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CAPÍTULO 3

ผู้เขียน: Rafael Machado
Em meio aos gritos, a mesa virou, e comida e bebida se espalharam pelo chão.

Muita gente foi atingida e ficou em estado lastimável.

Celina recuou várias vezes, caiu sentada no chão e gritou, ainda assustada:

— Fernando, você enlouqueceu? Só porque eu não voltei pra passar seu aniversário com você? Desde quando você ficou tão mesquinho assim?

Xavier também estava coberto de comida e bebida. Ele foi até Celina e perguntou, preocupado:

— Celina, você está bem?

Celina respirou duas vezes, apoiou-se no armário ao lado e se levantou. Ignorou Xavier e continuou olhando para Fernando.

Xavier também olhou para Fernando e disse com raiva:

— Você assustou a Celina. Pede desculpa agora!

Fernando riu friamente:

— O quê? Ficou com pena?

Xavier bufou:

— Ela é minha irmã. Por que eu não sentiria? A sua cabeça é suja, por isso você vê sujeira em tudo.

— Sujeira?

As pupilas de Fernando se contraíram. Ele não disse mais nada.

Deu passos largos à frente e desferiu um tapa forte.

Xavier ficou atordoado. Não imaginava que Fernando teria coragem de bater.

Os outros também ficaram olhando, paralisados.

O fogo dentro de Fernando deixou os olhos dele vermelhos. O tapa foi só o começo. Em seguida, ele começou a socar e chutar Xavier.

A cena do brinde de braços cruzados, a cena dele servindo comida para Celina, o diálogo cheio de ambiguidade entre os dois...

Tudo aquilo fez Fernando perder o controle.

— Aaaah...

Fernando era alto, com o corpo firme, e tinha uma força impressionante. Quando partiu para cima, Xavier não teve como reagir. Só conseguiu se encolher no chão e gritar de dor.

As pessoas na sala gritavam sem parar.

Depois de dois segundos paralisada, Celina correu até eles, abraçou a cintura de Fernando e o puxou com toda força:

— Para! Para de bater!

Só depois de um bom tempo Fernando parou.

Xavier estava com a cabeça ensanguentada, encolhido no chão, gemendo de dor. Celina ficou na frente dele e gritou para Fernando:

— Você enlouqueceu? Já não fez escândalo suficiente?

Ela não entendia. Só porque não tinha passado o aniversário com ele, por que o marido tinha ficado tão agressivo?

Fernando cerrou os dentes e respondeu com raiva:

— Celina, quem é que está fazendo escândalo aqui? Se você não quer mais esse casamento, fala logo. Ficar fazendo esse joguinho de ambiguidade pra quem ver? O quê, só se sente bem depois de me fazer de corno?

Essas palavras deixaram Celina completamente paralisada.

Depois de um tempo, ela gritou:

— Fernando! Seu desgraçado, do que você está falando? Como foi que eu te traí? Eu e o Xavier somos só irmãos, você… você… você tem que me pedir desculpa, senão eu não deixo isso assim!

— Irmãos?

Um sorriso de deboche apareceu no canto da boca de Fernando. Ele pegou o celular, abriu a foto e jogou no chão.

— Irmão de consideração, né? Heh. Que belo irmão.

O riso dele era baixo e cheio de ironia. Celina não entendeu.

Ela pegou o celular por instinto. No instante em que viu a tela, o rosto ficou pálido. Soltou um grito baixo, e o aparelho escorregou da mão, caindo no chão.

Fernando riu friamente:

— O quê? Irmão que bebe de braços cruzados? Se eu não tivesse vindo, o próximo passo era ir pro quarto?

O rosto de Celina ficou pálido. Os lábios tremiam.

— Amor... não é o que você está pensando. Você... você me escuta, eu explico...

— Explicar o caralho!

Fernando apontou para Xavier.

— Se você quer brincar desse teatrinho de irmão e irmã, problema seu. Mas fala comigo direito. Não me faz de idiota.

— Eu... eu não fiz nada!

Celina segurou a roupa de Fernando, explicando aflita.

Mas ele já não queria ouvir. Tudo o que tinha acontecido antes apertava o peito dele.

Fernando riu com frieza, afastou a mão dela e se virou para sair.

O rosto de Celina entrou em pânico. Ela foi atrás.

Mas...

O gemido de Xavier soou atrás deles:

— Celina... dói muito... eu... não estou enxergando...

Os passos dela pararam.

Ela virou a cabeça e viu o sangue cobrindo os olhos de Xavier. O rosto dela mostrou hesitação.

Mordeu o lábio e pensou por um bom tempo antes de dizer:

— Xavier, eu vou com você pro hospital.

Ela chamou dois homens da empresa para ajudá-lo a se levantar.

Quando estava prestes a sair, lembrou de algo. Pegou o celular do chão, conferiu a imagem e olhou para uma garota baixa no meio do grupo.

O rosto dela ficou sombrio.

— Marina, foi você que postou esse vídeo?

Marina Campos se assustou. O rosto ficou cheio de pânico.

— Sra. Celina... eu não sabia que você era casada...

Ela não trabalhava na empresa há muito tempo. Não sabia que Celina era casada.

A voz de Celina ficou gelada:

— Não precisa explicar. Você está demitida. Amanhã vá ao RH acertar sua saída.

O rosto de Marina mudou drasticamente.

— Sra. Celina...

A empresa de Celina valia mais de cem milhões. Os benefícios eram ótimos. Com o mercado de trabalho atual, entrar ali não era fácil.

Mas Celina ignorou o pedido dela. Apenas lançou um olhar frio e saiu da sala.

...

Lá embaixo.

Fernando fumou um cigarro dentro do carro. Como Celina não apareceu, ele balançou a cabeça e ligou o motor para ir embora.

No fim, ela escolheu o irmão de consideração de novo... não, isso nem é uma escolha.

Se entre mim e outro homem existe uma escolha, então eu já perdi.

Um sorriso amargo apareceu no canto da boca de Fernando.

Sete anos de casamento. Será que não dava mais para continuar?

Ele nunca tinha imaginado a palavra divórcio entre ele e Celina.

Mas agora parecia claro. Sem perceber, o coração dela já tinha mudado.

E a Yasmin?

Fernando era homem. Sabia assumir e sabia largar. Mas, se se divorciassem, o golpe para Yasmin seria enorme.

Depois de muito tempo, ele soltou um longo suspiro.

Nem sabia como tinha chegado em casa. Quando abriu a porta, tudo estava silencioso. Só o quarto de Yasmin tinha o som regular da respiração.

Ele abriu a porta com cuidado. Viu Luna abraçando Yasmin, dormindo profundamente.

Mas metade do cobertor tinha caído no chão, deixando boa parte do corpo dela descoberta. A camisola de alça também tinha escorregado para cima.

A pele exposta chamava atenção.

Fernando pensou por um instante, caminhou até a cama e puxou o cobertor devagar, cobrindo a Luna. Depois saiu do quarto e fechou a porta.

...

Já passava da meia-noite.

Celina abriu a porta, com o rosto cansado. O cheiro forte de cigarro dentro da casa fez ela tossir várias vezes.

A casa estava no escuro, mas ela conseguiu ver o contorno de um homem sentado no sofá, em silêncio.

O rosto dela ficou pálido. Mesmo assim, respirou fundo e disse:

— Amor... feliz aniversário.

Clique.

Ela acendeu a luz e viu o cinzeiro na mesa de centro quase transbordando de pontas de cigarro.

Fernando falou com calma:

— Não precisa. Meu aniversário já passou.
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