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133 - Alessandro

last update publish date: 2026-08-25 04:00:22
Ainda estávamos a uma distância considerável da parede de pedras quando o susto veio.

A plantação, que de longe parecia apenas um campo de cultivo comum, se revelou muito mais densa e ocupada do que as imagens de satélite tinham mostrado. Homens e mulheres trabalhavam entre as fileiras altas, vestidos com roupas precárias, rasgadas e sujas, que mal protegiam do sol já crescente. Chapéus velhos, camisas esfarrapadas, calças remendadas.

Nenhum deles parecia se importar com nossa presença, ou, pelo
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Comments (3)
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Roberta Miranda
que bom já na expectativa
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J.F. Natividade
o livro não foi abandonado não eu tive que parar de fazer postagens diárias por conta do trabalho.... mas logo estou voltando
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Christine Steegmuller
um pena que abandonaram o livro
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  • Virgindade Vendida ao Mafioso    136 - Alessandro

    O rosto dela mudou em um segundo. Os olhos se arregalaram, a boca se abriu num “o” silencioso. A surpresa pura, crua, como se eu tivesse aparecido do nada no meio de um sonho seguro. Mas a reação de choque era totalmente ensaiada e artificial.A peruca ruiva ainda estava na cabeça de manequim, o cabelo verdadeiro dela estava a mostra. Um loiro um pouco sem vida e mais escuro do que eu me lembrava, com fios brancos um pouco aparente. Um pouco bagunçado por causa do travesseiro. Ela estava um pouco mais descuidada e menos vaidosa do que era, talvez por conta da peruca que tanto usa. Ela se sentou na cama de um pulo, puxando o lençol contra o peito.Eu a olhei e senti exatamente o que sentia quando a via sua fotos atuais: desprezo. Uma repulsa profunda, quase física, que subia pela garganta junto com a bilis. Não me importava o sangue. Não importava que ela me tivesse gerado. Aquela mulher era veneno puro. Cada linha do rosto dela me lembrava traição, mentira e a forma como ela tinha tr

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  • Virgindade Vendida ao Mafioso    133 - Alessandro

    Ainda estávamos a uma distância considerável da parede de pedras quando o susto veio.A plantação, que de longe parecia apenas um campo de cultivo comum, se revelou muito mais densa e ocupada do que as imagens de satélite tinham mostrado. Homens e mulheres trabalhavam entre as fileiras altas, vestidos com roupas precárias, rasgadas e sujas, que mal protegiam do sol já crescente. Chapéus velhos, camisas esfarrapadas, calças remendadas.Nenhum deles parecia se importar com nossa presença, ou, pelo menos, fingiam não perceber. Continuavam curvados sobre a terra, as mãos calejadas mexendo na plantação, o olhar baixo.Até que um deles se assustou.Um dos meus homens passou perto demais. O trabalhador ergueu a cabeça de repente, os olhos arregalados. Abriu a boca… e parou. Não gritou. Não falou. Apenas abriu. A boca estava quase toda preta. E não havia língua.O reconhecimento bateu como um soco no estômago. Essa era uma das grande punições que usavamos para grandes traidores, uma vergonha p

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    Eu entrei no carro e bati a porta com mais força do que deveria. A revolta queimava no peito como se fosse fogo vivo.Eu amava aquele homem mas odiava ficar para trás. Odiava a sensação de inutilidade enquanto Alessandro e os homens entravam na plantação em direção ao nosso filho.Eu queria estar andando ao lado dele, sentindo o orvalho nas botas, escalando aquelas pedras, entrando na casa. Queria ser a primeira a segurar o bebê. Queria proteger, lutar, fazer alguma coisa além de esperar.Mesmo que eu pudesse correr e seguir atrás deles, eu sabia que a cabeça de Enzo estaria a preço. Alessandro não perdoaria. Nem se tudo desse certo no final. Ele cobraria. E Enzo, por mais leal que fosse, não merecia pagar por minha teimosia.Então eu fiquei. Revoltada.Com as mãos fechadas com tanta força que as unhas marcavam as palmas.

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