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VENDETTA — MARCADA PELA MÁFIA
VENDETTA — MARCADA PELA MÁFIA
Autor: Sandra Lima Autora

>>Prólogo<<

last update Fecha de publicación: 2024-03-15 04:09:41

"O amor é paciente,

é Bondoso,

O amor tudo desculpa,

TUDO CRÊ, TUDO ESPERA,

tudo suporta,

O amor jamais acabará"!

(I Coríntios 13:4)

"A história é feita por aqueles que quebram as regras"

Quando eu tinha apenas 10 anos mamãe nos levou para um passeio num parque lindo. Lá era repleto de flores, tinha um chafariz, haviam pássaros por todos os lados e um lindo orquidário. Sempre amei as flores e os seus perfumes. Era a primeira vez que víamos até aqui e eu simplesmente adorei. Meu encantamento era evidente no brilho dos meus olhos e principalmente no meu sorriso. Não saiamos muito de casa, por ventura hoje mamãe conseguiu fazer essa grande surpresa, sem que nosso pai soubesse, é claro! Meu irmão e eu vivíamos presos naquela gigantesca mansão, repleta de seguranças, empregados e muros altíssimos, que nos impediam as vezes até de ver e ouvir o canto dos pássaros. Resumindo, éramos prisioneiros numa linda mansão extremamente luxuosa. Se eu sabia o motivo de vivermos assim? A resposta era sempre a mesma: os D'Angelis. Meu pai odiava essa família, mas nunca soube o real motivo e para ser sincera nesse momento era o que menos me interessava.

Estava encantada vendo os pássaros coloridos pousando por entre os galhos, quando sinto um  toque suave pousar nos meus ombros e uma voz doce no meu ouvido. Era mamãe, a minha melhor e única amiga. Que sempre carregava uma tristeza no olhar, mesmo que tentasse disfarçar para não nos entristecer, eu sabia que ela guardava segredos, mas por hora eu ainda não tinha idade e muito menos direitos de exigir explicações da minha própria mãe. Por isso eu preferia manter-me afastada dessas coisas de adultos e aproveitar todo o carinho que ela me oferecia

— Está gostando querida? — mamãe fala carinhosa

— Sim mamãe! Esse lugar é perfeito. Muito obrigada por nos trazer aqui. — falo a abraçando e Pietro se aproxima com suas ironias

— Você é uma bobona mesmo. Sempre gostando desses passeios de menininhas. — ele fala mostrando a língua

— Deixe sua irmã em paz Pietro. — nossa mãe tenta faze-lo parar, mas ele como sempre não respeita ninguém, além do nosso pai

— Onde está o papai? Eu preferia estar ao lado dele. Com certeza está se divertindo muito mais do que nós. — ele fala cruzando os braços fazendo birra, mal sabe ele que nosso pai pouco se importa conosco

Para ele uma dúzia de garrafas de vinho tinto e charutos valem muito mais do que toda sua família.

— Chega de tantas bobagens Pietro. Seu pai está trabalhando meu filho e não se divertindo. Venha! E vamos conhecer o orquidário.

Naquele momento meu irmão problemático saiu correndo pelo jardim e nossa mãe foi atrás dele como sempre. Eu fui até o orquidário, pois era tudo o que me restava fazer naquele momento. Entrei e... Nossa! Que lugar maravilhoso! 

Haviam orquídeas de diversas cores e formatos. Fui olhando cada uma. Até que esbarrei num menino que parecia ter quase a mesma idade que a minha.

— Desculpe! Sou uma desastrada mesmo. Deve ser a falta de costume sair de casa que me deixa assim. — falo virando meu rosto e sinto um toque suave nos meus braços

Levanto meu olhar e me deparo com um lindo par de olhos azuis, tão cristalinos como o céu que reflete nas águas do mar. Involuntariamente sorrio ao ver meu rosto refletido naqueles olhos e em fração de segundos sinto meu rosto corar, pela maneira como ele me olhava.

— Eu quem estava distraído. Sinto muito. Te machuquei? — sua voz soa doce e nossos olhares se cruzam

— Não. Imagina. Estou bem. — respondo desviando o meu olhar e voltando a observar as orquídeas — É curioso. — falo passando as pontas dos dedos nas suaves e delicadas folhas de uma linda orquídea Cattleya Walkeriana ou 'Feiticeira', uma espécie excepcional de orquídea brasileira

— O que é curioso? — o menino pergunta seguindo meus passos

— Um menino gostar de orquídeas. — falo 

— São as flores prediletas da minha mamma. E tudo o que agrada a minha mãe também me agrada. — ele fala de uma maneira carinhosa sobre a mãe e isso me deixa encantada

— Como eu queria que o meu irmão fosse um pouquinho assim como você. — falo um pouco triste

— Ele não gosta de flores? Ou de agradar a sua mamma?

