozinha, olho para ela que parece confusa. — Bom dia — digo — Bom dia — ela responde — Aceita? — ofereço o café e ela diz que sim acenando a cabeça Sirvo o café enquanto ela coloca a mão na cabeça, imagino que deve estar com uma dor de cabeça infernal por causa da ressaca Sem falar nada vou até a caixa de remédios e pego um analgésico e um antiácido, e deposito sobre o balcão junto com uma garrafa de água — Toma, vai ajudar com o mal estar e a dor de cabeça — ela me analisa com curiosidade e toma os remédios — Thanks — ela agradece meio sem jeito Betina está sentada em uma das banquetas na ilha da cozinha e eu estou de pé em frente a ela, tomo um gole do meu café e deposito a xícara sobre o mármore e a observo fazer o mesmo — Dormiu bem? — digo sondando se ela lembra de algo — você lembra o que aconteceu na noite passada Ela me analisa com dúvida, mo
Brian 3 horas Depois Estou assistindo vingança fatal na sala de tv enquanto tomo uma cerveja, meu telefone apita com uma notificação de mensagem que vejo ser de Andrew ele me mandou um vídeo com a seguinte legenda “adivinha quem encontrei em uma party” Abro o video e me deparo com ninguém menos que Betina dançando ao som de uma música que não reconheço a letra, meu sangue ferve de raiva por imaginar que Andrew encontrou Betina depois de sair da minha casa Brian: “E eu posso saber o que você está fazendo na mesma party que ela? Andrew eu juro que se você complicar as coisas pro meu lado ficando com essa garota eu soco sua cara!” o ameaço Andrew: “Dá pra você relaxar Brian, eu não tenho a intenção de furar seu olho caralho! "Mesmo ela sendo uma gostosa, relaxa já percebi que você está interessado nela" "Só imaginei que você gostaria de saber onde ela está” responde" Brian: “Eu não estou interessado em ninguém porra, não fala merda caralho" "Como você foi parar
BRIAN sexta-feiraTermino meu expediente na agência e sigo para casa dirigindo o dia foi cansativo porém produtivo, e eu gosto dessa sensação é sinal que os negócios estão fluindo como esperado.Não tenho mais a companhia de Dylan na volta para casa, sinto falta, mais sei que é melhor assim.A semana passou e Betina conseguiu desenvolver muito bem seu trabalho com Dylan, ela o ajuda com as tarefas, com o banho e sua alimentação os dias que preciso chegar um pouco mais tarde, e eu consigo ter um tempo de qualidade com ele quando chego do trabalho até a hora de dormir. Combinei com Betina que o levaria para escola todos os dias porque não quero abrir mão do tempo que tenho com ele no carro pela manhã então ela só precisa se preocupar em buscá-lo Ela se manteve distante de mim durante toda a semana limitando-se apenas a mensagens sobre meu filho e um boa noite quando chego e logo sobe pro seu quarto e não a vejo mais nem pela manhã que é quando ela ajuda Dylan se arrumar para a escol







