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last update Petsa ng paglalathala: 2026-10-21 21:33:03

Como se não pertencessem àquele corpo de muralha, àquele fazendeiro ranzinza. Mas pertenciam. E isso tornava tudo ainda mais confuso. E mais viciante.

Ele afastou um pouco a boca da minha e deu um beijinho no canto dos meus lábios. Depois, outro na minha bochecha. E então, um no pescoço, fazendo meus joelhos ameaçarem ceder. Quando sua testa encostou na minha, nossas respirações se misturaram, quentes, irregulares, como se estivessem dançando no mesmo compasso.

— Você mexe comigo de um jeito qu
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    Andamos entre corredores iluminados até ela parar diante de uma prateleira colorida, repleta de vidrinhos, estojos e embalagens brilhantes. Era como se eu tivesse entrado num mundo paralelo — sombras com nomes que eu nem sabia pronunciar, bases de tons diferentes, pincéis macios, e batons de todas as cores imagináveis. Fiquei parada, olhando aquilo tudo como uma criança diante de uma vitrine de doces.— Isso aqui é pra você lembrar que existe vida além do campo, além do medo, além dos testes de gravidez — disse ela, sorrindo de lado, com aquele brilho nos olhos que dizia mais do que mil conselhos.— Eu nunca comprei maquiagem pra mim... só usei o que ganhei ou o que sobrou de outras.— Não tenha dó de gastar o dinheiro do seu marido — rebateu, firme. — Se você não gastar, ele gasta com outra. Não que esse seja o caso, claro, mas é obrigação dele cuidar de você. Então gaste. Com gosto.Olhei pra ela e depois de volta pras maquiagens. Meus dedos foram direto num batom vermelho escuro. N

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    Respirei fundo. Algo em mim me fez olhar para trás. Lá estava ele. Rafael continuava parado na varanda, braços cruzados sobre o peito largo, a barba por fazer e as rugas na testa mais fundas que nunca. Me observava como se tentasse decifrar uma charada. Os olhos dele me atravessavam.Voltei os passos devagar. A neve estalava sob minhas botas.— Vai dizer aonde tá indo ou vai só me provocar, Sofia?Respirei fundo, as mãos trêmulas.— Preciso de dinheiro... — murmurei. — Me dá seu cartão?Rafael me encarou por longos segundos. Os olhos afiados pareciam procurar alguma verdade escondida no fundo dos meus. Ele balançou a cabeça devagar, num gesto quase imperceptível, como se dissesse que eu tinha muita coragem. Coragem demais pra bater o pé, coragem demais pra vir até ele daquele jeito, pra pedir o que pedia.— Você acha mesmo que eu sou idiota? — perguntou baixo, cada palavra pesada como ferro velho jogado no chão da oficina.— Não acho nada. Só quero resolver isso logo. Me dá o cartão,

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    Capítulo 248SOFIAEntro no quarto batendo a porta com força. O barulho ecoa, mas não me importo. Subo na cama de um pulo, o coração ainda acelerado, o rosto quente. Puxo o celular do bolso e ligo para Isabella de novo. Aquele idiota quase me deixou pelada no meio da cozinha! E ainda por cima paguei calcinha pro Dmitri ver. Pelo menos acho que fui rápida... espero que ele não tenha visto nada.— Quem morreu? — a voz escandalosa de Isabella entra no meu ouvido como um tapa.— Eu acho que tô grávida — solto de uma vez, encolhendo os joelhos no peito. Só de dizer isso em voz alta, sinto um arrepio subir pela espinha.— E você desligou na minha cara, criatura? Pelo amor de Deus, Sofia! Como assim você acha?— Eu tô atrasada há dois meses — murmuro. — Mas sei lá, pode ser só coisa da minha cabeça, né? Ou... hormonal, sei lá.— Eu vou passar aí pra te buscar. Vou demorar um pouco porque tô na cidade. Mas a gente vai comprar esse teste hoje, ouviu?— Tá bom... mas vem rápido, por favor — sus

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    Bateu na minha mão com força, tentando me impedir, os dedos tremendo, o rosto pegando fogo. A calcinha rendada apareceu por um segundo e ela puxou o tecido de volta pra baixo, cobrindo o que conseguiu.— Você tá maluco?! Isso é invasivo! — a voz saiu esganiçada, como se nem ela acreditasse no que tava acontecendo.— Eu conheço o corpo da minha mulher — rosnei, apertando o maxilar, tentando não deixar a raiva subir pelo pescoço. — E ele mudou. Me mostra. Eu preciso ver, Sofia.Ela virou de costas, protegendo o vestido como se fosse armadura, mas o jeito como segurava o tecido, trêmula, me dizia mais do que palavras. Tentei puxar de novo. Ela se debatia, empurrava meu peito, torcia o corpo pro lado, mas não era força... era medo.— Sofia, só um segundo. Se eu tiver errado, você me xinga, me bate, me chuta daqui até o curral. Mas deixa eu olhar. Só uma vez — pedi, a voz mais baixa dessa vez, mas ainda tensa, carregada daquele desespero que só homem apaixonado sente.Num movimento mais ce

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