— Na verdade ele não gosta de nada. Tudo o que ele mais gosta é ficar grudado no nosso pai que nem sequer dá bola pra ele. — falo com um pesar na voz — E você, tem irmãos?

— Tenho dois irmãos mais velhos do que eu. E você?

— Só tenho esse mala ali olha como irmão. — apontei o dedo mostrando o Pietro correndo pelo parque.

— Aquela atrás dele é tua mamma? — ele pergunta

— Sim. E você, está sozinho?

— Não. Estou com a minha mamma também. Mas, ela deve ter ido comprar alguma coisa. Ela sempre gosta de levar alguma recordação dos lugares por onde passamos pela primeira vez. — ele fala e sorrio

— Nossa que coincidência, também estamos aqui pela primeira vez. Eu me chamo Eliza e você?

— Me chamo Arthur. — estiquei a mão para cumprimenta-lo, mas ele foi surpreendido com um puxão no braço. 

Olhamos juntos e pelo visto era a mamma dele, que não gostou nada de nos ver juntos.

— Não quero você junto dessa menina Arthur. Se seu pai souber disso irá se irritar muito conosco meu filho e nunca mais permitirá que saiamos sozinhos novamente. — a senhora fala nervosa olhando no fundo dos olhos de Arthur, que baixa a cabeça envergonhado por eu estar presente naquele momento

— Mas mamma... nós não... — Arthur tenta dizer algo, porém sem sucesso

— Mas nada! Venha comigo, agora. — a senhora segura forte no braço do filho e quando estava prestes a sair do orquidário minha mãe chega se colocando ao meu lado tentando entender a situação.

— O que está havendo Eliza? Essa senhora te fez alguma coisa? — minha mãe fala e olha sério para a mãe de Arthur

— Não mamãe. Mas,... — tento falar, mas assim como Arthur, também sou impedida

— Então venha filha. Por favor não faça mais perguntas e muito menos conte nada disso para o seu pai. E esqueça esse menino. — minha mãe fala segurando na minha mãe e saindo do orquidário apressadamente

— Mas, por que mamãe? — pergunto com lagrimas nos olhos

— Apenas prometa que não irá tocar nesse assunto. Tudo bem? — minha mãe fala firme olhando em meus olhos e saímos dali as pressas

— Sim mamãe, eu prometo!

Olhei para o Arthur e nos despedimos com um leve aceno. Depois daquele dia nunca mais o vi novamente e até hoje não compreendo o motivo de tudo aquilo ter acontecido. Afinal de contas éramos apenas duas crianças inocentes que poderiam ser grandes amigos.

(...)

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Último capítulo

  • VENDETTA — MARCADA PELA MÁFIA   >>Epígrafe<<

    São Paulo | BrasilUm ano depois.Anna VitóriaDurante todos esses 365 dias após a morte da minha mãe, eu permanecia da mesma maneira, completamente em choque. Não conseguia chorar, sorrir, gritar ou ao menos falar. Nem vontade de desenhar ou costurar minhas criações eu tinha. Tudo havia perdido a cor, a razão e o modo de ser. Mas, o que ninguém percebia, era que mesmo estando assim, em luto, eu conseguia perceber tudo o que estava acontecendo ao meu redor. Principalmente com o meu tio anjo Arthur. Após aquele terrível incêndio meu tio anjo e minha tia Poly decidiram que nos mudariamos definitivamente para o Brasil. Meus tios tinham negócios aqui e por esse motivo acharam que seria mais conveniente que nos instalassemos definitivamente nesse país. Meu pai... Ah!... Esse daí abriu mão da minha guarda sem pensar sequer uma única vez. Porém não me importo, pois nunca tivemos muito contato e nem ao menos o considerava como tal. Na minha cabeça quem era o verdadeiro pai é o tio Arthur e

  • VENDETTA — MARCADA PELA MÁFIA   *5° BÔNUS*

    ArthurRick, Enzo e eu estávamos reunidos no escritório arquitetando os últimos preparativos para a eliminação do maldito Donato. Enquanto Polyana, Anna, Donatella e Catarine estavam reunidas na sala de música. Todos pensavam que iríamos polpar a sua vida, porém não seria assim. Se esse maldito permanecesse vivo mais cedo ou mais tarde viria atrás de todos nós. E o que eu jamais permitiria era colocar a vida daqueles que eu amava em risco. Esse desgraçado não possuia o meu sangue, logo não havia nenhuma razão para me apiedar dele. Ninguém precisava saber o que realmente havia acontecido e muito menos quem teria exterminado aquele verme. Tudo estava organizado para ser feita uma verdadeira chacina naquele prédio, porém com uma única vítima fatal, o maldito Donato. Estávamos quase concluindo nossa reunião quando nossos celulares apitam no mesmo instante simultaneamente. Nos entreolhamos já sabendo o que estava por vir. Era o número de Eliza com uma localização diferente do aparelho de

