เข้าสู่ระบบNota do Autor: Nós acompanhamos de perto a jornada, as lutas e o amor de Liam, Eliza, Ian e Clara. Mas, como o General Ian bem disse, o destino é implacável e o tempo voa! Passamos oficialmente para o futuro. A partir de agora, o foco da nossa história muda de geração: bem-vindos à era de Esmond e Liv! Eles cresceram, herdaram o sangue dos Alfas mais poderosos do reino e já começaram com o pé direito na audácia e nas encrencas. Quem aí está pronto para ver esse novo amor nascer e pegar fogo? Preparem-se para os próximos capítulos! 🐺🔥 Quinze anos depois... O pequeno filhote que outrora chorava no berço de marfim dera lugar a um jovem lobo de presença implacável. Com apenas quinze anos, Esmond já exibia a postura imponente e o olhar firme que herdara de sua linhagem ancestral. Seus olhos esmeralda começavam a carregar a seriedade de um futuro rei, e ele já passava a maior parte do tempo no pátio, dominando a arte do combate com uma facilidade que impressionava a guarda real.
Eliza, a Princesa Suprema, afastou-se ligeiramente do peito dele. Ela olhou para o vazio do salão, e sua mente viajou de volta ao passado, à época em que Kelly a humilhava com o orgulho de ser a filha do Alfa. Depois, lembrou-se do rosto deformado que acabara de ver no pátio. — Você viu como ela está? — respondeu Eliza, com a voz mansa, mas carregada de uma profunda convicção. — Ela já pagou por todo o mal que fez. O orgulho dela foi quebrado, o rosto dela foi desfigurado... Toledo garantiu que ela sofresse o inferno na terra. A justiça não precisa ser cega, meu príncipe. Kelly não é mais uma ameaça; é apenas um fantasma do que costumava ser. Antes que o Príncipe pudesse responder, o som de passos apressados ecoou pelo mármore negro. Dois guardas reais aproximaram-se a passos largos, interrompendo a intimidade do casal. Eles bateram os punhos contra o peito em saudação e curvaram a cabeça. — Princesa Suprema — disse o guarda da frente, com a voz solene. — Kelly recusa-se a ir
Kelly, com seu rosto inchado e desfigurado, assistiu a cada segundo sem desviar os olhos. Ao seu lado, as duas escravizadas apertaram as mãos uma da outra. Para as três mulheres, aquele uivo de dor não era apenas a punição do carrasco; era o som físico do feitiço de seu opressor quebrando-se para sempre. Quando o curandeiro retirou a agulha, Toledo desabou no chão, trêmulo, suado e completamente estéril. O homem que queria ser o pai de um império agora não passava de um lobo vazio. O uivo de agonia de Toledo ainda flutuava no ar do salão de pedra negra quando o curandeiro se afastou, guardando a agulha vazia. O renegado jazia no chão, pálido, com o orgulho desfeito. Foi então que a Princesa Suprema deu um passo à frente no estrado, capturando a atenção de todos. Ela não olhou para o carrasco caído. Seus olhos focaram diretamente nas três mulheres. — Toledo diz que vocês vieram porque quiseram e que eu não tenho o direito de ditar o destino dele — declarou a Princesa Suprema, a v
— Existe — respondeu o Príncipe, a voz grave ecoando pelo salão de pedra negra. — Mas as nossas tropas já estão prontas. Vamos destruir todos eles. — Não. Ainda não, meu príncipe — interrompeu a Princesa, erguendo a mão com uma autoridade que fez o próprio soberano silenciar. Ela desviou os olhos dele e cravou-os diretamente em Toledo, cujo cinismo finalmente se transformou em puro terror. — Se aquele lugar é tão horrendo, mande-o para lá. Um murmúrio chocado correu pela galeria de lobos. A Princesa deu um passo até a borda do estrado de marfim, ditando o destino do carrasco com uma frieza imperial: — Amarrem-no com algemas de prata pura, para que o metal queime sua pele a cada segundo e ele não possa usar sua força de lobo. Ele servirá naquele bordel de renegados por exatamente um ano. Sentirá na própria carne o medo e a humilhação que prometeu à filha do Alfa e às escravizadas. A Princesa inclinou-se ligeiramente para a frente, pronunciando as palavras finais: — E quan
As grandes portas de carvalho do salão do trono se abriram com um estrondo pesado. O silêncio no tribunal tornou-se absoluto quando Toledo cruzou a entrada. Ele caminhava com uma arrogância ultrajante, de cabeça erguida, como se não estivesse ali para ser julgado por crimes monstruosos. O sorriso cínico permanecia estampado em seu rosto, uma provocação silenciosa que flutuava no ar. Ele subestimou o poder de uma mulher que sobreviveu ao esquecimento. No topo do estrado de marfim, a Princesa Eliza endireitou as costas no trono. Seus olhos, afiados como lâminas de aço, cravaram-se no réu. O passado não era sua fraqueza; era o combustível de sua justiça. Ela ergueu a mão adornada de anéis e, com uma voz que cortou o salão como um trovão, deu a ordem aos guardas: — Tragam as mulheres. O sorriso de Toledo vacilou pela primeira vez. Conduzidas pelos soldados, Kelly e as duas escravizadas entraram no recinto. Caminhavam a passos lentos, com os corpos marcados pela reclusão e pela vio
Kelly Dois anos. Esse foi o tempo exato em que Kelly viveu sob o teto do próprio inferno, após o diagnóstico médico sentenciar que seu corpo estava impossibilitado de enfrentar novas gestações. O que deveria ser a casa onde ela reinaria como filha de Alfa tornou-se a sua prisão particular. Como um lobo sádico e sem escrúpulos, Toledo arrastou as duas cativas das masmorras reais para dentro da propriedade. Kelly foi reduzida a nada. Durante vinte e quatro meses intermináveis, ela foi submetida às tarefas mais degradantes, forçada a limpar os vestígios da violência sofrida pelas outras fêmeas e a amamentar os bastardos delas nos cantos escuros dos cômodos, enquanto o cheiro de miséria impregnava suas roupas rasgadas. No entanto, no silêncio daquelas noites de dor acumulada ao longo de dois anos, algo mudou. Em vez de se verem como rivais, a dor compartilhada uniu as três mulheres. Aproveitando-se dos raros momentos em que Toledo estava fora em missões pelo exército real, Kelly usou







