INICIAR SESIÓN— Vicktor... eu...A voz de Amora foi interrompida imediatamente.— Elisha, chega. Pare de inventar desculpas — disse Vicktor em voz baixa, mas firme. Sua respiração quase tocava o rosto de Amora. — Por que precisamos continuar fugindo dessa realidade?Vicktor não conseguia desviar o olhar. Daquela distância tão pequena, a beleza de Amora parecia multiplicar-se, fazendo seu coração bater descompassado no peito.— Que se dane tudo — continuou ele, num murmúrio. — Vamos aproveitar esta noite, querida.Amora ficou paralisada. O modo como Vicktor pronunciou a palavra querida fez seu corpo parecer leve e pesado ao mesmo tempo.— Eu amo você, Elisha.Mais uma vez. Pela enésima vez, aquele homem confessava seus sentimentos..Amora permaneceu imóvel, como se o ar tivesse ficado preso em seus pulmões. Não conseguia responder. Não sabia o que dizer. Seus próprios sentimentos pareciam estar presos em um turbilhão que ela não compreendia.Por que, sempre que aquele homem dizia que a amava, seu c
O som de beijos estalados começou a ecoar quando Amora já não conseguiu mais ficar imóvel. Suas mãos, que a princípio só pretendiam afastá-lo, acabaram envolvendo o pescoço do homem, retribuindo cada investida de Vicktor. O beijo se prolongou, dissolvendo os limites que ambos haviam tentado preservar desde o início. Cada respiração se misturava à do outro, naquela proximidade excessiva.Quando finalmente se separaram, Amora estava ofegante. Vicktor também. Os olhos de ambos revelavam uma resistência tardia, mas também um desejo forte demais para ser negado. Nenhum dos dois queria parar. Ainda queriam mais... mas Amora recuou rapidamente.Vicktor inclinou o corpo na direção dela, pretendendo recuperar aquele momento doce. No entanto, Amora ergueu a mão para detê-lo.— Vick, não posso continuar com isso... — Sua voz tremia, mas sua determinação era evidente.Sem esperar pela reação do homem, Amora se virou imediatamente e caminhou depressa em direção ao quarto de Kelly. Vicktor permanec
Na verdade, Amora nunca havia criado a menor expectativa de que Vicktor a convidaria para viajar. Sim, viajar — e o que a deixava ainda mais incrédula era o fato de que Lucy, a esposa legítima daquele homem, não estaria com eles. De repente, Vicktor convidara Amora e Kelly para passar alguns dias em uma pequena vila perto da praia, longe da agitação da cidade, como se quisesse se afastar de tudo o que vinha pesando sobre seus ombros.Naquela tarde, a brisa fresca acariciava suavemente a pele. Da varanda da vila, a vista das ondas quebrando suavemente na areia e do céu alaranjado ao entardecer era um verdadeiro deleite para os olhos. Amora estava sentada, recostada em uma longa cadeira de madeira, enquanto Vicktor se acomodava ao seu lado, abrindo uma garrafa de vinho tinto que trouxera de dentro da casa. Kelly já dormia profundamente no quarto, depois de passar o dia inteiro brincando e correndo pela praia.— Faça-me companhia, El. Faz muito tempo que não tomo vinho — disse Vicktor, a
Na manhã seguinte, munida das informações obtidas por meio de seu subordinado, Lucy dirigiu-se apressadamente a um dos grandes hospitais que, no passado, haviam atendido inúmeras vítimas de incêndios. Desde o início da manhã, um nome não parava de ecoar em sua mente: Amora. A pessoa que precisava encontrar a qualquer custo.Assim que entrou no saguão do hospital, Lucy não perdeu tempo. Foi diretamente ao balcão de atendimento. A funcionária atrás do balcão parecia ocupada, mas Lucy se aproximou dela com determinação.— Gostaria de obter informações sobre uma paciente que já esteve internada aqui — disse Lucy, sem rodeios. — O nome dela é Amora Cassidy Shane.A funcionária franziu a testa.— Amora Cassidy Shane? Quando essa paciente esteve internada aqui?— Há dois anos — respondeu Lucy com firmeza.A funcionária voltou a encará-la, dessa vez por mais tempo.— Por que a senhora está procurando informações sobre essa paciente?Lucy apressou-se em inventar uma justificativa.— Eu... sou
O relógio marcava meia-noite.O silêncio pairava por todos os cantos da luxuosa mansão de Vicktor.Amora saiu do quarto de hóspedes com passos lentos, como se temesse acordar alguém que ainda pudesse estar desperto. Desceu as escadas e seguiu para a cozinha, onde uma luz amarelada e fraca brilhava solitária. Ali, começou a preparar uma xícara de chá quente. Seus movimentos eram ágeis, como se já conhecesse de cor cada canto dos armários e das gavetas.Era natural. Aquela mansão havia sido um presente de casamento de seu pai. Uma casa que já não estava mais em seu nome, pois Vicktor havia transferido a propriedade. A lembrança a feriu por um instante, mas ela logo a afastou da mente.Dois pigarros soaram atrás dela.Amora se virou.Vicktor estava encostado no batente da porta da cozinha, com um leve sorriso nos lábios.— El, o que está fazendo? — perguntou baixinho.— Não consigo dormir — murmurou Amora enquanto despejava a água quente. — Então decidi... preparar um chá. — Ela se virou
Naquela noite, o clima na casa da família Vicktor estava tenso. O ar da sala de estar parecia prender a respiração sempre que o choro de Kelly ecoava pelo ambiente. Lucy continuava tentando se aproximar da filha, esforçando-se para suavizar a voz e evitar que a menina sentisse medo novamente.— Meu amor, sou eu, a mamãe. Não tenha medo... Venha cá, deixe a mamãe te abraçar — disse Lucy baixinho, aproximando-se de Kelly, que se escondia nos braços da empregada.No entanto, em vez de se acalmar, Kelly ficou ainda mais histérica. Seu choro se intensificou, fazendo a empregada entrar em pânico.— Senhora, é melhor não insistir por enquanto. A senhorita Kelly não está emocionalmente estável — disse a empregada com cautela.Lucy lançou um olhar furioso para ela.— Eu sou a mãe dela! O que você sabe sobre isso?! — Sua voz se elevou, carregada de mágoa e raiva.A empregada abaixou a cabeça, mas ainda reuniu coragem para falar.— Senhora, peço desculpas. Estas são as instruções do senhor Vickt