  • VENDETTA — MARCADA PELA MÁFIA   *4° BÔNUS*

    André Minha feiticeira e eu tivemos uma viagem inesquecivelmente deliciosa. Tudo estava perfeito até o inconveniente do piloto anunciar que dentro de pouquíssimos instantes o avião iria aterrizar. Viajamos juntos, lado a lado, ou melhor beijo a beijo, mas assim que colocássemos nossos pés no Brasil para todos os efeitos seríamos completos desconhecidos. Infelizmente assim que deveria ser, para nossa segurança, de nossa família na Itália e para o sucesso da missão. Tudo estava ocorrendo como era esperado até notar Eliza entrando em outro táxi juntamente com um sujeito que parecia um verdadeiro muro de concreto de tão forte e sério que era. Fui acompanhado por uma mulher que nem ao menos percebi de quem se tratava, meus olhos e pensamentos, além do meu corpo permaneceram constantemente na minha feiticeira. Não saberia como explicar, porém meus instintos gritavam a todo instante que não deveria permitir que minha Eliza entrasse naquele táxi se afastando de mim. Mas, acabei confundindo,

  • VENDETTA — MARCADA PELA MÁFIA   *3° BÔNUS*

    São Paulo | BrasilElizaDesembarcamos no aeroporto internacional de Guarulhos, que ficava localizado na cidade de São Paulo, no Brasil. Nosso vôo foi tranquilo e muito prazeroso por sinal, e o motivo nem precisamos dizer... não é mesmo? Ao chegarmos haviam um casal segurando placas com nossos nomes, a mulher estava com nome do meu André nas mãos e o rapaz que eu nem sequer encarei estava com o meu nome. Olhei para André morrendo de ciúmes por aquela cretina o cumprimentar com dois beijos no canto da boca e entrelaçar seu braço em volta dele. Tentei conter meus ciúmes, porém o mesmo logo notou e tratou de afastar a tal mulher do seu corpo. Seguimos nosso caminho e haviam dois táxis nos aguardando para nos levar diretamente ao local onde ficava a falsa ONG. Para todos os efeitos André e eu éramos dois completos desconhecidos e para total sucesso de nossos planos assim deveria continuar sendo. Seria péssimo precisar passar por toda essa situação, porém se fazia necessário todo esse sacr

  • VENDETTA — MARCADA PELA MÁFIA   *2° BÔNUS*

    ElizaChegamos no aeroporto e fizemos nosso check-in. Sempre tive pavor de altura e principalmente de avião. Assim que colocamos o cinto de segurança e o piloto acionou a decolagem segurei tão fortemente nas mãos de André que ele até se assustou.— Está sentindo alguma coisa amor? — ele questionou preocupado— Não amor, é só minha aversão a avião mesmo. Sempre fico assim quando preciso voar. — falo trêmula — Está muito tensa. Tenho um jeito ótimo e infalível de te acalmar. Você quer que te mostre? — ele perguntava com um tom safado e eu que não era boba nem nada mordi os lábios e imediatamente respondi— Adoraria! — já estavamos voando e não havia nenhuma turbulência, fui até o banheiro e André me acompanhou, logo em seguida fomos surpreendidos pela estúpida da aeromoça— Só pode entrar um passageiro por vez no banheiro senhores.— Ela é minha esposa, está grávida e além disso tem pânico de aviões. Preciso ajudá-la. A senhorita compreende, não é mesmo? — André dizia todo sedutor como

  • VENDETTA — MARCADA PELA MÁFIA   *1° BÔNUS*

    ElizaTerminei de organizar as bagagens para a viagem ao Brasil quando sinto um abraço abertado envolvendo toda minha cintura. Era o abraço e o carinho que eu reconheceria em qualquer parte desse universo, até de olhos fechados se fosse preciso. A minha menina, minha princesa veio me dar todo o seu carinho e enfim poderíamos conversar um pouco. Em frações de segundos pensei em como iniciar essa conversa sobre minha relação com André de uma maneira leve e suave, sem que afetasse o desenvolvimento psicológico da minha princesa. Mas, como sempre, a minha estilista me surpreendeu com suas atitudes e principalmente palavras. Sua maturidade era até exarcebada para uma menina de nove anos, mas aquilo não me causava espanto, pois Anna sempre esteve anos luz no seu desenvolvimento e muito aquém das atitudes cabíveis para uma criança de apenas nove anos.— Minha princesa, como você está linda. Estava com tantas saudades de você meu amor, senta aqui um pouquinho para podermos conversar. — diss

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