Fernando abriu os olhos, ainda meio sonolento, e deu de cara com um par de olhos brilhando no escuro.Celina estava deitada sobre o peito dele, como um gato, olhando fixamente para ele.Fernando virou o rosto, evitando encarar aquele olhar, e disse com indiferença:— O que você está fazendo? Eu tranquei a porta. Como você entrou?— Eu tenho a chave. — Celina disse, segurando o rosto dele e virando de volta, rindo. — Amor, vamos parar com isso. Vamos viver bem, tá?Fernando ficou em silêncio.No fundo, ele queria mais do que qualquer um que as coisas voltassem ao normal.Era inegável que ele amava a esposa e a filha acima de tudo. Caso contrário, um homem como ele não teria escolhido ficar em casa por tantos anos.Não foi preguiça.Independentemente da própria capacidade, Fernando conhecia o próprio caráter. Era resistente, trabalhador, tinha força de vontade.Mas a família... como tinha chegado àquele ponto?À luz da lua, Celina observava o rosto firme dele, sentia o corpo forte, e a v
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