LOGINElisha foi direto até a funcionária da villa assim que saiu pela porta principal. Seu rosto ainda estava pálido, e sua respiração ainda não havia se normalizado completamente, mas sua preocupação era muito maior do que qualquer dor que estivesse sentindo.— Com licença, há alguma clínica aqui perto? — perguntou rapidamente.A funcionária franziu a testa.— Não há nenhuma clínica nas proximidades desta área de hospedagem, senhorita. Mas, se quiser comprar medicamentos, há uma farmácia perto do Café The Coffee. Pode ir até lá.— Está bem, obrigada — respondeu Amora. Apesar de sua mente estar um caos, ela ainda tentava manter a educação.Sem esperar mais, ela se virou e voltou para a villa. Assim que entrou, pegou rapidamente as chaves do carro de Vicktor. Não se deu tempo para pensar; apenas agiu o mais rápido possível.— Vick, vou comprar alguns medicamentos. Vou pegar seu carro emprestado — disse ela, mostrando as chaves.Vicktor, que agora estava sentado à beira da cama, olhou para A
— Vick, o que eles querem fazer? — sussurrou Amora, com a voz trêmula.— Não sei — respondeu Vicktor em voz baixa, tentando manter a calma, embora sua própria respiração estivesse ofegante.— Talvez… talvez sejam ladrões? — Amora engoliu em seco. — Minha mala ainda está na sala de estar. Meu laptop de trabalho está lá dentro. — Não conseguiu esconder a preocupação na voz.— Fique aqui. Eu vou enfrentá-los.Vicktor começou a se levantar, mas Amora agarrou imediatamente seu braço, segurando-o com força, embora não conseguisse enxergar o rosto dele na escuridão.— Não vá — sussurrou ela, em pânico. — Não sabemos quem são eles.BANG!A porta do quarto se abriu com tanta violência que as paredes chegaram a estremecer. Amora e Kelly se sobressaltaram instintivamente, mas Vicktor cobriu rapidamente a boca das duas, impedindo que soltassem qualquer som que pudesse chamar a atenção dos invasores.O som de passos pesados ecoou pelo quarto. O ar, que antes estava frio, pareceu ficar sufocante, c
— Vicktor... eu...A voz de Amora foi interrompida imediatamente.— Elisha, chega. Pare de inventar desculpas — disse Vicktor em voz baixa, mas firme. Sua respiração quase tocava o rosto de Amora. — Por que precisamos continuar fugindo dessa realidade?Vicktor não conseguia desviar o olhar. Daquela distância tão pequena, a beleza de Amora parecia multiplicar-se, fazendo seu coração bater descompassado no peito.— Que se dane tudo — continuou ele, num murmúrio. — Vamos aproveitar esta noite, querida.Amora ficou paralisada. O modo como Vicktor pronunciou a palavra querida fez seu corpo parecer leve e pesado ao mesmo tempo.— Eu amo você, Elisha.Mais uma vez. Pela enésima vez, aquele homem confessava seus sentimentos..Amora permaneceu imóvel, como se o ar tivesse ficado preso em seus pulmões. Não conseguia responder. Não sabia o que dizer. Seus próprios sentimentos pareciam estar presos em um turbilhão que ela não compreendia.Por que, sempre que aquele homem dizia que a amava, seu c
O som de beijos estalados começou a ecoar quando Amora já não conseguiu mais ficar imóvel. Suas mãos, que a princípio só pretendiam afastá-lo, acabaram envolvendo o pescoço do homem, retribuindo cada investida de Vicktor. O beijo se prolongou, dissolvendo os limites que ambos haviam tentado preservar desde o início. Cada respiração se misturava à do outro, naquela proximidade excessiva.Quando finalmente se separaram, Amora estava ofegante. Vicktor também. Os olhos de ambos revelavam uma resistência tardia, mas também um desejo forte demais para ser negado. Nenhum dos dois queria parar. Ainda queriam mais... mas Amora recuou rapidamente.Vicktor inclinou o corpo na direção dela, pretendendo recuperar aquele momento doce. No entanto, Amora ergueu a mão para detê-lo.— Vick, não posso continuar com isso... — Sua voz tremia, mas sua determinação era evidente.Sem esperar pela reação do homem, Amora se virou imediatamente e caminhou depressa em direção ao quarto de Kelly. Vicktor permanec
Na verdade, Amora nunca havia criado a menor expectativa de que Vicktor a convidaria para viajar. Sim, viajar — e o que a deixava ainda mais incrédula era o fato de que Lucy, a esposa legítima daquele homem, não estaria com eles. De repente, Vicktor convidara Amora e Kelly para passar alguns dias em uma pequena vila perto da praia, longe da agitação da cidade, como se quisesse se afastar de tudo o que vinha pesando sobre seus ombros.Naquela tarde, a brisa fresca acariciava suavemente a pele. Da varanda da vila, a vista das ondas quebrando suavemente na areia e do céu alaranjado ao entardecer era um verdadeiro deleite para os olhos. Amora estava sentada, recostada em uma longa cadeira de madeira, enquanto Vicktor se acomodava ao seu lado, abrindo uma garrafa de vinho tinto que trouxera de dentro da casa. Kelly já dormia profundamente no quarto, depois de passar o dia inteiro brincando e correndo pela praia.— Faça-me companhia, El. Faz muito tempo que não tomo vinho — disse Vicktor, a
Na manhã seguinte, munida das informações obtidas por meio de seu subordinado, Lucy dirigiu-se apressadamente a um dos grandes hospitais que, no passado, haviam atendido inúmeras vítimas de incêndios. Desde o início da manhã, um nome não parava de ecoar em sua mente: Amora. A pessoa que precisava encontrar a qualquer custo.Assim que entrou no saguão do hospital, Lucy não perdeu tempo. Foi diretamente ao balcão de atendimento. A funcionária atrás do balcão parecia ocupada, mas Lucy se aproximou dela com determinação.— Gostaria de obter informações sobre uma paciente que já esteve internada aqui — disse Lucy, sem rodeios. — O nome dela é Amora Cassidy Shane.A funcionária franziu a testa.— Amora Cassidy Shane? Quando essa paciente esteve internada aqui?— Há dois anos — respondeu Lucy com firmeza.A funcionária voltou a encará-la, dessa vez por mais tempo.— Por que a senhora está procurando informações sobre essa paciente?Lucy apressou-se em inventar uma justificativa.— Eu... sou







